domingo, 31 de janeiro de 2010

Casamento feliz por meio do discipulado cristão


Muitos problemas na vida de pessoas casadas, que são seguidoras de Jesus Cristo, poderiam ter uma considerável diminuição e até a eliminação dos mesmos se atentassem para uma vida de autêntico discipulado. Cremos que o discipulado autêntico promove uma vida feliz para o casal cristão. No discipulado autêntico, o casal encontra as diretrizes divinas que lhes proporcionarão a superação de naturais dificuldades que podem ocorrer.

Estas dificuldades podem se acumular e podem ser de diversos tipos: comunicação entre marido e mulher pode estar com algum comprometimento, questões financeiras e profissionais, criação de filhos, relacionamento sexual. No aprendizado que temos com Jesus e nos relacionamentos entre os membros do Corpo de Cristo, temos um porto seguro para encontrarmos a graça de Deus para enfrentarmos os problemas e sermos vitoriosos.

Nunca é demais lembrar que o mundo pressiona sobre os discípulos de Cristo sua influência durante as 24 horas do dia (1Jo 2.15-17). Além de tudo, temos uma natureza pecaminosa que deve ser vencida constantemente. Jesus declarou de que devemos negar-nos a nós mesmos cada dia (Lc 9.23). As sutilezas de Satanás também não podem ser menosprezadas (2 Co 2.10,11). Assim, temos que ter a sabedoria de estar em uma igreja em que exista a possibilidade de comunhão por meio de um discipulado autêntico.

O casal cristão é assediado por todos estes fatores. Também deve-se considerar as diferenças naturais entre os cônjuges, principalmente no que tange ao desenvolvimento espiritual. Cremos que na própria vivência devem continuamente cultivar a ministração mútua da Palavra de Deus. Isto porque, o Senhor deixou as diretrizes necessárias a fim de que o casal viva de maneira harmoniosa e feliz. Não negando a existência de problemas, mas sobretudo, dialogando à luz da Palavra divina para que o Espírito Santo os oriente na busca das soluções.

Externamente, o casal pode e deve reunir-se com outros casais cristãos para troca mútua de experiências porque o diálogo acerca de problemas comuns tendo a Bíblia como fonte de soluções pode tremendamente ajudar a todos que crêem na eficácia do poder de Deus.

O isolamento não é bom. A Bíblia diz: Quem vive isolado busca seu próprio desejo e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1 – Almeida Séc. 21). No discipulado autêntico, procuramos enfatizar a vida de Jesus como nosso exemplo supremo. Os dilemas do casal que inevitavelmente ocorrerão, serão melhor trabalhados quando somos de fato discípulos de Jesus Cristo, submetendo-nos voluntariamente ao Seu jugo e em estreita comunhão com outros membros do mesmo Corpo (1 Co 12.12-31).

Deus em Sua maravilhosa graça provê recursos infinitos para o casal. Satanás assedia de contínuo a família cristã, mas o Nome de Jesus é suficiente para esta vitória que já nos foi garantida no Calvário (Cl 2.15).

Agora, necessário se faz aplicar esta vitória na vida do casal e da família como um todo. Não despreze o discipulado de qualidade, porque o crescimento é imprescindível a todo cristão e através do aprendizado de Cristo, teremos também uma vida de casados devidamente bem ajustada em todos os seus nuances.

Que o Senhor abençoe ricamente seu casamento, Amém.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O discípulo de Jesus vivendo em um mundo mutável


Há uma característica deste mundo que salta aos olhos de todos que param e refletem um pouco com o que está em sua volta. É o fato de que vivemos em um mundo mutável. Tememos com isso estar sendo redundantes em falar deste aspecto que para muitos está mui evidente. Esta mutabilidade se contrapõe à imutabilidade da eterna Palavra de Deus. Esta mutabilidade muitas vezes conspira contra a vivência de um autêntico discipulado cristão. Esta mutabilidade precisa ser entendida para que vivamos realmente de acordo com a Bíblia Sagrada.

O discípulo de Cristo está em uma constante tensão entre a verdade imutável de Deus e mundo mutável em que vive. Muitas mudanças ocorreram no mundo desde que Jesus Cristo por aqui esteve. Transformações que foram levadas a cabo pelo próprio Evangelho de Cristo. Muitos conheceram a Jesus no decorrer dos séculos. Mas junto a isso, o joio do inimigo foi sendo semeado neste mundo de maneira que a iniquidade continuou o seu curso. O humanismo cresceu, a ênfase foi mudada, tudo centraliza-se agora no homem. A perspectiva teocêntrica foi mudada para a perspectiva antropocêntrica. Deus foi tirado do centro. Esta é cosmovisão basilar em que estamos mergulhados.

O Evangelho deve continuar a ser pregado e vivido em sua integralidade, isto é, tendo Deus como o centro. Por isso, nós, que seguimos a Jesus devemos nos empenhar em testemunhar e viver à semelhança do Senhor, porque se vivermos como os homens do mundo vivem, o impacto da mensagem será negativo. Se não mostrarmos por palavras e obras o quanto o Evangelho é poderoso para transformar o coração pecaminoso do ser humano, estará simplesmente sendo validado o humanismo que nos cerca.

Este mundo não tem um centro estável, não há estabilidade para o homem em sua vida enquanto viver de acordo com os parâmetros duvidosos das filosofias humanas. Ao contrário, a Palavra de Deus diz assim: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13.8).

O discipulado acontecerá em meio a um mundo mutável. Constantes e avassaladoras mudanças estão em curso ao nosso redor, de maneira que devemos demonstrar a precariedade de uma vida vivida em conformidade com padrões anti-Deus, mas que uma vida pró-Deus nos manterá estáveis no todo de nossa vida. Segurança plena é proporcionada por estarmos seguindo a Jesus Cristo.

Que possamos viver e anunciar esta mensagem. Em um mundo mutável, a imutabilidade da Palavra de Deus, a validade de seus princípios, assegurará a todo aquele que obedece a libertação da ansiedade que nos é trazida pelo modus vivendi mundano.

Fique então com esta palavra: "Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente e fortalecei-vos" (1Co 16.13). Este é o padrão de vida do discípulo de Cristo em um mundo mutável, Amém!

sábado, 16 de janeiro de 2010

O discípulo e o retorno de Cristo


Somente aquele que está na senda do pecado e não aprendeu a submeter-se ao senhorio de Cristo, não desejará o Seu retorno.

Os genuínos seguidores do carpinteiro de Nazaré não querem mais por muito tempo o prolongamento de sua ausência. E estarão vigilantes, como Jesus ordenou, porque os sinais de seu breve retorno multiplicam-se a cada dia. Desde convulsões sociais, aumento da imoralidade, violência desmedida, guerras e rumores de guerras, fúria nos elementos da natureza, causando muito sofrimento, doenças, ocultismo, enfim, o que se percebe é que em todos os níveis está fervilhando o caldeirão do pecado humano.

O discípulo deve, nestes dias alarmantes, procurar como nunca ler e meditar na Palavra de Deus para tomar ciência plena da vontade de seu Pai celestial. Deverá tomar o cuidado, como recomenda a Bíblia, para não perder o foco da vida cristã: agradar a Deus em tudo, glorificá-lo em sua existência (1Co 10.31). E nisto, deverá atentar expressamente para a qualidade de seu testemunho para com os que não conhecem ao Senhor (CL 4.6), falando, apregoando sempre as boas-novas do Evangelho de Cristo (Mt 28.20; Mc 16.15,16, At 1.8).

Adverte-nos o apóstolo Pedro: E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.” (1Pe 4.7). A prudência, a sobriedade, o equilíbrio,são qualidades imprescindíveis ao discípulo juntamente com a vigilância em oração. Por isso, em nossa caminhada com Jesus, é muitíssimo importante cultivarmos este equilíbrio, mantendo-nos sóbrios, porque mui facilmente, por causa do mundo e juntamente as investidas satânicas poderemos perder este equilíbrio enquanto servimos a Deus. Esta é a razão porque tantos, na igreja evangélica sucumbem aos modismos teológicos, as invencionices eclesiológicas, as novidades do mercado gospel. Paulo temeu que os crentes da Galácia perdessem a simplicidade que eles tinham em Cristo e ansiava para Ele fosse formado neles (Gl 4.19).

O mundo caminha de maneira célere aos auspícios de Satanás (1Jo 5.19). Mas Jesus Cristo é o Senhor (Fp 2.11) e nós somos seus seguidores. Ele em breve virá nos buscar, todavia, enquanto ainda prolonga-se Sua ausência, “há trabalho pronto para ti cristão” (hino 93 Harpa Cristã). Por isso, nós, seguidores do nosso amantíssimo Mestre da Galiléia, devemos nos aprimorar na senda do discipulado, renunciando cada dia a nós mesmos, a impiedade e às paixões mundanas (Tt 2.12) para que nos seja “amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 1.11). Amém!

sábado, 9 de janeiro de 2010

O cuidado do discípulo com o mundanismo


O discípulo de Jesus Cristo é alguém que vive no mundo em um ambiente espiritual rarefeito. Ele sabe pela Bíblia (1Jo 5.19) que este mundo está no maligno. Que a ambiência cultural do mundo em muitos aspectos, é contrária à vontade de Deus. Que continuamente o mundo lhe influencia através de seus sentidos. Que Satanás como príncipe deste mundo e suas hostes, peleja continuamente para que ele seja enredado nas malhas mundanas. Que sua natureza pecaminosa, sente-se atraída pelas coisas que vem do mundo. Que o Pai ama as pessoas do mundo, mas abomina o sistema mundano que Lhe é contrário.

A importância dele considerar isto reside no fato de que tem uma missão a cumprir. A missão é no mundo. O campo é o mundo (Mt 13.38). Assim, todo discípulo de Jesus precisa considerar seriamente o ambiente em que vive, o campo onde atua, para que possa levar a bom termo a missão que lhe foi imbuída por Jesus Cristo.

O ide de Jesus é para que ele vá por todo o mundo (Mc 16.15). Neste comissionamento, deve considerar o seguinte: É preciso fazer a missão de Deus no mundo e repudiar com veemência ao mundanismo; é preciso amar ao mundo, enquanto pessoas e rejeitar fortemente suas ideias e práticas (Jo 3.16; 1 Jo 2.15-17).

O secularismo em nossa sociedade pós-moderna tem aumentado a cada dia. Muitas pessoas até afirmam que conhecem a Cristo e O seguem, mas logo se constata sua nominalidade como cristãos. O verdadeiro discípulo deve ser diferente, deve evidenciar sua salvação em Cristo e repudiar ao mundanismo em sua vida.

A autenticidade do discipulado depende, portanto, desta postura. É um tanto quanto bizarro constatar-se indivíduos ou igrejas pautando suas condutas pela cartilha do mundo. Descaracterizam-se e desqualificam-se para o trabalho de Deus como é por Ele ordenado (2 Tm 2.4, 5).

Meu caro seguidor de Cristo Jesus, atente para as palavras do apóstolo Tiago: "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tg 4.4).

Em sua jornada no Evangelho, cuide-se com os apelos do mundo. Na cultura humana existem coisas neutras, coisas que não contrariam aos preceitos de Deus, mas há também inúmeras coisas, inúmeros aspectos que Lhe são francamente ofensivos. Cabe a cada um de nós, com a Bíblia aberta e com a ajuda do Espírito Santo, caminhar resolutamente nesta nossa peregrinação, e, à semelhança do povo de Israel no deserto, seremos protegidos de dia pela coluna de nuvem e de noite pela coluna de fogo, bem como estaremos guardados das serpentes e dos escorpiões (Êx 13.21,22; Ne 9.12; Dt 8.15).

Siga ao Senhor com fidelidade e estarás guardado do mundo, e esta é a vitória que vence ao mundo, a nossa fé (1 Jo 5.4b). Em o Nome de Jesus, Amém!


sábado, 2 de janeiro de 2010

O discípulo e sua verdadeira família


E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.”

Mateus 12.46-50

Você já parou para considerar as palavras do Senhor Jesus nesta passagem? Prestou atenção ao ensinamento do Mestre? Gostaria de comentar com você, neste início de um novo ano, sobre a verdadeira família daqueles que fazem a vontade de Deus. Note que, respondendo ao que lhe informara de que sua mãe e seus irmãos estavam querendo falar com Ele, Jesus aponta para os discípulos e responde que ali estava sua mãe e seus irmãos, ou seja, ali estava a sua verdadeira família.

Adiantamos esclarecendo de que de nenhuma forma estamos afirmando de que a Bíblia manda desprezar aos nossos familiares pelo fato de que agora estamos em Cristo. De outra forma, estaríamos diante de uma grande incoerência, porque Jesus nos manda a pregar-lhes o Evangelho. Somente a dizer que, o Senhor afirmou de que aqueles que procuram fazer a vontade do Pai, são verdadeiramente nossos familiares. Em Efésios 2.19b diz que somos da família de Deus, Romanos 8.14-17 diz que recebemos o Espírito de adoção de filhos, portanto somos filhos de Deus, 1 João 3.1,2 diz que agora somos filhos de Deus, o escritor aos Hebreus no cap. 2 versos 11 e 12, diz que Jesus não se envergonha de ser reconhecido como nosso irmão. Bastam estas passagens, dentre outras, para nos identificar plenamente. O discípulo de Jesus deve então ter em alta consideração a sua família espiritual porque esta é a vontade do Pai. E como em toda família, poderão haver dissabores, mas, tudo deve ser conduzido conforme as instruções que o Senhor deixou-nos em Sua Palavra. Todos nós estamos aprendendo dia-a-dia a ser cada vez mais parecidos com o Senhor Jesus Cristo, por isso é que estamos em um caminho de discipulado.

Quanto à nossa família biológica, também devemos demonstrar grande amor por eles. Alcançá-los com a mensagem do Reino de Deus deve ser uma de nossas prioridades. Mas não esqueçamos o que Jesus disse sobre o relacionamento daqueles que agora Lhe seguem em relação aos seus familiares: Porque eu vim por em dissensão o homem contra o seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra a sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai e a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.35-37). A fé em Jesus é capaz de promover uma ruptura na estrutura familiar. Quem optar em seguir os passos do Mestre poderá sofrer oposição ferrenha dentro de sua própria casa. Estejamos portanto prevenidos quanto a esta verdade.

Devemos portanto sempre avaliar o custo do discipulado. Ser discípulo de Jesus não é fácil. Ás vezes o preço é muito alto. Muitos desistem. Não perseveram até o fim. Ou, encaram a senda do discipulado de maneira leviana ou de forma infantilizada. Pode ser que você esteja exatamente em situação de dificuldades em sua casa, entre sua parentela. Continue a amá-los e não desanime com a oposição, creia que você está agora na família de Deus e está no melhor lugar do mundo que é exatamente na posição de filho de Deus e irmão de Jesus. Ele disse que ao que vencer, esse se assentará com Ele em Seu trono (Ap 3.21), além de várias outras promessas aos vencedores (leia o que Ele prometeu ainda em Ap 2.7; 10,11; 17; 26-28; 3.4,5; 12).

Avalie então o custo de sua vida de discípulo. Re-avalie, se for necessário. Avalie ainda uma outra vez, se assim considerares necessário.

O mesmo quero fazer. Aliás, acredito que é algo não somente para o início de um novo ano, mas é algo para fazermos em contínuo, leia 2 Co 13.5.

Deus abençoe você discípulo de Jesus neste novo ano (1 Co 16.13).

O Discípulo e a Identidade de Cristo

É possível que alguém se reconheça como cristão, que deposite fé na Pessoa de Jesus Cristo, que confiou nEle como seu Único Salvador e ...