segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Discípulos de Cristo prosseguindo e frutificando.....


Nada é mais certo nas páginas do NT do que o fato de que o crente em Jesus pode se descuidar de sua  nova vida vivida unicamente pela graça de Deus e voltar a andar em seus antigos caminhos.

Recomendações abundantes se encontram nos escritos dos apóstolos e nas palavras de Jesus. Leiamos  algumas delas, o apóstolo Paulo disse: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia" (1Co 10.12); disse o apóstolo João algo semelhante: "Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão" (2Jo 8). E igualmente Pedro, apóstolo, disse: "Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis" (2Pe 1.10). Os apóstolos corroboram as palavras de Jesus: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41).

Desta forma, é mais do que certo que o crente pode, caso se descuide, vir a afastar-se dos caminhos do Senhor. Especialmente quero destacar o contexto da passagem em 2 Pedro 1.4-11 onde o apóstolo recomenda de forma a não deixar dúvidas, a buscarmos as virtudes cristãs que mui necessárias nos são a fim de que jamais tropecemos. 

No verso 4, Pedro declara que Ele, o Senhor, nos concedeu grandíssimas e preciosas promessas para que, através delas sejamos participantes da natureza divina nos dando escape assim da imoralidade e dos maus desejos deste mundo.  

A partir do verso 5 até o verso 7, o apóstolo elenca qualidades cristãs que precisamos, com empenho, acrescentar à fé que já possuímos. Além da fé, a virtude, o conhecimento ou ciência, a temperança ou domínio próprio, a paciência ou perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor.

E é maravilhoso ler no verso 8 de que, se essas oito qualidades ou virtudes existirem de fato em nossa vida e estiverem em franco crescimento, estaremos fortes espiritualmente e seremos frutíferos, nada inativos e muito menos estéreis ou inúteis no que tange à vida cristã. O crescimento espiritual de forma contínua é a vontade do Senhor para Seus filhos, isto influenciará seu modo de viver e é um preventivo contra os desvios no caminho. Esta passagem da segunda epístola de Pedro faz-nos lembrar de Gálatas 5.22 onde Paulo fala do fruto do Espírito que deve existir em nossa vida.

No verso 9, Pedro duramente diz que naqueles em quem não existirem estas qualidades de vida, é  cego porque nada vê ao longe, ou seja, a obra consumada de Jesus na cruz (Hb 9.14) e só tem olhos para o que está perto, ou seja, o aqui e o agora de sua vida, sendo igualmente esquecido da purificação e libertação de seus antigos pecados.

Assim é que, nos versos 10 e 11, lemos que o discípulo de Jesus Cristo precisa te o devido zelo para "fazer cada vez mais firme e sua vocação e eleição". Isto nos fala de empenho, de trabalho, de dedicação, ou seja, o cultivo das virtudes que produzirão uma vida cristã completa e frutífera. E isto sendo feito, Pedro escreve, "nunca jamais tropeçareis" nunca abandonaremos a fé e, conforme a Bíblia de Jerusalém no verso 11: "antes, assim é que vos será outorgada generosa entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."

Mediante isto tudo, temos como discípulos de Jesus, a garantia de Sua Palavra de que, vivendo e praticando o que este texto inspirado de Pedro nos recomenda, jamais nos desviaremos da fé que alcançamos pela justiça, ou seja, pela obra consumada de Cristo na cruz (1.1). 

Gostaria então de recomendar esta reflexão, primeiramente a mim mesmo, visto que antes de tudo, o que  se escreve deve primeiramente ser apropriado pelo próprio autor. Estes versículos são muitíssimo profundos e você certamente terá outras nuances ao se debruçar sobre estas inspiradas palavras do apóstolo Pedro ou ao ler toda a epístola e oro ao Senhor para que o Espírito de Deus fale ao seu coração.

Que todos nós, discípulos de Jesus prossigamos em 2013 em Suas pisadas e sempre frutifiquemos porque temos a certeza de que, fazendo assim, jamais tropeçaremos ou nos desviaremos deste glorioso caminho.

Que a graça do Senhor seja com todos vós não só em 2013 mas até que Ele venha, Amém.

domingo, 25 de novembro de 2012

O discípulo e sua segurança em Cristo


Todos nós que temos crido em Jesus Cristo para o perdão de nossos pecados, que obtivermos acesso à graça desta salvação gloriosa, que passamos a ser morada do Espírito de Deus, certamente temos a segurança de que esta obra tem fundamentos eternos e estáveis.

Por isto, todo discípulo de Cristo, deverá cultivar seu relacionamento com o Senhor de maneira cada vez  mais profunda e constante, porque Satanás tudo fará para roubar de nosso coração, a certeza do que temos ouvido e crido. Não deveremos subestimar o poder do diabo em tentar nos afastar da graça de Deus em nossas vidas.

Neste exato momento, estaria você seguro de sua posição em Cristo? Estaria seguro de que a obra de que Ele executou é de uma vez para sempre? E que com isso Ele pode perdoar seus pecados, passado, presente e futuro?

Exatamente assim deve caminhar o discípulo de Jesus. Com segurança. Com a cabeça erguida. Sabendo que seus pecados foram perdoados e purificado ele foi de todas as suas iniquidades pelo precioso sangue do Senhor Jesus. É efetivamente este sangue que nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7).   

O diabo sabe que pode alcançar vantagem contra o discípulo de Jesus, se levá-lo a cair em tentação. Se fizer com que ele dê mais atenção aos seus apetites carnais, se fizer que, por algum momento, ele abandone o temor do Senhor e se entregue aos devaneios pecaminosos que estão em seu íntimo. Conseguindo assim seu intento, ele, o diabo, se regozijará na agonia do discípulo de Cristo, que pode entrar em um estado semelhante ao do apóstolo Pedro quando negou ao Senhor, que chorou amargamente pela iniquidade que cometera e deixou sua vocação, seu chamado para ser pescador de almas e voltou ao seu barco para ser o velho Pedro, pescador por profissão.

Mais perigoso ainda é se o discípulo de Jesus se tornar semelhante a Judas Iscariotes, que vendeu a Jesus por trinta moedas de prata. Na verdade, pode-se considerar que Judas vendeu sua própria alma a Satanás ao permitir tal cobiça em seu coração, ao amar mais o ganho, o lucro, do que sua salvação em Cristo, ao trocar algo infinitamente superior e eterno pelas ninharias malditas do diabo. 

Pedro, em que pese seu desvio temporário, ainda encontrou lugar de arrependimento, o Senhor Jesus ressurreto o procurou e o restaurou (Jo 21.15-19). Porém quanto a Judas, seu mergulho no pecado e no amor aos valores do mundo, foi infelizmente muito profundo. Tão intenso foi seu desvario carnal, que os evangelhos não relatam ter ele procurado a Jesus para demonstrar arrependimento e ser restaurado (creio piamente que Jesus assim o faria), mas precipitou-se ainda mais no caminho da auto-perdição vindo finalmente a suicidar-se (Mt 27.3-10; At 1.16-18).   

Por isso, devemos ter o cuidado em nosso andar diário com Jesus. O discípulo de Cristo deve ter o cuidado extremo para não dar lugar ao pecado em sua vida. Deve se arrepender se vier a pecar, deve procurar reconciliar-se depressa com o Senhor, deve viver uma vida consagrada e atentar para a palavra que Jesus mesmo disse: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41).

O discípulo está seguro em Cristo quanto à sua salvação eterna. Ele tem o testemunho claro do Espírito Santo de que agora é filho de Deus e, portanto, deve estar ciente de que esta filiação é sinônimo de segurança de sua salvação eterna (Jo 5.24; Rm 8.14-17). Todavia, pelo que foi exposto supra, é necessário o cuidado com nossa vida em Cristo aqui nesta terra porque somos assolados a todo instante pelo pecado (Hb 12.1). Muitas recomendações nos são dadas na Palavra de Deus para que nos cuidemos em nosso andar diário com o Senhor a fim de não "sejamos endurecidos pelo engano do pecado" (Hb 3.13).   

Discípulo de Jesus, tens a segurança de sua salvação eterna no Senhor. Mas muito cuidado é necessário na caminhada por este mundo. Aqui somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11) pelo que devemos nos abster das paixões carnais que guerreiam contra nossa alma (idem).

Discípulo de Cristo, deves operar ou desenvolver a tua salvação com temor e tremor (Fp 2.13). Mas também lembres que é Deus quem efetuará ou operará em ti tanto o querer como o realizar segundo a sua boa vontade (idem). Viverás em santidade procurando buscar ao Senhor em oração e em leitura, meditação e prática de Sua Palavra. Mas também, o Espírito Santo continuará a boa obra que está em curso na tua vida (Fp 1.6) até o dia em que Jesus mesmo vier nos buscar.

Que o Senhor da glória te abençoe ricamente. Que possas crescer em Cristo a cada dia. Que o diabo, o mundo e a sua própria natureza carnal não lhe afastem jamais da beleza que é viver em amor ao Senhor, temendo ao Seu Nome, porque este é o nosso dever (Ec 12.13). Amém!

  

domingo, 23 de setembro de 2012

Perseverando no discipulado nesses dias difíceis



Nenhum crente em sã consciência pode duvidar de que estamos caminhando velozmente para o grande dia de nosso encontro com o Senhor Jesus. Por isso, o discipulado, o sentar aos pés do Senhor, ou seja, abrir a Sua Palavra a cada dia e, em espírito de oração, procurar compreender a vontade dEle para nossa vida, deve estar na ordem de cada dia sem titubearmos sob pena de esmorecermos e até mesmo decairmos na fé diante de tantas tentações que estão a nos espreitar de contínuo.

O discipulado em Cristo Jesus é algo a ser pensado. Não somente deveríamos nos levar por sentimentos. Estes tem seu devido lugar em nossa existência, mas quando vivemos exclusivamente na dimensão das emoções, não conseguimos exercer um saudável discernimento através das Escrituras. São elas que nos dão o ensino adequado para crescermos de forma saudável em Cristo cada dia (2Pe 3.18).

Fico a pensar e me preocupo com igrejas e ministérios em que o discipulado não é ensinado, praticado, demonstrado. Igrejas onde o que prevalece é a práxis, ou seja, o pragmatismo é quem dá o tom do viver cristão. Seguro estou que Jesus disse que temos um imperativo a cumprir, um trabalho a fazer, Ele deu ordens para espalharmos a mensagem da vida eterna, o Evangelho (Mt 28.19,20; Mc 16.14-16; At 1.8). Mas o Senhor disse também que deveríamos vigiar, orar, conhecer as Escrituras a cada dia, para conhecermos melhor ao Deus verdadeiro e ao Seu Filho que Ele enviou para nos redimiu do pecado (Mt 26.41; 22.29; Jo 17.3).

Estes dias estão sendo notabilizados pela grande dificuldade para o viver cristão saudável. Muitas tentações na carne, por meio do mundo e também ataques diretos do Maligno. A Palavra de Deus não deixa por menos em nos informar que isto seria uma realidade palpável nos tempos imediatamente anteriores à vinda gloriosa de nosso Senhor (2Tm 3.1-5; Mt 24.3-13; 2Pe 2). Essas dificuldades tem aumentado grandemente mesmo em meio à cristandade professa, posto que, a apostasia (abandono da fé, 2Ts2.1-3) tem crescido de forma alarmante a cada dia.

Por isso, cada igreja, cada pastor, deve ter uma preocupação pungente com o discipulado autêntico. Em minha modesta ótica, o discipulado começa no momento em que a pessoa se rende ao Senhor Jesus Cristo e deverá ter o pastor da igreja como o grande incentivador e praticante do mesmo. Ele deve ter o zelo de discipular os novos convertidos, mas também deve ter um programa de treinamento de crentes mais maduros, já discipulados e veteranos que possam auxiliá-lo neste ministério tão fundamental. O exemplo bíblico de Moisés recebendo o conselho de seu sogro Jetro (Êx 18) é um fundamento bíblico seguro, porque todos sabemos que um pastor não pode levar o encargo de toda uma igreja. Mesmo em igrejas pequenas, deverão existir crentes que auxiliem ao pastor assim como Moisés nomeou auxiliares para si.

Jesus disse a Pedro: “Apascenta minhas ovelhas” por três vezes (Jo 21.15-17) evidenciando, é claro, o pastoreio de Suas ovelhas, e nisto está implícito o discipulado, o ensino para que cada crente seja como Jesus Cristo mesmo foi. O apóstolo Paulo diz em 1Co 11.1: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”, e também em Ef 5.1: “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados.” A imitação de Cristo deve pois ser algo prioritário na vida do discípulo.

Perseverar no discipulado nesses dias difíceis. Não é algo utópico. É perfeitamente realizável. O Senhor disse que estaria conosco todos os dias (Mt 28.20) e que o Espírito Santo ficaria conosco para sempre (Jo 14.16). Sendo assim, tenho garantia plena de que posso continuar em minha jornada até ao grande encontro com o Senhor no dia glorioso de Sua vinda, porque realmente é maior Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo (1Jo 4.4), ou seja, o espírito do anticristo e este versículo diz ainda que já o temos vencido. Existe portanto estímulo maior do que esse para continuarmos firmes em nossa peregrinação aqui até o fim?

Desde o mês de maio estava sem escrever neste blog, mas estou retomando estas reflexões porque acredito no poder da palavra escrita e esta segundo a Palavra de Deus, pode ajudar a todo o crente que deseja crescer em seu discipulado com Jesus.

Que Deus produza em ti o desejo profundo de continuar firme sem esmorecer tendo as promessas da Bíblia como âncora segura e firme (Hb 6.19).

A paz eterna do Senhor seja sobre ti hoje e sempre.

sábado, 5 de maio de 2012

Ser discípulo de Cristo é correr riscos


Todos os dias e de todas as formas o discípulo de Cristo corre riscos variados em sua vida no presente mundo. 

Ele corre perigos a toda hora (2Co 11.26). O apóstolo Paulo relatou nesta passagem acerca dos muitos perigos pelos quais passou. As ameaças que sofreu. Pelo bem do Evangelho e por amar a Jesus. Mas a graça do Senhor era com ele em todos os momentos (2Co 12.9). Assim é comigo e assim é com você, meu caro irmão em Cristo que lê essa breve reflexão.

Os riscos que corremos em nossa vida de discipulado estão na dimensão da natureza carnal de que somos possuidores (Rm 7.21-23; Tg 1.13-15). Também está no presente sistema mau do mundo (1Jo 2.15-17; 5.19). E, finalmente, encontra-se também nas ciladas e ardis que o inimigo de nossas almas, Satanás, tenta nos envolver (2Co 2.9-11; 11.12-15). Tudo isto junto coopera para que tenhamos, na nossa jornada presente, uma série de cuidados para que prossigamos sempre firmes e constantes no caminho apertado que leva à vida (Mt 7.14).

Corremos riscos à toda hora. Somos assediados de muitas maneiras. O mundo não é um parque de diversões. Ele é na verdade uma arena. Lugar de combates, de pelejas. Um vencedor somente tem de sair do embate. Cristo Jesus, nosso Senhor, já venceu o mundo, Ele mesmo disse: "Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33).

Esta vitória de Cristo sobre o mundo é nossa também. Somos partícipes dela. Estando unidos com Cristo em Sua morte e ressurreição (Rm 6) e assentados nos lugares celestiais (Ef 2.6), somos tentados pelo mundo e o que ele possui, mas temos vitória garantida pela obra de Jesus na cruz.

Da mesma maneira no que concerne à nossa natureza carnal e depravada e a Satanás. O Espírito Santo que em nós agora habita, que fez de nosso corpo Seu templo, Sua morada (1Co 6.19), agora trabalha de tal forma em nós (Rm 8) que temos a capacidade de negar a nós mesmos dia a dia e levar nossa cruz, como disse o Senhor (Mt 16.24). Satanás e seus demônios já foram derrotados pela obra consumada na cruz (Cl 2.15). Seu poder foi despojado, seu reino de morte e terror agora estão conquistados pelo único e definitivo sacrifício do Cordeiro de Deus. Ele ainda age sim (1Pe 5.8), mas sob o inteiro controle do Altíssimo, assim como aconteceu com o patriarca Jó (Jó 1.12; 2.6).

Entendamos pelo Espírito de Deus que somos advertidos para que não negligenciemos os santos caminhos do Senhor. O livro de Hebreus reiteradamente adverte-nos dos riscos de ficarmos para trás em nossa jornada espiritual. Assim como a nação de Israel desagradou a Deus e muitos ficaram caídos e mortos no deserto e não puderam entrar na Terra Prometida, assim poderá acontecer com qualquer discípulo de Jesus Cristo. Está escrito: "Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado" (Hb 3.12,13).

Há riscos em nossa trajetória para a Canaã celestial. Muitas vezes pecamos, traímos nosso compromisso, nossa aliança com Deus. Mas Ele é bom. Deus nos ama. Ele sempre nos chama para renovarmos nossa comunhão com Ele, caso tenhamos maculado a mesma com nossos pecados. Através do sangue de Jesus (1Jo 1.7), temos acesso novamente a um pleno relacionamento, desde que reconheçamos e confessemos diante dEle nossas transgressões (Jr 3.13; 1Jo 1.9). Haverá perdão, purificação e restauração.

Caro discípulo de Jesus, assim como esse que vos escreve, você pode ter errado, pecado contra o Mestre. Corremos riscos a toda hora na senda do discipulado. Mas que tanto eu como você nos apeguemos firmemente ao Senhor que nos conduzirá com segurança, santificados, irrepreensíveis e plenamente conservados nEle (1Ts 5.23) até  o grande dia de nosso encontro com Jesus Cristo em Sua gloriosa segunda vinda (1Ts 4.16,17).

Que Deus te conduza debaixo de Sua poderosa mão e sob a plenitude do Espírito Santo. Amém.

domingo, 22 de abril de 2012

Jesus é tudo o que mais devemos desejar


Muito além de qualquer outro ser humano, acima de qualquer ser espiritual, incomparavelmente melhor do que muitos milhões de reais na conta bancária, está a nossa fé e devoção por Jesus Cristo nosso Senhor. Para além de qualquer coisa de mais preciosa que possa haver na vida, o homem deveria ter por Jesus o amor mais profundo, a devoção mais plena, o apego mais exaltado. Porque em Jesus Cristo tudo está convergindo conforme o apóstolo Paulo diz em Ef 1.10: "De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra." 

Por isso é que o discípulo, o seguidor, o aprendiz de Jesus deverá de contínuo retornar às Escrituras. Retornar às Escrituras é algo salutar e necessário. Porque o discípulo de Cristo somente aprenderá tudo o que concerne ao seu Mestre mediante a revelação escrita sobre Ele. Isso pode parecer redundante mas é fundamental no caminho do discipulado.

Jesus é de fato TUDO o que mais o que, como discípulos d'Ele, devemos desejar. É inconcebível colocar qualquer outro ser em lugar do Senhor. Infelizmente muitos que se dizem cristãos, muitos que se dizem seguidores ou discípulos d'Ele, exaltam outro ser humano, ou alguma doutrina, ou o poder de influência de sua denominação ou grupo. Não compreendem que nesse instante estão sendo IDÓLATRAS. A idolatria consiste exatamente em deixar de adorar o verdadeiro Deus para adorar a ídolos, quer sejam estátuas, quer sejam os ídolos da mídia, ou ainda, ídolos materiais (dinheiro, carro, títulos acadêmicos, sua profissão). Também é possível que alguém idolatre seu cônjuge, seu filho, ou qualquer outra pessoa ou coisa.

É deveras muito fácil para o ser humano falível e volúvel erigir ídolos. É necessário, é urgente, é vital que o discípulo de Jesus cuide de sua devocionalidade para com Ele a fim de que não seja traído pelo seu próprio coração (Jr 17.9). Ou, falando de outra maneira, nós podemos ser endurecidos pelo engano do pecado (Hb 3.13). 

Minha palavra é no sentido de que enquanto discípulos, enquanto aprendizes de Jesus, devemos andar mais próximos d'Ele como nunca. Deveremos sempre estar em contínuo processo de aprendizado. Continuamente com nosso coração aberto para o que o Espírito Santo nos falará. O cultivo dessa vida no Espírito é sinônimo de aprendizado com o próprio Jesus Cristo que por sua vez é a vontade do Pai. A Trindade trabalha na vida do cristão de forma conjunta. O propósito de Deus Pai, é o mesmo de Deus Filho para nós que por sua vez é o mesmo propósito de Deus Espírito Santo.

Ande com Jesus. Caminhe com ele a senda da santificação diária. Nunca tenha como coisa de somenos importância o que Ele lhe falar por meio das Escrituras. Nesse interím, ler a Bíblia diariamente é prioritário, assim como manter de contínuo erigido o altar de oração.

O grande alvo é sermos parecidos com Jesus. Imitar o Seu bendito caráter. Para tanto, desejá-Lo é sumamente importante. Seremos parecidos com o Senhor à medida que O buscamos, à medida que ansiarmos por Sua presença a cada instante.

Discípulo do Senhor, considere tudo isso no dia de hoje e saiba que tudo convergirá finalmente em Jesus Cristo na dispensação da plenitude dos tempos como está escrito em Efésios 1.10 que citamos no início. 

"Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele e para ele" (Cl 1.16).

Jesus Cristo é o Senhor de todas as coisas. E é tudo o que mais devemos desejar. Devemos renunciar a tudo o mais. Deus te abençoe na caminhada com Ele e que o Espírito Santo te conduza nesse glorioso ofício de servir ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

sábado, 7 de abril de 2012

A restauração de um discípulo


Pedro negou o seu Senhor quando este fora preso. Pedro negou que o conhecia por três vezes. Pedro pecou contra Jesus (Mt 26.69-75; Mc 14.67-72; Lc 22.54.62; Jo 18.15-27).

Este episódio leva-me à uma reflexão sobre mim mesmo. Pois quantas vezes eu tive comportamento semelhante ao de Pedro? Quantas vezes neguei Jesus com meu comportamento mau, dúbio e execrável? Sendo assim, nem eu nem qualquer um de Seus discípulos poderão apontar o dedo e condenar a Simão Pedro, homem falível e pecador como qualquer um de nós. O que ele fez, negando veementemente por três vezes de que conhecia a Jesus Cristo, negando qualquer identificação com Ele, dizendo não ser seu seguidor ou discípulo, acontece quase sempre na vida de qualquer um de nós.

Verdade é que Pedro, como nos é testificado nos evangelhos, era aquele discípulo que se destacava em relação aos demais por causa de seu forte temperamento, seu destemor, sua prontidão em servir ao Mestre. Foi ele quem fez a declaração magnífica acerca da identidade de Jesus Cristo em Mt 16.16, "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Deus mesmo, conforme disse Jesus (v.17), revelara à mente do intrépido Pedro de que Aquele que estava diante dele, era o Mashiach, o Messias, ou seja, o Ungido de Deus, o Salvador do mundo.

Todavia, logo Jesus começa a revelar o propósito de Deus em levá-Lo a sofrer às mãos dos homens ímpios e finalmente ser crucificado (v.21) e Pedro numa atitude surpreendente e paradoxal, começa a repreender a Jesus dizendo que nada daquilo Lhe aconteceria e o Senhor lhe responde duramente, chamando-o de Satanás (v.22,23), porque naquele instante, Pedro se identifica com o Príncipe das trevas, ao dizer que Jesus não sofreria e que muito menos iria morrer na cruz para depois ressuscitar. 

Esse era Pedro, o mais extrovertido e corajoso dos discípulos de Jesus Cristo. O mais destacado em toda narrativa dos evangelhos. Onde ele estava, logo se sobressaía devido ao seu forte temperamento. Não titubeou em cortar a orelha do servo do sumo sacerdote com a espada no momento da prisão de Jesus (Jo 18.10). Em seguida, juntamente com todos os outros discípulos, põe-se em fuga efetivada a prisão de Jesus pelos guardas.  

Mas Jesus, lhe proporcionou uma inesquecível restauração, registrada no Evangelho de João. No capítulo 21 lemos como o Jesus ressurreto procura a seu discípulo, Pedro, como vai ao encontro dele para restaurá-lo à comunhão Consigo. 

Esta restauração para mim é o paradigma do que Jesus faz conosco através do Espírito Santo que em nós habita. Quando pecamos, negando ao Senhor com nossas atitudes lamentáveis, pecaminosas, blasfemas, o Senhor se manifesta em nós como se manifestou a Pedro. Notemos que ele estava em sua faina diária,  em seu trabalho, pescando. Já fazia mais de uma semana que Jesus havia ressuscitado (Jo 20.26). Pedro, estando junto com ele, Tomé, Natanael, Tiago e João, filhos de Zebedeu e outros dois dos discípulos de Jesus (21.2), estavam à beira do Mar da Galiléia e foram pescar. Era a terceira vez após Sua ressurreição, Jesus se manifestava aos Seus discípulos (v.14). E desta feita, Jesus tratou diretamente com Pedro, visto que muito O amava.

Como é inspirador e reconfortante o tratamento que Jesus dá a Pedro. Quando leio esta passagem do cap. 21 de João do verso 15 em diante, vejo a ternura, o cuidado e o amor do Senhor por seu discípulo faltoso. Sempre me admiro cada vez que leio e vejo a iniciativa de Cristo em procurar aquele que errou, que se desviou, falando-lhe amorosamente. Jesus não dá uma reprimenda em Pedro por havê-Lo negado. Jesus não joga na cara de Pedro toda sua fraqueza e covardia. Não. Ele simplesmente pergunta a Pedro por três vezes: "Pedro, tu me amas" (Jesus faz essa pergunta por três vezes, Pedro o negara também três vezes - que interessante paralelo temos aqui).

Eu tenho a certeza, a convicção, de que meu Senhor Jesus Cristo me tratará da mesma maneira. A Bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17; Rm 2.11; Ef 6.9; 1Pe 1.17). Sendo assim, creio firmemente que Ele também me busca, me restaura, e, à semelhança do que fez a Pedro, convida para fazer a Sua obra, porque Ele mandou que Pedro cuidasse de Seu rebanho, que fosse pastor de Suas ovelhas (e Pedro efetivamente foi pastor, 1Pe5.1-3, onde além disso, aconselha como se deveria apascentar o rebanho de Deus). Jesus sempre deseja nos restaurar quando erramos e igualmente determina que façamos a Sua obra conforme tem nos designado.

Meditemos na beleza da atitude de Jesus. Pensemos em seu incomparável perdão e no amor que devota a Seu discípulo. Que possamos da mesma forma, não tendo nisso uma desculpa para vivermos desregradamente, licenciosamente, sob o argumento de que Jesus sempre nos procurará e restaurará, mas pensemos em Seu grande amor por nós, em entregar a Sua vida no madeiro para nos salvar e vivamos de uma maneira que Lhe agrademos todos os dias enquanto nos submetemos ao Seu Senhorio.   

Todavia, se errarmos, saibamos que, além de Seu sangue purificador (I Jo 1.7), temos o Seu amor. Como Ele demonstrou a Pedro, restaurando-o plenamente. Veremos em seguida um Pedro poderosamente usado pelo Senhor, após ter sido batizado com o Espírito Santo, pregar e quase três mil almas se renderem a Cristo de forma maravilhosa (At 2.41), e de curar um coxo de nascença pela virtude e a unção do Espírito Santo que agora sobre ele repousava (At 3.1-10).

Discípulo de Jesus, se você errou, saiba que pronto está o Senhor para restaurá-lo. Reconheça seus erros, seus pecados e usufrua deste tão grande amor e interesse do Senhor por ti, assim como Ele demonstrou a Pedro.

Que Deus ilumine o seu entendimento quanto a isso. A graça inigualável de Jesus seja sobre ti. Amém.



domingo, 18 de março de 2012

Discípulo de Jesus, ame a Igreja!


Querido e amado discípulo de Jesus Cristo, você está sendo convidado a amar a Igreja dEle, mesmo com todos os defeitos que ela possua.

Você é convidado a amar a Igreja, porque Cristo a ama e deu Sua própria vida por ela.

Você é convidado a amar a Igreja de Jesus, porque ela é a menina dos olhos dEle, e por isso ela é muito bem cuidada. 

Você é convidado a amar a Igreja porque tanto você como eu, nós, pertencemos a ela.

Você é convidado a amar a Igreja porque ela é Corpo e Cristo é a cabeça.  

Você é convidado a amar a Igreja que é o Corpo de Cristo, a amar cada membro, porque todos são igualmente amados pelo Senhor.

Você é convidado a amar a Igreja porque as portas do inferno não prevalecerão sobre ela, a Igreja do Senhor nunca será vencida.

Você é convidado a amar a Igreja porque o Espírito Santo habita nela.

Você é convidado a amar a Igreja porque ela é geração eleita, sacerdócio real e nação santa do Senhor.

Você é convidado a amar a Igreja porque o Senhor Jesus está no meio dela.

Você é convidado a amar a Igreja porque onde dois ou três estiverem reunidos em o Nome de Jesus, Ele se faz presente.

Você é convidado a amar a Igreja porque ela é uma noiva e está sendo preparada pelo Espírito Santo para encontrar-se com o noivo, Cristo, no dia de Sua vinda.

Você é convidado a amar a Igreja porque ela é família de Deus e está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas e Jesus Cristo é a principal pedra de esquina.

Você deve amar a Igreja porque a multiforme sabedoria de Deus está nela e os principados e potestades a conhecerão.

Você deve amar a Igreja porque ela é composta de pessoas de todas nações e tribos e povos e línguas.

Você deve amar a Igreja porque vinda é a ceia das bodas do Cordeiro e a Sua noiva estará vestida de linho fino, puro e resplandecente.

Você deve amar a Igreja porque para sempre ela reinará em glória com o Rei dos reis, Jesus Cristo. 

Você deve amar a Igreja porque ela mesma está instruída por Deus de que seus membros devem se amar uns aos outros.

E de que o Corpo não é composto de um só membro, mas de muitos e que há um só só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.

Por isso tudo e muito mais, todos que somos discípulos de Cristo, eu e você inclusive, devemos amar a Igreja.

Discípulo de Jesus, ame a Igreja!

sábado, 10 de março de 2012

Unido com Cristo. Quão maravilhoso é.


Jesus Cristo unido a mim e eu unido a Ele. Esse deve ser o que mais devo almejar. O ideal de todos os dias em minha vida de discipulado. A perfeita unidade mesmo em face à minha inerente falibilidade. O despertar para uma vida dinâmica, renovada, altruísta e perfeitamente realizável. Sim, porque não é utopia. O discípulo de Jesus deve almejar esta união e consumá-la em sua total plenitude.

É notável essa união. Ela não é algo artificioso, arquitetado por mãos humanas se assim pudesse. Totalmente planejada pelo Pai e viabilizada pela morte e ressurreição de Seu Filho na cruz do Calvário. Nossa nova humanidade tem nessa unidade sua base e seu início. E na senda de nossa vida de discipulado com Cristo, teremos de considerar essa união e vivenciá-la na prática todos os dias. 

De forma a não deixar dúvida, a Bíblia deixa claro que morremos com Cristo (Cl 2.11,12,20), ressuscitamos com Ele (Cl 2.12,12; 3.1), estaremos juntamente com Ele em Seu retorno (Cl 3.4; 1Jo 3.2) e nEle fomos despidos do velho homem (Cl 3.9) e revestidos do novo homem, da nova humanidade (Cl 3.10) como já mencionamos. O discípulo de Jesus verdadeiramente tem nessa união com seu Mestre a possibilidade concreta  de viver todos os dias de maneira santa e agradável a Ele.

Unido com Cristo. Quão maravilhoso é. Unido de tal forma que vou pensar como Ele pensa (1Co 2.16), andar como Ele andou (Cl 2.6; 1Jo 2.6), ser manso e humilde como Ele é (Mt 11.28-30) realizar as obras que Ele determinou (a Grande Comissão, Mt 28.19,20; Mc 16.15-18; At 1.8). Vivendo e agindo dessa maneira, cada vez mais será firme nosso testemunho e mais profunda será nossa identificação com o Senhor Jesus.

É inconcebível a figura do assim chamado cristão que não tem uma vida regular de oração, não lê e nem medita nas Sagradas Escrituras e não imita a Cristo em seu cotidiano. Se quisermos que a alegria de Jesus permaneça em nós (Jo 15.11), deveremos então obedecer a tudo o que Ele nos ordena. Se assim não fizermos, ficaremos num estado lastímável, espiritualmente falando e desonraremos Aquele que por nós morreu e ressuscitou.

União é comunhão. E se dissermos que temos comunhão com Ele mas, lamentavelmente andarmos nas trevas, andarmos em desobediência, estaremos mentindo (1Jo 1.6). O discípulo de Jesus por estar em união com Ele, forçosamente está na luz e anda na luz. E tem comunhão não só com o Senhor, mas também com todos que professam o Seu Nome sabendo também que o sangue de Jesus Cristo lhe purifica de todo pecado (1Jo 1.7).

Vale a pena considerar tudo isso que você, discípulo de Jesus, acabou de ler. Vale a pena se abster das obras infrutíferas das trevas, porque o Senhor deseja que produzamos frutos de justiça como consequência natural de nossa união com Ele. Jesus disse que sem Ele nós nada poderíamos fazer (Jo 15.5) e disse assim também: "Meu Pai é glorificado nisto: em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos" (Jo 15.8 Almeida Séc. 21).  

A frutificação saudável só acontecerá na vida do discípulo se ele estiver unido à videira verdadeira (Jo 15.5, 16).

Que o Senhor nos ajude. Que Ele, através do Espírito Santo nos ajude a estarmos mais e mais unidos e firmes em Sua Pessoa. Que nosso discipulado seja assim então, maravilhosamente pleno na unidade com o Filho de Deus. E também unidos uns aos outros porque somos membros de Seu Corpo, a Igreja (1Co 12.12-31).

Que assim seja para a glória maior de Deus Pai. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Igreja distorcida, discípulos tortos!


O Evangelho puro e simples tem passado por maus bocados nos dias de hoje. O conceito de uma igreja defensora da verdade do Evangelho, uma igreja pura, que pratique a sã doutrina, está sendo posto de lado constantemente. Aqui e ali proliferam igrejas que se esmeram em modismos e invencionices humanas com o intuito de alcançarem uma suposta relevância, mas que na verdade deturpam a preciosidade e a vitalidade do conceito bíblico de Igreja como se encontra nas páginas do NT.   

Isto certamente vai impactar no discipulado. No seguir a Cristo todos os dias e todas as horas. A confusão reinante de ideologias, doutrinas e visões de ministério produz uma Igreja distorcida e indubitavelmente vai gerar discípulos tortos. Tortos no sentido de não andarem segundo o RETO caminho que lhes é proposto nas Escrituras (At 13.10). Teologia Relacional. Teologia da Prosperidade. Liberalismo teológico. Neopentecostalismo. Legalismo de usos e costumes, ou o seu oposto, o Antinomianismo. Essas são as distorções que estão em nosso meio e que exigem um posicionamento firme de todo o crente que ama e reconhece a sã doutrina (2Tm 4.3).

É importantíssimo o discipulado saudável na Igreja do Senhor. Já expus em textos anteriores o ideal de um discípulo de Cristo mais veterano na intimidade e perseverante na caminhada com o Senhor, colocar-se em posição de discipular, de ensinar discípulos mais novos a que também aprendam a ter a mesma intimidade e perseverança em caminhar sempre com Jesus. Isso é fundamental na Igreja cristã.

Todavia será um discipulado tortuoso, desfocado, inútil tanto para o discipulando como também para o que discipula, se tiverem como pressupostos de fé, conceitos teológicos como os que relacionei há pouco. Como pensar em um discípulo saudável que acredita que Deus abriu mão de sua soberania, ou que não é onisciente? Ou um discípulo que acredita que pode ordenar que o Senhor Deus atenda a todos os seus pedidos, que ele tem direitos e Deus é obrigado a atendê-lo? Ou, aqueles que entendem que a vida cristã é sinônimo de um código de regras e que quase tudo é pecado? Ou, em outro extremo, o crente pode fazer o que quiser, até cair na gandaia, porque sendo Deus gracioso, sempre irá perdoá-lo?

Não se pode pensar em discipulado saudável em ambiências como essas. Não se concebe saúde espiritual e caminhada junto com o Mestre se a Palavra de Deus é desprezada nessas variadas formas.

Urge que cada pastor volte-se para a pureza da Palavra de Deus. Que abandone urgentemente toda heterodoxia, todo ensino errôneo, e se apegue à sã doutrina, à ortodoxia. Parece que há pastores que entendem que a Bíblia tem de ser complementada com ensinos humanos. A REVELAÇÃO DE DEUS É COMPLETA E IMUTÁVEL. O QUE DEUS TENCIONOU NOS REVELAR E ORDENOU QUE OBEDECÊSSEMOS ESTÁ NOS 66 LIVROS QUE COMPÕEM AS SAGRADAS ESCRITURAS. 

Uma igreja distorcida é aquela que, além da Bíblia, enfatiza interpretações humanas alheias ao que o texto bíblico realmente quis dizer. Isto vai gerar multidões de discípulos tortos, ou seja, deformados em sua vida de fé no Senhor, porque acreditam e colocam em prática ensinos que Deus nunca teve a intenção de repassar-lhes para que obedecessem.

Todo obreiro, todo mestre, todo pastor, todo discipulador, deveria bem atentar para as palavras do apóstolo Paulo em 1Tm 4.6: "Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido." Que coisas são essas? No verso 1 em diante, por revelação do Espírito Santo, Paulo diz que muitos apostatariam, abandonariam a fé, por darem ouvidos a espíritos malignos enganadores e acreditarem nas doutrinas diabólicas que ensinariam. Ele fala da falsidade, da hipocrisia dessas pessoas, desses líderes que tem a consciência morta, cauterizada, por falarem e ensinarem muitos conceitos estranhos à Bíblia. E em seguida fala da importância da Palavra de Deus e da oração para a santificação do cristão.

Então, que cada um de nós, especialmente enquanto pastor, mestre, presbítero, diácono, discipulador etc, possa refletir diante do Senhor no que tem acreditado, se é realmente a sã doutrina. Sua prática de vida com Cristo deve estar exatamente conforme ao que está escrito. E assim poder ensinar a outros. Disso resultará uma igreja equilibrada e discípulos bem aprumados.

Que o Senhor da Igreja abençoe a mesma e a todos os seus leais discípulos e seguidores. 

Soli Deo Gloria.
  

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O discípulo e a sua viva esperança


Quantas pessoas do mundo podem ter absoluta tranquilidade quanto aos dias difíceis e complicados em que todos vivemos? Quantas pessoas sabem o que realmente lhes aguarda num futuro não tão distante? Quantas podem descansar na certeza de que nada de ruim lhes acontecerá e que ele e sua família estão resguardados com toda segurança diante dos sobressaltos atuais?
A resposta é: Nenhuma pessoa que não tenha conhecido a Cristo e está crescendo no relacionamento com ele, pode afirmar que tem uma esperança no porvir e  de que está inteiramente segura nesses dias.
O discípulo de Jesus pode descansar realmente na absoluta certeza de que o Senhor é com ele e por isso pode perfeitamente preservá-lo. A Bíblia não diz que o cristão não haveria de passar por aflições e problemas variados. Jesus mesmo disse em João 16.33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”  Já não estaremos com aquela expectativa ingênua em achar que estamos em uma bolha protetora pelo fato de sermos crentes em Jesus. Mas o Senhor promete estar conosco, assim como Ele esteve, por exemplo, com Sadraque, Mesaque e Abedenego na fornalha (Dn 3.8-30) ou com Daniel mesmo na cova dos leões (Dn 6).
O que gostaria de ressaltar é que, aqueles que não conhecem ao Senhor, se desesperam via de regra e sofrem terrores indescritíveis diante de situações de aflição na vida. Muitos ficam abatidos, desanimados e até mesmo em estado de depressão. Não vislumbram muitas vezes nenhuma esperança e acham que tudo está perdido. E quando se fala quanto ao futuro da humanidade então, eles tecem inúmeras teorias quanto ao fim do mundo por exemplo, mas todas desprovidas de um real conteúdo de esperança real e bem-aventurança.
Quão diferente é para o discípulo de Cristo. Ele, por conhecer a seu Senhor e crescer a cada dia em seu relacionamento com Ele, sabe perfeitamente por meio da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, que tem um futuro glorioso. O porvir do crente é maravilhoso. O Espírito Santo gloriosamente testifica em seu íntimo essa verdade, porque o servo de Jesus Cristo, é leitor compenetrado das Escrituras e tem uma confiança que sobrepuja a toda e qualquer tribulação pela qual esteja passando. Ele sabe que estas são efêmeras. São de curta duração. O apóstolo Paulo disse: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente.” 2Co 4.17.
Vivamos pois, como seguidores de Cristo que somos, com nossa esperança continuamente avivada. Como faremos para que seja sempre assim? Procurando cultivar mais profundamente a vida com o Senhor. Por vezes temos a tendência de deixar de lado a oração, a leitura e meditação nas Escrituras e com isso nossa alma começa a ter inanição e sem alimento, podemos ter nossa visão de esperança ofuscada e Satanás vem tentar roubar-nos as bençãos do Senhor: a paz, a alegria e a esperança.
Lembremo-nos destas palavras inspiradas pelo Espírito Santo: “Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho”  (Cl 1.4,5) e também: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1Jo 3.2,3).
Por isso tudo e muito mais é que deveremos firmemente prosseguir em nossa jornada nessa vida, sempre olhando firmemente para o Senhor Jesus Cristo (Hb 12.1,2) e mantendo nEle a nossa mais absoluta confiança e esperança. Não sejamos como aqueles que não conhecem ao nosso Salvador, porque antigamente éramos assim também, não tendo esperança e sem Deus no mundo (Ef 2.12).
Hoje temos uma viva esperança, aleluia (1Pe 1.3). Prossigamos destemidamente até encontrarmos o Deus da esperança (Rm 15.13), porque temos a esperança da vida eterna (Tt 3.7).
Romanos 12.12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai em oração”.
Que assim seja em sua vida discípulo de Cristo. Para a glória de Deus Pai. Amém.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Quando Deus quer nos falar, Ele nos leva ao deserto


Oséias 2.14: "Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração"

Deus não deixa de nos buscar. Não deixa de tentar nos levar a entender a não vivermos no pecado. Deus nos ama e mesmo que tenhamos nos desviado de Seus santos caminhos, tudo fará para que voltemos à  uma santa comunhão com Ele. E se for necessário, nos levará sim ao deserto a fim de podermos ser ministrados em nosso coração empedernido.

No livro do profeta Oséias, lemos acerca do grande amor de Deus. Um amor grandioso e pleno. Para ilustrar isso Ele determinou que seu servo Oséias, casasse com uma meretriz a fim de ilustrar vividamente como Ele mesmo, o Senhor, faria com seu povo, Israel, que havia espiritualmente se prostituído ao adorar outros deuses. O adultério da nação lhe afastara da comunhão com Deus, que espiritualmente era seu marido. Deus devotara um amor tão grande por aquele povo que Ele escolhera para ser exclusivamente seu e sua testemunha entre os demais povos (Êx 19.5,6) e salvara da escravidão no Egito (Êx 14.30). Agora este mesmo povo se inclinara a adorar os baalins, os ídolos das nações em redor.

Deus como um marido fiel e amoroso, dera do melhor para sua amada esposa. Alimentos, roupas, óleo,  vinho, bebidas, jóias (Os 2.5,9). Ela fora tratada como uma rainha, conforme também escreve o profeta Ezequiel (16.13). E tudo o que recebera do Senhor, foi utilizado em seu desvario, ao se voltar para os outros "deuses". Israel resolveu dar mais valor aquilo que era vazio, que era vão, sem nenhum valor e que vai desaparecer totalmente (Is 2.18). Mas o Senhor resolve atrair novamente seu amado povo. E resolve levá-los ao deserto.

E é ali que Deus demonstra com mais intensidade Seu devotado e grande amor. As aflições, os problemas, as vicissitudes que a nação como um todo passara, no exílio para Babilônia, curaram da idolatria aquele povo obstinado. Naquela aflição toda, na deportação do povo para os confins de uma nação inimiga, Babilônia, e nos setenta anos que permaneceram ali, pôde o Senhor lhes ministrar em amor. A fim de que se convertessem novamente Àquele que muito os amava.

Da mesma maneira acontece conosco. Deus pode proceder dessa mesma forma, permitindo situações onde nos parece que Ele nos abandonou. Onde nada vemos senão aridez, sequidão, sede, ausência de chuvas, ali está o Senhor em nossa companhia, ministrando-nos como fez apropriadamente com o profeta Elias,  quando este, fugindo de Jezabel, foi refugiar-se no deserto. Mas fora ele voluntariamente que se dirigira ao deserto sem Deus ter lhe enviado. Somente depois que o Senhor mesmo o conduziu a uma caverna em outro deserto, bem distante do anterior, é que pôde Lhe falar, exortando, consolando, ensinando e lhe determinando o que haveria de fazer, como profeta do Deus Todo Poderoso (1Re 19.1-21).

Ainda em Oséias, o Senhor diz assim: "Eu te conheci no deserto, na terra muito seca" (13.5). Aqui é feita alusão ao tempo que o Senhor estivera com sua nação amada no deserto durante a travessia do povo após a libertação da escravidão do Egito. Israel foi muito bem protegido e cuidado durante os 40 anos que permaneceu  em peregrinação. Certamente fora rebelde, mas mesmo assim, o cuidado de Deus demonstrou cabalmente o amor incomensurável que devotava aos descendentes de Abraão (Dt 8.1-4).

Que todo discípulo de Jesus Cristo lembre desse cuidado sem igual. Que Deus igualmente nos ama tanto, visto sermos também povo seu (1Pe 2.9,10) que nos galardoou com inúmeras bençãos, a começar com uma tão grande salvação (Hb 2.3), o qual também nos outorgou o dom do Espírito Santo (Jo 14.16; 15.26; 16.7), esse mesmo grandioso e amoroso Deus deseja relacionar-se conosco continuamente. Se o deserto representa aridez e secura espirituais enviadas pelo Senhor, para que então Ele possa nos falar, não seria melhor mantermo-nos bem próximos a Ele para não ser preciso passar por tal situação desagradável?

Portanto, andar nas pisadas de Jesus, como reais discípulos seus, até pode nos levar ao deserto. Mas não por alguma rebeldia nossa, algum pecado contra o Senhor. Jesus mesmo foi conduzido pelo Espírito Santo estando em total obediência ao Pai (Mt 4.1-1; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13). Poderemos ser conduzidos também em nossa vida ao deserto, se o Senhor assim achar necessário. Mas será pelos motivos certos.

Lembremo-nos das palavras do salmista: "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Sl 16.11).

Discípulos amados de Jesus, sejamos todos fiéis e bem achegados Àquele que muito nos amou (Ap 1.5). Que Ele, o Eterno Amado, possa te abençoar nessa semana. Amém!  




         

domingo, 22 de janeiro de 2012

Discípulos de Cristo em meio a uma sociedade hedonista


Não é desconhecido de nenhum cristão o fato de que a presente sociedade em que vive é voltada para satisfação de seus prazeres imediatos. E também que mesmo no âmbito da igreja cristã existem muitos que advogam uma vida cristã aprazível, onde não haja dores, sofrimentos e males de qualquer espécie. O prazer seria o princípio maior a governar suas vidas. A finalidade da existência em todos os seus variados aspectos seria o seu desfrute máximo sem dores ou sofrimentos. A isto dá-se o nome de hedonismo. É a inclinação de buscar o prazer imediato, individual, como única e possível forma de vida moral, evitando tudo o que possa ser desagradável. Prazer pelo prazer.

O hedonismo conspira contra o discipulado autêntico em Cristo que deveremos vivenciar. Isto porque ser um seguidor fiel de Jesus terá implicações que nos levarão para longe do que o hedonismo preconiza. Sofrimentos, perseguições, zombarias, xingamentos e rejeições esperam a todos que piamente desejam seguir a Cristo Jesus (2Tm 3.12). No primeiro versículo o apóstolo Paulo nos informa: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos" ("tempos difíceis" ARA). Se a realidade que nos circunda então, nestes últimos tempos é mesmo dessa forma, como esperar uma vida cristã como se estivéssemos "deitados em um berço esplêndido?"

É potencialmente destrutiva à fé cristã a ideia do prazer à todo custo. Ou do prazer como o bem supremo da vida. Em si, a ideia do prazer não é algo pecaminoso. Todos nós desejamos experimentá-lo. A gratificação prazerosa de nossos sentidos não se constitui em algo mau. Porém, o hedonismo enquanto filosofia de vida do ser humano, viver somente para o prazer, para gratificar os sentidos, buscar o prazer custe o que custar, isso sim é degradante, é mau e é pecaminoso.

É incompatível essa filosofia de vida com o verdadeiro discipulado cristão. O discípulo de Jesus encontrará o prazer em exatamente seguir as pisadas de seu Mestre. Em ser-Lhe fiel. Em se abster dos maus desejos da natureza humana, em deixar a vontade de ter o que agrada aos seus olhos e subjugar o orgulho pelas coisas da vida (1Jo 2.16 NTLH). 

O mundo realmente considera o prazer como o valor maior da vida. A cultura de nossa sociedade é voltada para a busca do prazer em todos os níveis. Isto acaba influenciando o discípulo de Cristo e a Igreja como um todo.   Mas o Espírito de Deus continua a nos chamar, continua a instar conosco para que sigamos as pisadas de nosso Senhor Jesus Cristo e sejamos contraculturais em nossa maneira de viver (1Pe 1.15,16).

"Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus" (Rm 7.22) disse o apóstolo Paulo.  O salmista Davi também disse: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Sl 40.8). De fato, o verdadeiro prazer que um discípulo de Jesus Cristo encontrará e que é incomparável aos prazeres mundanos e carnais, é o prazer em obedecer a Palavra de Deus. E Jesus é o nosso maior exemplo. Como seus discípulos, aprendemos que Ele mesmo se deleitava em fazer a vontade do Pai. Este salmo de Davi é um salmo messiânico e demonstra o quanto Jesus amava e se deleitava em ser-Lhe obediente.

Por isso que o discipulado requer uma transformação diária em nossa forma de pensar (Rm 12.2). Se isso não estiver presente enquanto caminhamos com nosso Mestre, continuaremos a devotar maior valor à satisfação dos apetites de nossa carne. Continuaremos a gratificar o nosso ego. E nisso, já estará descaracterizado nossa vida enquanto discípulos porque uma marca essencial do seguidor de Jesus é a renúncia pessoal (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 14.26,27).

Não estamos com isso querendo dizer que a vida cristã é uma vida cheia de restrições, proibições, sem alegrias ou que não podemos ter momentos de lazer e recreação (e isso é prazeroso sim). Isto seria ascetismo e legalismo e são igualmente pecaminosos. O que deixamos claro nessa reflexão de hoje é o devido cuidado para não nos deixarmos contaminar por uma filosofia que contempla a busca imediatista do prazer e a supressão de toda dor ou sofrimento como a finalidade do homem nessa vida.

Deus mesmo e seus mandamentos proporcionam aquilo que nada dessa vida pode substituir. Prazer em ser-Lhe fiel nessa vida e a bem-aventurança da eternidade, vivendo para sempre e sempre em Sua gloriosa Presença.

Que você, discípulo de Cristo, tanto quanto eu mesmo, possamos nos apropriar desse gozo inefável, desse prazer inigualável em seguir ao Senhor, mesmo em meio a lutas, sofrimentos e provações. Estamos em um mundo afetado pela Queda e é ilusão pensar que nosso caminho de discipulado estará isento destas coisas. Mas confiemos porque o Senhor por meio de Seu Santo Espírito está conosco todos os dias. Que Deus grandemente te abençoe.  
  

     


domingo, 15 de janeiro de 2012

Quatro disciplinas essenciais para os discípulos de Cristo


Atos 2.42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."

Todos sabemos que a primitiva igreja em Jerusalém, muito embora não fosse perfeita (de uma vez por todas, perfeição aqui na Terra é realmente uma utopia), sinaliza para nós hoje muitos predicativos porque o Espírito Santo atuava efetivamente na condução e crescimento dela e aqueles irmãos gozavam de uma alegria e um poder que poucas vezes vemos nas igrejas de hoje.

Nós também discípulos de Cristo como eles, podemos e devemos aprender com aqueles irmãos. Desnecessário dizer que, o fato de estar registrado no livro de Atos a vida daquela comunidade de discípulos e irmãos, já é motivo mais do que suficiente para atentarmos em tudo o que o Espírito Santo mandou Lucas registrar por escrito para que pudéssemos ler, meditar e aprender.

No versículo em epígrafe, de fato encontramos quatro disciplinas espirituais que são essenciais em nosso caminhar com Jesus. 

A primeira refere-se à "doutrina dos apóstolos". O ensino ministrado pelos apóstolos foi fundamental para a saúde da igreja em Jerusalém. Era um ensino não somente teórico, mas calcado em vivência, em praticidade. Com autoridade e com muitos sinais e maravilhas, os apóstolos viviam e ensinavam a doutrina cristã conforme  o Cristo ressurreto havia dito que deveriam fazer (Mt 28.19,20).

A segunda refere-se à "comunhão" que exige o compromisso fiel de permanecermos juntos mesmo que aconteçam conflitos, opiniões diversas e relacionamentos complicados entre os discípulos. A palavra comunhão é composta de outras duas, comum e união e nos ensina que deveremos ser unidos de tal maneira que teremos todas as coisas em comum. É uma disciplina difícil a ser considerada, posto que todos somos fundamentalmente egoístas. O compartilhar tudo o que sou e o que tenho com as outras pessoas, para ser algo verdadeiramente real, deve estar acompanhado de uma profunda e mui íntima relação com nosso Senhor Jesus Cristo.   

A terceira, o "partir do pão". Aqui refere-se propriamente à Ceia do Senhor, posto que mais adiante no verso 46, ocorre a distinção para explicar de que eles faziam suas refeições juntos. A Ceia do Senhor era considerada a atividade central das reuniões da primitiva igreja. Participa-se de Cristo na Ceia (Jo 6.51-58), porque de forma simbólica e sacramental, comemos do pão - Sua carne, e bebemos do vinho - Seu sangue. Isto fala de união com Cristo e estar unido a Cristo significa salvação. Os discípulos da primitiva igreja tinha isso em alta conta, e conosco não pode ser diferente.

A quarta e última disciplina que queremos considerar são as "orações". A igreja em Jerusalém era uma igreja de oração. Oravam juntos e durante muito tempo. Não se tratava aqui de orações esporádicas ou de curta duração, de alguns minutos apenas, mas logo após a ascenção de Jesus, os apóstolos , as mulheres e Maria, mãe de Jesus estavam reunidos no Cenáculo e perseveraram unanimemente em oração e súplicas (At 1.14), até que foram batizados com o Espírito Santo. O texto em 2.42 diz claramente que eles perseveravam em oração. Forte ênfase era dada portanto à oração coletiva, a oração dos discípulos reunidos (At 4.24-31; 12.5,12). A oração fervorosa e coletiva deveria ser algo muito vivo e característico quando os discípulos de Jesus se reunissem para adorá-Lo.      

Estas são portanto as disciplinas básicas e elementares que encontramos no livro de Atos concernente à primitiva igreja de Jerusalém. Nós, discípulos de Jesus no século 21, faremos bem em observar estes ensinos preciosos e importantes para nosso crescimento espiritual. O ensino da Palavra de Deus, a comunhão entre irmãos, participação na Ceia do Senhor e uma vida de oração não só individual mas coletiva também, nos levarão a glorificar ainda mais a  Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor e serão um testemunho para o mundo de um povo diferente, um povo transformado pelo poder de Deus.

Querido e amado discípulo, tome para si esse ensinamento. Sejamos como os crentes da primitiva igreja, perseveremos nessas coisas. Para a maior glória de Jesus, amém.  


domingo, 8 de janeiro de 2012

Discipulado da porta estreita ou da porta larga?


"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." (Mateus 7.13,14)


Temo que muitos nos dias de hoje estejam procurando um discipulado que tramita pela porta larga. É é tão larga que desemboca no caminho largo. E é dessa forma que se encaminham para a não-vida. Porque o discipulado da porta estreita e do caminho estreito tem a marca da VIDA! Vida em Jesus.

O desconhecimento dos pressupostos deste discipulado no meio cristão são gritantes. Crentes que não obedecem à Palavra de Deus em sua integridade, estão entrando pela porta larga. Crentes que ainda permanecem com algum pecado predileto em suas vidas, estão entrando pela porta larga. Crentes que não fazem mais distinção entre os caminhos de Deus e os caminhos do mundo, estão entrando pela porta larga. Crentes que não consagram mais inteiramente sua vida ao Senhor, já entraram pela porta larga e andam no caminho largo.

Devido ao abandono dos princípios das Escrituras, muitos hoje estão tendo um discipulado às avessas. Afinal, ser discípulo é ser aluno do melhor Mestre que pode o ser humano ter, o Senhor Jesus Cristo. Aprender dEle a cada dia e sendo assim transformados em nossa interioridade. Cada dia mais sendo parecidos com Ele. E, consequentemente conhecendo a Deus mais e mais.

O Catecismo de Westminster indaga em sua primeira pergunta: Qual é o fim supremo e principal do homem? A resposta é: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre. Há uma suprema finalidade na existência humana e é a tremenda realidade de glorificar a Deus e alegrar-se na Sua santa Presença. A vida de muitos ditos cristãos não é exatamente abundante como Jesus prometeu (Jo 10.10) porque, ao optarem em entrar na porta larga e andarem no largo caminho, perdem tudo o que teriam se escolhessem a opção correta.

Por isso torna-se tão fundamental o discipulado do caminho estreito, após ter entrado o discípulo pela porta igualmente estreita. Esse é o caminho que leva à verdadeira vida. E nisso, não existe meio-termo. Não existe negociata ou barganha com Deus. Não existe atalho.

Ser discípulo não é fácil. Porque andar em um caminho apertado também é difícil. É com dificuldade que se passa por uma porta estreita, diminuta e agora deve-se manter no caminho proposto sem jamais cair na tentação de transferir-se para um caminho mais largo, logo, confortável e com muitos atrativos, com uma paisagem agradável aos olhos, mas que ao final conduzirá a um destino irremediável.

Considere seriamente sua vida com Jesus, faça um profundo exame (2Co 13.5). Estás sendo um real discípulo dEle? Ou tu pensas que és discípulo, que és Seu aprendiz, mas te desviastes do bom e difícil caminho estreito para saciares teus apetites no aparentemente bom e fácil caminho largo do mundo?

Devemos permanecer na fé que de uma vez por todas nos foi dada (Jd 3). Aqueles que escolhem viver nessa fé bíblica, verdadeira e sem mistura de qualquer espécie, sabe o que o Senhor Jesus disse em João 16.33, de que teríamos aflições no mundo e também o que o apóstolo Paulo escreveu em 2 Timóteo 3.12 de que todos os discípulos de Cristo, que querem viver de uma maneira piedosa, que porfiam em viver de maneira santa, que agrada a Deus, certamente sofrerão perseguições.

Esse é o caminho estreito do discipulado da porta estreita. Considere isso nessa segunda semana de 2012 que está se iniciando para que o Nome do Senhor seja glorificado em sua vida.

Que o Senhor da glória te abençoe muitíssimo.