domingo, 24 de agosto de 2014

Discípulos que ouvem a pregação da Palavra de Deus


DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO devem ouvir a genuína pregação da Palavra de Deus e assim ser edificados.

MAS O QUE ACONTECE quando, em um culto, na hora da pregação da mensagem, muitos crentes levantam e saem do recinto, alguns para conversarem no lado externo do templo ou local de reunião e outros para irem para suas casas?

CONVÉM UMA REFLEXÃO nesse sentido. Será que muitos discípulos de Jesus estão, por muito pouco, negligenciando o que está escrito em Rm 10.17:“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus?

PAULO NOS ENSINA por meio dessa passagem de que nossa fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Isso significa que deveremos atentar para a palavra pregada. Não qualquer palavra, não qualquer pregador. Visto que muitos não pregam a Cristo, mas falam de si mesmos, ou, acrescentam à pura Palavra de Deus coisas estranhas e que mais satisfazem ao ego humano do que glorificam ao Deus da Palavra. Fica óbvio que a fé não pode ser gerada dessa forma e muito menos crescer nos corações dos ouvintes!

TENHO VISTO crentes saírem do recinto na hora em que o pregador assume o púlpito para pregar. E sei que muitos que fazem isso, mal conhecem aquele que lhes pregará as Escrituras ou absolutamente nada sabem sobre ele. É com tristeza que podemos constatar que muitos desses crentes consideram o culto somente mais um momento em sua agenda ou um passatempo, um entretenimento. Não lhes interessa ouvir uma palavra vinda da parte de Deus pela instrumentalidade dos servos que Ele chamou e capacitou para tanto.

NO QUE TANGE ao discipulado genuíno, tanto é importante o contato pessoal entre os membros do Corpo de Cristo como também ouvir uma pregação eminentemente bíblica. A reunião com outro servo de Deus através do qual sou discipulado, a reunião no grupo pequeno são elementos fundamentais em minha edificação e crescimento em Cristo, tanto como ouvir um consagrado servo do Senhor pregar uma mensagem com conteúdo bíblico verdadeiro.

O FUNDAMENTO APROPRIADO da pregação é a Bíblia, mas ela, a Palavra de Deus, está ficando notavelmente ausente na pregação contemporânea. Não deveríamos ouvir mensagens do tipo "auto-ajuda" ou outras com anedotas ou coisas semelhantes. Precisamos nessa urgente hora sermos alimentados com o genuíno "pão descido do céu" (Jo 6.50,51,58).

O MEIO POR EXCELÊNCIA para o Senhor Jesus salvar, santificar e fortalecer Sua Igreja ainda é a pregação. Sabemos então que é a proclamação do Evangelho que produzirá verdadeira fé nos discípulos de Cristo (Rm10.14). 

JOHN MAcARTHUR discorrendo em seu excelente livro "Redescobrindo o Ministério Pastoral" (CPAD) elenca quatro aspectos que os pastores e porque não dizer, todos os discípulos de Cristo, deveriam considerar acerca da importância da pregação: 1) A pregação deve receber a devida prioridade; 2) A pregação deve receber a devida fundamentação; 3) A pregação deve possuir o devido conteúdo; 4) A pregação deve conter o devido compromisso. Prioridade na atividade da pregação, fundamentação e conteúdo bíblicos e o compromisso de pregar somente a Palavra de Deus e nada mais. Será que tudo isso por si só não declara que deveríamos parar e ouvir a mensagem da Palavra inspirada do Senhor por meio dos servos que Ele chamou e capacitou?

O DISCÍPULO de Jesus Cristo precisa parar a fim de ouvir a Palavra de Deus. Em nosso mundo moderno, muitas são as distrações que não contribuem para essa salutar ação. O coração de um discípulo deve mesmo se preparar com antecedência para o que Deus deseja ministrar-lhe. Talvez essa seja a razão de muitos se impacientarem e se ausentarem de uma reunião cristã pois não estão preparados para ouvirem aquilo que seria necessário para alimentar-lhes a alma.   

ENTRETANTO, o Espírito de Deus continuará a trabalhar no coração do discípulo e Ele o fará não só por meio da pregação como também persuadindo o cristão de que Ele deve parar e ouvir. Assim como Maria que encerrou todos os afazeres domésticos e sentou-se para ouvir a mensagem de Cristo. Marta, contrariamente e a exemplo de tantos hoje, continuava atribulada e atarefada (Lc 10.38-42):E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”
 
QUE ESTE BOM EXEMPLO possa nos contagiar e que, como a discípula Maria, possamos parar para ouvir a genuína Palavra de Cristo, deixando toda preocupação e cuidados dessa vida, exatamente aos cuidados dEle  (Mt 11.28). Que o Senhor Deus possa falar em teu coração agora mesmo, amém!
  
 
 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A simplicidade de uma criança é essencial ao discipulado cristão


TEMOS MUITO QUE APRENDER com a simplicidade de uma criança. Há lições importantíssimas a aprender com elas. Em muitas passagens dos evangelhos, lemos como Jesus era terno e atencioso para com estes pequenos seres humanos. E em como ele se utilizou delas a fim de ensinar-nos lições preciosas que bem faremos em atentar.

EM MATEUS 18.1 o Senhor Jesus foi argüido pelos discípulos que lhe indagaram sobre quem seria o maior no reino dos céus. Então Jesus chamou um menino para junto de Si, colocou-o no meio deles e disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Quem, pois, se tornar humilde como este menino, esse será o maior no reino dos céus” (Mt 18.3,4).

QUAL A SIGNIFICÂNCIA  que uma simples criança têm para quem quer seguir a Jesus Cristo? Em primeiro lugar, a importância que Jesus atribuiu às crianças é a mesma ao qual deveremos atribuir. Segundo, o Senhor considerou como fundamental para todos que pretendem segui-Lo, que tivessem a atitude humilde, confiante, despojada, espontânea e ausente de malícia que toda criança naturalmente é possuidora. Observar a vida e a atitude dos infantes é uma verdadeira escola sobre humildade, confiança e despojamento. Jesus, todavia, não está ensinando uma ingenuidade tola. Ingenuidade esta que nos levaria a ser enganado facilmente pelas pessoas. O apóstolo Paulo escreveu assim: “Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças, quanto ao modo de pensar, sejam adultos” (1Co 14.20). Observaremos a atitude de uma criança pois, para aprendermos a atitude desejada por Jesus que é a singeleza de coração.

A VIDA DO SERVO DE CRISTO tem de ser uma vida diferente da vida do homem que é servo do pecado (Rm 6.17). No caminho do discipulado, a exigência de Cristo é sem meio-termo: devemos ser como crianças, abominando a malícia em nossa vida e procurando a cada dia a pureza, a santidade, o caminho estreito de renúncia pessoal aos nossos apetites pecaminosos. Aprenderemos também de uma criança a alegria espontânea; a despreocupação com bens materiais; a ausência de hipocrisia; ignorância quanto a sentimentos de vingança ou ressentimentos. Não poderia haver para nós exemplo melhor do que uma criança, para, através dela, lembrarmos o quanto somos “... amantes de si mesmos, avarentos, pretensiosos, soberbos, maldizentes, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, insolentes, presunçosos, amando mais os prazeres do que a Deus” (2Tm 3.2-4).

APRENDAMOS, POIS a lição que Jesus nos dá através das crianças. A pureza delas deve ser nossa inspiração de todo dia. A  simplicidade pura e que agrada a Deus, acima de qualquer atitude maliciosa oriunda da natureza decaída do homem. Que relacionamentos teremos entre nós, discípulos de Cristo, se desprovidos estivermos de toda espécie de malícia. O apóstolo Pedro escreveu: “Deixando, pois toda malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1Pe 2.1,2).  

CAMINHANDO POIS COMO DISCÍPULOS de Cristo neste mundo, deveremos então ser como crianças para que entremos no Reino de Deus. Quem assim proceder, inclusive, será tido pelo Senhor como o maior no Reino dos céus. Convertamo-nos pois a Ele de nossa malícia e de nossos muitos pecados. Que Deus nos abençoe a todos com Sua inigualável graça!




O Discípulo e a Identidade de Cristo

É possível que alguém se reconheça como cristão, que deposite fé na Pessoa de Jesus Cristo, que confiou nEle como seu Único Salvador e ...