domingo, 28 de agosto de 2011

Joio no meio do trigo - os que estão na igreja mas não são discípulos


Na parábola do joio e do trigo (Mt 13.24-30;36-43), Jesus nos deu um ensinamento claro de que coexistirão até o dia de Sua vinda tanto o joio - aqueles que tem aparência e modos de discípulos de Cristo, mas não o são, e o trigo - aqueles que realmente e efetivamente são verdadeiros discípulos.

Esta planta cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e é uma erva daninha. São muito parecidas, a tal ponto de em algumas regiões produtoras de trigo, chamarem-na de "falso trigo". Se o trigo for colhido e processado junto com uma pequena quantidade de joio, comprometerá a qualidade do trigo. Esta erva daninha pode ser também venenosa.

Diante da vontade dos servos do pai de família de arrancar o joio que o inimigo havia semeado no meio do trigo, este disse que esperassem até a colheita para que então arrancassem primeiro o joio e o lançassem ao fogo e o trigo fosse recolhido aos celeiros. Se o pai de família permitisse arrancar o joio antes da colheita, arrancaria também o trigo e este era por demais precioso para que isso acontecesse.

Portanto, o joio, os falsos, os hipócritas, os mascarados, os dissimulados e/ou disfarçados, convivem muito bem no meio do trigo, os verdadeiros, puros, transparentes, leais a Cristo. Os que são joio, oram, pregam, ensinam, cantam, dizimam, ajudam os necessitados, enfim, em tudo são iguaizinhos ao que são trigo.

O pai de família disse que foi o inimigo quem plantou o joio. E com qual objetivo? De tornar inútil o verdadeiro trigo. De fazer com que este não frutificasse plenamente. De comprometer seu crescimento e desenvolvimento na vida cristã.

Existem muitos que são joio nas igrejas hoje. Infelizmente. Mas o milagre da graça de Deus ainda pode transformar o que é joio em trigo. Porque a época da colheita ainda não chegou e, portanto, a natureza do joio ainda pode receber este milagre divino. Ainda há tempo para isso. O que é triste é que sabemos por esta e outras passagens bíblicas de que os ímpios conviverão com os justos na Igreja do Senhor sem o mínimo sinal de arrependimento até o dia da colheita - o dia da volta de Jesus Cristo.

Os discípulos não entendendo o significado da parábola, indagaram a Jesus e este passa a explicar o sentido:

1) O que semeia a boa semente - O Filho do Homem (Mt 13.37);
2) O campo - O mundo (v.38);
3) A boa semente, o trigo - Os filhos do Reino (v.38);
4) O joio - Os filhos do maligno (v.38);
5) O inimigo que semeou o joio - O diabo (v.39);
6) A ceifa, a colheita - O fim do mundo, a volta de Jesus (v.39);
7) Os ceifeiros - Os anjos (v.39).

Portanto, sem nenhuma dúvida, posto que as palavras de Jesus são verdadeiras (Jo 8.40), entendemos que esta realidade se faz presente hoje entre nós. Em todas as congregações de cristãos ao redor do mundo, está posto um contingente de pessoas que não são discípulas de Jesus. Estão na igreja, mas na verdade não O seguem.

Judas Iscariotes, podemos ilustrar, é o paradigma desse tipo de gente. Foi escolhido pelo Senhor Jesus (Mt 10.4; Mc 3.19; Lc 6.16), participando pois do grupo seleto dos doze discípulos e sendo comissionado juntamente com os outros para ir e levar o Evangelho pelas aldeias. Recebeu poder para curar enfermos, limpar leprosos e ressuscitar mortos (Mt 10.1,7,8). Entretanto, Jesus disse acerca dele em João 6.70,71: "Respondeu-lhes Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? E um de vós é um diabo. E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze."

Eu pessoalmente creio que bem a princípio, Judas estava na condição de trigo. Era filho do Reino. Mas, à medida que o tempo foi passando, ele não foi abrindo mais e mais seu coração para as palavras e ensinamentos do Mestre, mas foi cedendo às sugestões do diabo em seu íntimo, que estimulava sua cobiça própria e ingressou na condição de joio. E assim ficou até ao final. Acredito também de que se verdadeiramente se arrependesse de suas intenções na mesa ao tomar a Ceia junto com Jesus e os outros discípulos ou aos pés da cruz, no momento crucial do flagelo do Senhor, ele encontraria lugar de arrependimento, seria certamente perdoado.

Creio que hoje o Senhor está trabalhando por meio de Seu Espírito nos corações de todos os que são joio dentro da Igreja. Isto está notório nas exortações ao arrependimento que lemos nas cartas às sete igrejas em Apocalipse. Leiamos:

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres" (Ap 2.5).

"Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca" (2.16).

"E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu" (2.21).

"Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei" (3.3).

"Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso e arrepende-te" (3.19).

Diante de toda essa advertência sobre o joio, e sobre o zelo do Senhor no seio de Sua Igreja, entendemos que o discipulado em Jesus é sumamente importante, porque sendo bem conduzido, bem amparado nas Escrituras, com amor e disposição, pode fazer com que crentes trigo permaneçam assim e frutifiquem muito e jamais passem à categoria de crentes joio. Que pela graça de Deus assim, haja uma enorme quantidade de trigo para ser colhido naquele grande Dia e muito pouco joio. Porque este já está e continuará presente, foi o que Cristo nos ensinou.

Que Ele te abençoe nessa semana. Que você seja crente trigo. Se chegares a entender que de fato estás na categoria de joio, aceite o chamado do Senhor para o arrependimento. Ainda há tempo. Que assim seja. Amém!



domingo, 21 de agosto de 2011

O discipulado que não impõe um jugo


"Agora, por que quereis colocar Deus à prova, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?"

(Atos 15.10 - Almeida Séc. 21)


O discipulado que não impõe um jugo é aquele que respeita a individualidade do ser humano. O discipulado que não impõe um jugo, é aquele que considera as pessoas em sua cultura própria, de origem. O discipulado que não impõe um jugo, é aquele que não faz apologia de doutrinas humanas. O discipulado que não impõe um jugo honra ao Senhor exatamente porque não promove ideologias humanas em detrimento da pureza da Palavra de Deus para o crescimento sadio do discípulo de Jesus Cristo.

A igreja de Jerusalém retratada em Atos 15, convocou uma reunião para tratar do problema que havia surgido pelo fato de que, na igreja situada em Antioquia, alguns da seita dos fariseus, que haviam crido (v.5), oriundos de Jerusalém, estavam ensinando àqueles irmãos de origem gentia de que se eles não se circuncidassem segundo a lei de Moisés, não poderiam ser salvos.

Isto imediatamente provocou a reação adversa de Paulo e Barnabé, posto que não aceitaram esta imposição sobre os irmãos gentios. Assim, resolveram eles juntamente com os chegados da Judéia, irem até a igreja em Jerusalém para discutirem a questão. E, sob a direção do Espírito Santo, tendo a coordenação do apóstolo Tiago, irmão do Senhor, líder da igreja, chegaram a um entendimento equilibrado e sábio do problema. Tiago então se pronuncia: "Por isso, penso que não se deve perturbar os que dentre os gentios se convertem a Deus, mas escrever a eles que se abstenham das contaminações dos ídolos, da imoralidade, da carne de animais sufocados e do sangue" (At 15.19,20).

Após a palavra do apóstolo Pedro, explicando que Deus não fez distinção alguma entre eles, judeus de origem e os gentios, ao conceder-lhes o dom do Espírito Santo e a purificação de seus corações (15.7-9), exorta a não colocarem um jugo nos crentes gentios e afirma categoricamente que eles, judeus, haviam sido salvos pela graça de Deus, assim como igualmente os gentios (9-11). Passa em seguida a palavra para Barnabé e Paulo que relatam quantos milagres, feitos extraordinários e sinais Deus operara por meio deles quando pregavam o Evangelho entre os gentios (12). E, finalmente, é a vez do líder da igreja em Jerusalém, Tiago, que cita a palavra de Pedro e reporta-se às palavras do profeta Amós (16-18; Am 9.11,12) para em seguida recomendar que se escrevesse uma carta aos cristãos gentios de Antioquia, tranquilizando-os de uma vez por todas sobre essa questão.

Estabelece-se aqui então para as igrejas de todas as épocas e etnias a sua desobrigação de obedecerem a mandamentos humanos. O próprio Senhor Jesus, no cap. 15 de Mateus e também no cap. 7 de Marcos, repreende aos fariseus porque teimavam em guardar ciosamente mandamentos humanos em detrimento da própria Palavra de Deus. Eles continuamente invalidavam os mandamentos divinos para obedecerem às tradições e preceitos puramente humanos.

Assim, um discipulado que se caracterizar em impor opiniões sobre usos e costumes, não respeitando as peculiaridades das pessoas, está fadado ao fracasso. Tornar-se-á algo insuportável, enfadonho. A liberdade que temos em Jesus e a consequente alegria que isto gera em nossos corações, é substituída pela tristeza em carregar um fardo pesado de imposições humanas.

Fomos chamados para seguir a Jesus Cristo. Não fomos chamados para guardar mandamentos humanos. Que se maquilam de mandamentos divinos, mas são desmascarados pela opressão gerada sobre as pessoas assim como aconteceu aos cristãos da igreja em Antioquia.

Creio firmemente, respaldado pelo testemunho bíblico, de que é possível um discipulado saudável. Que priorize acima de tudo o conselho de Deus para gerar o crescimento desejável na vida de cada um. O apóstolo Paulo declarou, ao despedir-se dos presbíteros em Éfeso, seus discípulos, que nunca deixara de lhes anunciar todo o conselho, ou desígnio, ou propósito de Deus para as vidas deles (At 20.27).

Esse é o verdadeiro discipulado que deveríamos praticar. O discipulado pela Palavra de Deus. E que não subjuga as pessoas a ordenamentos e preceitos humanos, mas prioriza o ensino dos conteúdos bíblicos, dos princípios de Deus, que realmente geram crescimento em Cristo e crescimento de qualidade.

Irmão amado, seja discípulo fiel do Senhor e dê o devido lugar à Bíblia em seu crescimento. Cuidado com aqueles que querem lhe impor um jugo, uma prisão. Aceite somente o que vem de Deus, conforme Sua sacrossanta e eterna Palavra. Cuidado para, estando já em Cristo, tornar a se meter em jugo de servidão. Por isso é que Paulo escreveu aos crentes da Galácia, que passaram pelo mesmo problema, leiamos: "Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão" (Gl 5.1).

Que você tenha uma semana abençoada n'Ele. Amém!

sábado, 13 de agosto de 2011

A boa semente, o fruto e o bom solo do coração do discípulo


Segundo a parábola contada por Jesus em Mateus 13 e Marcos 4, a parábola do semeador, existem quatro tipos de solo onde a semente cai: o solo à beira do caminho; o solo rochoso; o solo entre os espinhos e, finalmente, o bom solo, a boa terra onde, após ter caído, a semente brota, germina e produz seus frutos conforme sua espécie.

O coração de um genuíno discípulo de Jesus tem de ser necessariamente boa terra. Onde a Palavra de Deus, que é a boa semente, caiu, brotou e está e estará produzindo muitos frutos. Pode ser que inicialmente produza trinta por um , ou ainda, sessenta por um, mas Jesus disse que pode chegar a cem por um (Mt 13.8; Mc 4.8). Ou seja, produção máxima de frutos. Se você é discípulo verdadeiro de Jesus Cristo, então a semente da Palavra de Deus, a boa semente, caiu em solo fértil, porque tenho certeza, conforme as santas palavras do Senhor, de que você está sim produzindo frutos.

Agora, observe que há três progressões na produção de frutos, trinta, sessenta e cem por um. Há uma graduação nessa questão de produzir frutos em nossa vida. Isto porque, sendo cada um de nós diferentes uns dos outros, temos variados níveis de relacionamento com Jesus e isto comporta uma diferenciação na produção de frutos. Alguns mais, outros menos. Mas todos produzem. Todos os discípulos de Jesus tem a capacidade inata de produzir fruto. E se a capacidade de alguém produzir ainda é pequena, pode aumentar ainda mais.

"Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta" (Mt 13.23).

É claro que quero produzir cem. Mas me alegro, porque já produzo sessenta. Ou, trinta. O que quero ressaltar é que, como discípulo de Jesus, como alguém que entregou a vida ao Senhor Jesus Cristo, eu tenho em o princípio da produção de frutos. Tanto é assim que o Evangelho de João, capítulo 15, versos 1 a 6, Jesus dá testemunho disso, confirmando os textos de Mateus e Marcos, mas adverte também que só poderei produzir fruto se estiver enxertado na videira, que é Jesus, se não for assim, nenhum fruto será produzido.

E o que destacamos ainda nessa passagem de João, é que o Senhor deseja limpar-nos para que mais fruto seja produzido ainda. Assim, se você começou com trinta, pode passar a sessenta e chegar a cem exclusivamente pelo trabalho contínuo do Senhor e do Espírito Santo em sua vida.

A boa semente da Palavra de Deus já foi acolhida no bom solo de seu coração amado discípulo. Agora, você deve permitir que a produção aumente ainda mais e possa chegar à produção máxima de fruto.

Todavia, atente muito bem para a advertência de Jesus de que, se algum de nós, seus seguidores e imitadores, não estivermos realmente nEle, poderemos ser lançados fora, como uma vara seca porque não produziu fruto. Estando em Jesus, necessariamente haverá produção de fruto, seja trinta, sessenta ou cem por um. Não estando em Jesus, só resta o desolamento e a perdição final.

João 15.16: "Não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda."

Assim é a vida do discípulo de Jesus. Ele produz fruto. Isto é operado pela graça de Deus. Isto se dá se estivermos realmente em Jesus. Isto glorifica ao Pai. Esta produção é crescente, não é estacionária.

Minha oração nesse dia é de que todos nós possamos aumentar sempre nossa frutificação. Este é o desejo de Deus. Todo discípulo de Jesus, que porventura esteja lendo essas linhas, desde já está advertido quanto a essa verdade. Porque ela nada mais é do que a vontade de Deus para sua vida.

Que o Senhor da vinha, o lavrador, possa fazer com que eu e você, as varas, produzamos muitos frutos, desde que estejamos enxertados devidamente na videira verdadeira que é Cristo Jesus, amém e amém!



domingo, 7 de agosto de 2011

O pastor e sua responsabilidade para com o discipulado


De quem é a responsabilidade de conscientização e ação no tocante ao discipulado na igreja? De ninguém mais a não ser o pastor. É ele, semelhantemente a Jesus, quem deve planejar e colocar em prática o discipulado na igreja o qual é o responsável. Ele deve ensinar sobre o assunto à luz da Bíblia para toda a congregação, deve treinar discipuladores e ele mesmo deve discipular alguém.

Sabemos que dependendo do tamanho da igreja, essa tarefa para o pastor pode ser mais facilitada ou não. O que não se pode aceitar é uma congregação que não possua um processo discipulatório. Um pastor que não se interesse pelo crescimento em Cristo de seus irmãos, que não os procure, que não se importe com isso, que fique apenas nas teorizações, não é um pastor que apascenta o rebanho de Cristo com conhecimento e com inteligência. (Jr 3.15).

Com o advento das assim chamadas mega-igrejas, o que acontece muitas vezes é que o discípulo de Jesus é somente mais uma gota naquele oceano. Ou seja, valoriza-se em muitas dessas igrejas a sua performance a cada domingo nas chamadas celebrações, a música, o culto-show e assim perde-se e muito o valor do real contato entre os irmãos e um ambiente para que um genuíno discipulado possa ocorrer.

Esse desvio de atenção para a importância do discipulado, é típica de muitos que vivem folgazões com seus confortos e privilégios, principalmente no meio urbano. Muitos só desejam estar na igreja aos domingos, sem ter mais nenhum compromisso em outros dias da semana e que dirá se lhe for pedido que participe de um processo de discipulado, quer como discipulador ou como discipulando.

Ainda bem que há exceções a esta tendência. A revista Cristianismo Hoje, uma publicação bimensal, em sua reportagem de capa Discipulado - caminho seguro para o crescimento demonstra o exemplo da Assembléia de Deus da Ilha do Governador no Rio de Janeiro onde o pastor, Elizeu Menezes, implantou com sucesso um modelo de discipulado onde um cristão mais antigo "adota" um cristão mais novo na fé e procura acompanhá-lo em seu crescimento em Cristo, mantendo sempre o contato, estimulando-o a ir aos cultos para aprender mais. Com isso, os seis mil membros distribuídos entre o templo central e dezoito congregações tem sido melhor conduzidos.

Outro exemplo vem da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida. O pastor John McAlister adotou um modelo de discipulado onde cada atividade da igreja é elaborada e planejada com o fim de formar e treinar novos discípulos em Jesus. Ele explica que em sua igreja o discipulado não é um curso à parte, mas a ênfase de tudo aquilo que eles fazem como igreja.

Portanto, vemos que é perfeitamente possível e obrigatório que o pastor da congregação, buscando a direção de Deus, usando a criatividade de acordo com a realidade de sua igreja e sob bases estritamente bíblicas, implante, caso não haja ou seja ineficiente, um sistema de discipulado para seu rebanho.

Irmãos, não estou querendo dizer que discipulado seja somente disponível para neo-conversos. TODOS são partícipes dos benefícios de um discipulado bíblico porque TODOS estamos crescendo e aprendendo cada dia a sermos parecidos com Jesus Cristo.

Eventos não são discipulado. Igrejas há que concentram tudo nas programações, mantendo os crentes ocupados e envolvidos e isto não resulta em um crescimento semelhante a Jesus. O discipulado autêntico busca formar vidas. Para discipular, imprescindível é que alguém seja discípulo.

Há igrejas que se tornaram um mero ajuntamento de pessoas onde não existe a preocupação genuína pela vida do outro. Isso já vem de púlpito. Pastores que não pastoreiam. Que não visitam a ovelha, que sequer lhes telefonam para saber como estão. Como poderá haver a transfusão de vida que há em Jesus Cristo se não há esse genuíno interesse em discipular meu irmão?

Sendo assim, se você está em uma igreja onde não há um discipulado real, calcado na realidade e que seja bíblico, ou seja, um discipulado que transmita ao outro a vida em Jesus para que vá crescendo saudavelmente, procure outro lugar onde isso aconteça. Não se limite a ficar em uma congregação onde há tudo menos a real preocupação de uns pelos outros, principalmente quando isso começa do exemplo pastoral, que não procura e não pastoreia ou discipula de fato suas ovelhas.

Para que alguém seja um discipulador, repetindo, ele deve ser um discípulo. Este está inteirado da verdade do Evangelho. Segue em obediência a Jesus. Têm o caráter moldado por causa dessa caminhada diária. Este sim, pode ter muito sucesso, melhor, ser uma benção para aquele ou aqueles aos quais está discipulando.

Que todos possamos viver estes padrões e assim ajudar na obra de crescimento e edificação da igreja de Jesus. Se você é pastor e não se enquadra nos padrões para ser um verdadeiro discipulador, urgentíssima é sua necessidade de mudança, posto que você está como modelo dos fiéis. Ainda dá tempo de consertar as coisas, o Senhor que o chamou é misericordioso.

Que o Senhor da glória seja com Sua Igreja e com seu rebanho, amém!

O Discípulo e as Bênçãos da Salvação

Das muitas, inumeráveis e abundantes reflexões que a Palavra de Deus proporciona a todos nós, discípulos de Cristo, está o que concerne...