domingo, 24 de agosto de 2014

Discípulos que ouvem a pregação da Palavra de Deus


DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO devem ouvir a genuína pregação da Palavra de Deus e assim ser edificados.

MAS O QUE ACONTECE quando, em um culto, na hora da pregação da mensagem, muitos crentes levantam e saem do recinto, alguns para conversarem no lado externo do templo ou local de reunião e outros para irem para suas casas?

CONVÉM UMA REFLEXÃO nesse sentido. Será que muitos discípulos de Jesus estão, por muito pouco, negligenciando o que está escrito em Rm 10.17:“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus?

PAULO NOS ENSINA por meio dessa passagem de que nossa fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Isso significa que deveremos atentar para a palavra pregada. Não qualquer palavra, não qualquer pregador. Visto que muitos não pregam a Cristo, mas falam de si mesmos, ou, acrescentam à pura Palavra de Deus coisas estranhas e que mais satisfazem ao ego humano do que glorificam ao Deus da Palavra. Fica óbvio que a fé não pode ser gerada dessa forma e muito menos crescer nos corações dos ouvintes!

TENHO VISTO crentes saírem do recinto na hora em que o pregador assume o púlpito para pregar. E sei que muitos que fazem isso, mal conhecem aquele que lhes pregará as Escrituras ou absolutamente nada sabem sobre ele. É com tristeza que podemos constatar que muitos desses crentes consideram o culto somente mais um momento em sua agenda ou um passatempo, um entretenimento. Não lhes interessa ouvir uma palavra vinda da parte de Deus pela instrumentalidade dos servos que Ele chamou e capacitou para tanto.

NO QUE TANGE ao discipulado genuíno, tanto é importante o contato pessoal entre os membros do Corpo de Cristo como também ouvir uma pregação eminentemente bíblica. A reunião com outro servo de Deus através do qual sou discipulado, a reunião no grupo pequeno são elementos fundamentais em minha edificação e crescimento em Cristo, tanto como ouvir um consagrado servo do Senhor pregar uma mensagem com conteúdo bíblico verdadeiro.

O FUNDAMENTO APROPRIADO da pregação é a Bíblia, mas ela, a Palavra de Deus, está ficando notavelmente ausente na pregação contemporânea. Não deveríamos ouvir mensagens do tipo "auto-ajuda" ou outras com anedotas ou coisas semelhantes. Precisamos nessa urgente hora sermos alimentados com o genuíno "pão descido do céu" (Jo 6.50,51,58).

O MEIO POR EXCELÊNCIA para o Senhor Jesus salvar, santificar e fortalecer Sua Igreja ainda é a pregação. Sabemos então que é a proclamação do Evangelho que produzirá verdadeira fé nos discípulos de Cristo (Rm10.14). 

JOHN MAcARTHUR discorrendo em seu excelente livro "Redescobrindo o Ministério Pastoral" (CPAD) elenca quatro aspectos que os pastores e porque não dizer, todos os discípulos de Cristo, deveriam considerar acerca da importância da pregação: 1) A pregação deve receber a devida prioridade; 2) A pregação deve receber a devida fundamentação; 3) A pregação deve possuir o devido conteúdo; 4) A pregação deve conter o devido compromisso. Prioridade na atividade da pregação, fundamentação e conteúdo bíblicos e o compromisso de pregar somente a Palavra de Deus e nada mais. Será que tudo isso por si só não declara que deveríamos parar e ouvir a mensagem da Palavra inspirada do Senhor por meio dos servos que Ele chamou e capacitou?

O DISCÍPULO de Jesus Cristo precisa parar a fim de ouvir a Palavra de Deus. Em nosso mundo moderno, muitas são as distrações que não contribuem para essa salutar ação. O coração de um discípulo deve mesmo se preparar com antecedência para o que Deus deseja ministrar-lhe. Talvez essa seja a razão de muitos se impacientarem e se ausentarem de uma reunião cristã pois não estão preparados para ouvirem aquilo que seria necessário para alimentar-lhes a alma.   

ENTRETANTO, o Espírito de Deus continuará a trabalhar no coração do discípulo e Ele o fará não só por meio da pregação como também persuadindo o cristão de que Ele deve parar e ouvir. Assim como Maria que encerrou todos os afazeres domésticos e sentou-se para ouvir a mensagem de Cristo. Marta, contrariamente e a exemplo de tantos hoje, continuava atribulada e atarefada (Lc 10.38-42):E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”
 
QUE ESTE BOM EXEMPLO possa nos contagiar e que, como a discípula Maria, possamos parar para ouvir a genuína Palavra de Cristo, deixando toda preocupação e cuidados dessa vida, exatamente aos cuidados dEle  (Mt 11.28). Que o Senhor Deus possa falar em teu coração agora mesmo, amém!
  
 
 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A simplicidade de uma criança é essencial ao discipulado cristão


TEMOS MUITO QUE APRENDER com a simplicidade de uma criança. Há lições importantíssimas a aprender com elas. Em muitas passagens dos evangelhos, lemos como Jesus era terno e atencioso para com estes pequenos seres humanos. E em como ele se utilizou delas a fim de ensinar-nos lições preciosas que bem faremos em atentar.

EM MATEUS 18.1 o Senhor Jesus foi argüido pelos discípulos que lhe indagaram sobre quem seria o maior no reino dos céus. Então Jesus chamou um menino para junto de Si, colocou-o no meio deles e disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Quem, pois, se tornar humilde como este menino, esse será o maior no reino dos céus” (Mt 18.3,4).

QUAL A SIGNIFICÂNCIA  que uma simples criança têm para quem quer seguir a Jesus Cristo? Em primeiro lugar, a importância que Jesus atribuiu às crianças é a mesma ao qual deveremos atribuir. Segundo, o Senhor considerou como fundamental para todos que pretendem segui-Lo, que tivessem a atitude humilde, confiante, despojada, espontânea e ausente de malícia que toda criança naturalmente é possuidora. Observar a vida e a atitude dos infantes é uma verdadeira escola sobre humildade, confiança e despojamento. Jesus, todavia, não está ensinando uma ingenuidade tola. Ingenuidade esta que nos levaria a ser enganado facilmente pelas pessoas. O apóstolo Paulo escreveu assim: “Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças, quanto ao modo de pensar, sejam adultos” (1Co 14.20). Observaremos a atitude de uma criança pois, para aprendermos a atitude desejada por Jesus que é a singeleza de coração.

A VIDA DO SERVO DE CRISTO tem de ser uma vida diferente da vida do homem que é servo do pecado (Rm 6.17). No caminho do discipulado, a exigência de Cristo é sem meio-termo: devemos ser como crianças, abominando a malícia em nossa vida e procurando a cada dia a pureza, a santidade, o caminho estreito de renúncia pessoal aos nossos apetites pecaminosos. Aprenderemos também de uma criança a alegria espontânea; a despreocupação com bens materiais; a ausência de hipocrisia; ignorância quanto a sentimentos de vingança ou ressentimentos. Não poderia haver para nós exemplo melhor do que uma criança, para, através dela, lembrarmos o quanto somos “... amantes de si mesmos, avarentos, pretensiosos, soberbos, maldizentes, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, insolentes, presunçosos, amando mais os prazeres do que a Deus” (2Tm 3.2-4).

APRENDAMOS, POIS a lição que Jesus nos dá através das crianças. A pureza delas deve ser nossa inspiração de todo dia. A  simplicidade pura e que agrada a Deus, acima de qualquer atitude maliciosa oriunda da natureza decaída do homem. Que relacionamentos teremos entre nós, discípulos de Cristo, se desprovidos estivermos de toda espécie de malícia. O apóstolo Pedro escreveu: “Deixando, pois toda malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1Pe 2.1,2).  

CAMINHANDO POIS COMO DISCÍPULOS de Cristo neste mundo, deveremos então ser como crianças para que entremos no Reino de Deus. Quem assim proceder, inclusive, será tido pelo Senhor como o maior no Reino dos céus. Convertamo-nos pois a Ele de nossa malícia e de nossos muitos pecados. Que Deus nos abençoe a todos com Sua inigualável graça!




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O discípulo e a promessa do retorno de Jesus


NOSSA ESPERANÇA enquanto discípulos de Jesus se encontra em confiarmos plenamente na Palavra de Deus. Em tudo o que ela diz em tudo o que ela ensina, em todo o conjunto de ordenanças que Deus nos revelou para observássemos. E em todas as suas “grandíssimas e preciosas promessas” (2Pe 1.4).

QUANDO ALGUÉM nos promete algo, principalmente se for aquilo que nos deixará felizes, satisfeitos, realizados, ficamos ansiosos enquanto a promessa não é cumprida. Assim somos nós no tocante às promessas divinas: aguardamos com expectativa o cumprimento pleno de tudo aquilo que o Senhor em Sua Palavra têm nos prometido.

SÃO INÚMERAS as promessas de Deus nas Escrituras. Se fossemos declinar aqui cada uma delas, este texto ficaria extenso em extremo. Mas me debruço sobre aquela que se constitui a promessas das promessas a meu ver, que é a que se refere ao breve retorno de Jesus Cristo. A Bíblia é categórica em afirmar que o Senhor Jesus voltará a esta terra pela segunda vez. Ele afirmou no capítulo 8 do Evangelho de João, verso 23 de que Ele era de cima, era de outro mundo, ou seja, era do céu. E para lá Ele voltaria (após Seu sofrimento, morte e ressurreição) e depois voltaria para buscar os que cressem nEle (Jo 14.2,3).

O DISCÍPULO DE JESUS CRISTO sabe, por causa do testemunho do Espírito Santo em seu coração, mediante o que está registrado na revelação de Deus, a Bíblia Sagrada, que Jesus Cristo voltará pela segunda vez. Como diz a letra do hino 300 da Harpa Cristã: “Nossa esperança é Sua vinda/O Rei dos reis vem nos buscar/nós aguardamos Jesus ainda/Té a luz da manhã raiar." Sendo assim, a vida que ora temos no presente tempo, deve estar sob o foco dessa bendita esperança.

SE NOSSA CAMINHADA neste presente mundo não estiver centrada na bendita promessa e esperança da volta de Jesus, nossa fé não passará de um conto de fadas. O apóstolo Pedro escreve: “Que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo. Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações” (1Pe 1.5,6).

TÃO CERTA COMO FOI a primeira vinda do Senhor, assim será Sua segunda vinda. Os discípulos de Jesus têm motivos sobejos para manter sua diligência em uma vida de peregrinação aqui neste mundo (1Pe 2.11,12), enquanto se avizinha o retorno de seu Mestre e Senhor. É necessário ser cuidadoso nesta peregrinação, para que não seja tomado de amor pelo sistema mundano de valores e assim incorra na rejeição de Deus (Tg 4.4; 1Jo 2.15-17).

A CAMINHADA DO DISCIPULADO se constitui em renúncia pessoal diária. Essa caminhada tem um começo – quando nos convertemos, passando da morte espiritual para a nova vida em Cristo; tem um meio – quando estamos vivendo no presente tempo de nossa vida, em santidade e temor ao Senhor, sendo transformados dia-a-dia enquanto vai sendo implantada em nós a imagem de Jesus Cristo; tem um fim – exatamente quando o Senhor Jesus retornar para nos buscar, consumando assim a nossa salvação, e assim estaremos para todo o sempre com Ele.

PORTANTO, MEU DILETO discípulo de Jesus e irmão na fé, mantenha seu foco no Senhor em todo o tempo. O escritor aos Hebreus diz: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé.” (12.2a). Jesus disse que Seu retorno será repentino, será rápido, será de surpresa. O que mais importa para o discípulo é que seja cada vez mais parecido com Ele dia-dia e isto também vem a significar comunhão de pensamentos e intenções. Sendo assim, estaremos alertas, estaremos de prontidão, estaremos cuidando diligentemente de nossa vida com Deus e esse dia do retorno de Cristo será de fato um dia de inigualável felicidade para todos nós. O mesmo não se pode falar dos ímpios e dos que, embora levem o nome de cristãos, na verdade são desobedientes ao Evangelho, não buscam uma vida de verdadeira santidade e consagração, não buscam viver como discípulos autênticos, para esses então, o dia do retorno de Cristo será de terror e julgamento (2Ts 1.6-10).

DISCÍPULO DE CRISTO, meu companheiro de jornada de fé, vivamos pois uma vida digna dAquele que nos redimiu. Estejamos prontos. A palavra de Deus diz: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Ts 5.23).

SEJAMOS EM TUDO fiéis ao Senhor. Para que, pela graça de Deus, em nossa vida possa se suceder assim: “E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1Ts 1.10).

DEUS nos abençoe, hoje e sempre!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A massificação do discipulado cristão


GOSTARIA de entender por que tantas vezes nós cristãos não nos detemos de forma apropriada ante as Escrituras para obter delas o parâmetro fundamental de orientação em tudo que se refere à vida. E com o discipulado não é diferente.

EXPLICANDO: As Escrituras do NT deixam transparecer um direcionamento sobre o que significa o verdadeiro discipulado. Este se dá na via dos relacionamentos pessoais. Que por sua vez desemboca em uma prática discipulante em que aquele que recebe o discipulado e o discipulador devem caminhar lado a lado, encontrando-se com regularidade para que ocorra a necessária instrução concernente à vida de imitação que todos devemos ter da Pessoa bendita de nosso Senhor (1Co 11.1; Ef 5.1).

TODAVIA tenho observado um conceito errôneo de discipulado: aquele que é realizado às expensas do indivíduo, ou seja, é realizado em grupos. Também se constata nesse modelo, uma imposição de conceitos e ideias sobre o que seria a vida cristã e que não permite o espaço devido para aconteça a necessária reflexão daqueles que estão sendo "discipulados". Ora, isto de forma alguma é discipulado, com tudo de significante e bíblico ele em si contém, mas é somente uma instrução cristã para um grupo de pessoas !

É ÓBVIO que, se o modelo que acabei de descrever pode proporcionar um ensino bíblico relevante e de qualidade para os membros do grupo, estará ajudando de alguma forma ao novo crente na iniciação de sua vida em Cristo. Porém, existe uma dimensão mais profunda, onde as marcas do Espírito Santo na vida do neo-cristão ocorrerão de forma condizente e duradoura e isto se dá exatamente no discipulado um-a-um.

MUITOS PODEM até declarar: "Mas não temos pessoas suficientes para ministrar aos novos convertidos." É verdade que, em algumas igrejas, não há crentes maduros em suficiência para fazer essa obra tão necessária: instruir pessoalmente os novos crentes na fé em Jesus. Outra situação é (e isso é bem pior), quando até existe um considerável número de crentes para fazer o trabalho, mas não há disposição da parte de muitos. Assim, a igreja vai caminhando em uma via errônea no que tange a um discipulado mais saudável e ideal, biblicamente falando.

O NOVO TESTAMENTO, notadamente nos textos paulinos, demonstra de forma cabal a efetividade do ensino individual. Notem que não estou menosprezando de forma alguma o ensino em grupo. Eu mesmo gosto muito de ministrar a grupos. O Senhor Jesus ministrou a grupos e a indivíduos, assim como o apóstolo Paulo, por exemplo. Mas quero ressaltar que, a importância do discipulado cristão é tão grande e tão urgente, que somente na individualização do ensino ocorrerão as transformações essenciais na vida do discípulo que o Espírito Santo anseia trabalhar.

A DISTINÇÃO nesse assunto é fundamental. Isto porque, uma coisa é o ensino bíblico no templo, no culto, a congregação reunida diante de seu pastor, recebendo o ensino bíblico fundamental. O mesmo ocorrendo na Escola Bíblica Dominical, como também em simpósios, seminários, institutos bíblicos, faculdades teológicas, enfim, esse ensino é de grande importância e, repito, eu mesmo tenho um carinho especial por ele, defendo o ensino na Igreja em todos os níveis e alcances, acredito que o ensino bíblico-teológico sistemático para grupos de pessoas deve ser muito mais incentivado na Igreja. Mas, o discipulado bíblico cristão se efetiva plenamente na dimensão mestre-discípulo, ou seja, um-a-um.

DISCORRI brevemente sobre essa questão no texto, "Os três possíveis níveis de discipulado" (16/10/2011), onde escrevi que o discipulado se dá, em primeiro lugar, no nível da grande multidão ou grande grupo, depois afirmei que o discipulado também ocorre no nível dos pequenos grupos, e finalmente, disse que o discipulado se dá, idealmente, em nível individual. Taxativamente, esse último nível é justamente o mais trabalhoso, o que dispende maior quantidade de tempo, e tempo é algo um tanto quanto escasso em nossos corridos dias. Mas, temos a obrigação de nos amoldarmos ao que a Bíblia diz e não considerarmos a ordem presente do  presente século (Rm 12.2). O Senhor nos capacitará e dará graça para fazermos aquilo que Ele ordenou em sua Palavra. Veja como o apóstolo Paulo discorre sobre a mutualidade dos membros do Corpo de Cristo em 1Co 12.12-31, e ele é bem específico - "...tenham os membros igual cuidado uns dos outros" (v.25b).  

ENTENDO que nosso Senhor Jesus Cristo ministrou na dimensão dos três níveis, para a grande multidão (Mc 2.13), para o pequeno grupo (Mc 3.13,14) e para o indivíduo (Lc 5.27,28). Jesus não queria uma multidão de seguidores atrás de si (Jo 6.26,27,60,66). Ele sempre quis que aquele que lhe seguisse, o fizesse pelos motivos corretos. Para tanto, Ele não economizava nas palavras quando tinha de chamar a atenção de seus discípulos quanto a este fato (Jo 6.67).

ATENTEMOS POIS para a beleza de uma vida autêntica de discipulado, biblicamente respaldada. Nossa sociedade conspira contra uma vida cristã plena de significado. Nossa sociedade tem como uma de suas bases a massificação de ideias, conceitos, hábitos e costumes. Mas nós somos servos de Deus e discípulos de Cristo fomos chamados para andar na contra-corrente deste mundo. E, para isso, necessário se faz um discipulado autêntico e individualizado. O mestre, o discipulador, já possuindo uma caminhada comprovada na presença do Senhor, com muita graça, unção e capacitação espiritual, além de conhecimento das Escrituras, certamente é algo por demais precioso e assim, não se deve tratar o discipulado de forma massificada, ou seja, sem dar a devida atenção a um discípulo de cada vez. Esse discipulador até pode discipular mais de uma pessoa, obviamente, mas que seja em dias diferenciados, visto que Deus deseja tratar com cada um de nós de forma pessoal e intransferível (Jo 17.3).

O DISCIPULADO CRISTÃO é algo para ser tratado de maneira verdadeiramente bíblica. Vamos refletir pois sobre o que estamos fazendo enquanto Igreja de Jesus, porque muitas vezes os modelos de discipulado que são estabelecidos (e não estou aqui falando dos motivos, isto é da alçada de Deus) não decorrem de uma profunda reflexão da liderança sobre o que a Bíblia realmente demonstra. Muitos modelos são definidos pelo pragmatismo, ou seja, se estiver mantendo a Igreja cheia de pessoas, é o que realmente importa. Mas gostaria de indagar: Desde quando uma igreja com os bancos cheios de pessoas significa realmente de que essas pessoas são de fato verdadeiros discípulos de Jesus? Para serem discipuladas efetivamente, devem caminhar não só unidos uns aos outros na grande congregação, na grande reunião, mas também e, acima de tudo, caminharem com discipuladores idôneos para ensinarem adequadamente os fundamentos da verdadeira vida em Jesus. O apóstolo Paulo escreveu: "E o que de mim entre muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros" (2Tm 2.2). Paulo, mestre e discipulador de Timóteo, ensinava-lhe acerca da importância de reproduzir em outros discípulos o que ele mesmo havia recebido de Paulo individualmente. Este é um discipulado autêntico e integral.

QUE O SENHOR JESUS dê graça a todos nós para compreendermos as verdades de Sua Palavra e praticarmos um discipulado não-massificante, não moldado aos padrões pragmáticos de nossos conturbados dias. Soli Deo Gloriae !!!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O discípulo e as boas recordações


SEMPRE É BOM recordar as coisas boas que o Senhor Jesus fez em nossa vida. Tenho por certo que as boas recordações são um alento para a alma no dia-a-dia tão corrido e agitado que temos. Quando paramos por um instante e nos recolhemos para meditar nas bençãos de Deus, nossa alma se alegra, nosso espírito se revigora, nosso corpo recebe também benefícios.

POR QUE SERÁ que temos, entretanto, certa dificuldade para nos determos por um momento em nossa faina diária e relembrarmos as muitas coisas boas que o Senhor fez por nós? Por que será que não paro com tudo o que estiver fazendo, no sentido de separar um tempo, e me debruço em boas recordações, por coisas e fatos que tiveram com certeza o dedo de Deus e que me trouxeram felicidade e aos meus familiares naquele instante de nossas vidas?

A BÍBLIA DIZ: "Contudo, quero lembrar do que pode me dar esperança" (Lm 3.21 - Bíblia King James). Lembrar o que nos dá esperança. Isto é maravilhoso. Recordar as benesses divinas em minha vida, é fator de renovação constante.

O DISCÍPULO DE JESUS sabe que em sua caminhada de aprendizado diário com o Mestre, passa por inúmeras experiências. E é através delas que ele experimenta o cuidado do Senhor, sabendo que Ele realmente não nos abandona e está conosco, como prometeu (Mt 28.20). Os livramentos, as respostas de oração, as intervenções em nossas situações de vida, tudo isso perfaz um patrimônio espiritual que não poderá ser jamais esquecido.

O SENHOR É BOM. Deus é a suprema personificação da bondade. O discípulo de Cristo pode descansar realmente neste aspecto do caráter divino. Ele experimentará muitas vicissitudes sim, muitas dores e sofrimentos no decorrer de sua existência. Mas, ele deverá sempre lembrar da Presença dEle consigo. O discipulado em Cristo é maravilhoso, porque experimentamos diariamente o Seu cuidado em nossa vida.

O CRENTE EM JESUS, portanto, sempre terá um cabedal de boas recordações. Os caminhos da vida em que ele andou com Jesus Cristo. As experiências contínuas. O verdadeiro discipulado não pode prescindir dessa verdade, conforme Hebreus 13.6: "E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem."

VOCÊ QUE É discípulo de Cristo assim como eu, procure recordar as coisas excelentes que o amado Mestre fez em sua vida. Não esqueça jamais tudo de bom que Ele fez para ti. Principalmente quando recordares a obra de salvação a seu favor efetuada na cruz do Calvário e todas as bençãos subsequentes: regeneração, justificação, santificação, adoção, batismo no Espírito Santo, dons espirituais. Temos tudo para sermos pessoas verdadeiramente felizes e ajustadas por causa do muito que o Senhor fez por nós.

AMADO DISCÍPULO tenha boas recordações. Mantenha sua mente serena em Deus. Tribulações certamente sempre estarão presentes, mas a Bíblia diz: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2Co 4.17). Lembre-se que o Senhor está conosco, tem desejo em nos abençoar e, assim, teremos motivos para termos sempre muitas boas recordações do agir de Deus em nós.

QUE O SENHOR muito te abençoe, que você tenha muitas recordações boas das intervenções divinas em sua vida, que você tenha convicção plena de que Ele caminhou ao seu lado em sua tribulação, não te deixou só, e que somente o Nome de Jesus seja sempre glorificado!   

(P.S. Aos poucos, retomarei meus textos neste blog, muitas tarefas em meu trabalho atual tem impedido uma dedicação maior, peço orações a todos). 



domingo, 19 de maio de 2013

O discípulo de Cristo e o secularismo


POR CERCA DE 257 VEZES a palavra "discípulo" ocorre no NT. A palavra cristão somente três vezes. Esta constatação depõe portanto contra o secularismo vigente ao nosso redor. Creio que o termo "cristão" carrega uma certa conotação cultural. Muitas vezes não nos apercebemos de como a sociedade, o mundo, pressiona a Igreja de Cristo e tenta levá-la para longe do propósito original de Deus. Há muitos assim ditos "cristãos" hoje, inteiramente nominais e secularizados. Mas e quanto aos verdadeiros discípulos?

JESUS JAMAIS desejou que uma multidão de descompromissados estivesse ao redor dEle. Ao contrário, o que Ele quer são pessoas que O sigam bem de perto e que ao assim fazerem, sejam reprodutores da prática de vida renovada e transformada que o Espírito Santo lhes ministrará diariamente.  O Evangelho promoverá sempre um estilo de vida renovado, comprometido com Cristo e expressando a transformação ocorrida na vida do indivíduo quando se rendeu a Ele (Rm 6.22).  

O DISCÍPULO pois, deverá exercer, com a ajuda do Espírito Santo, um discernimento do mundo em que ele presentemente vive. Creio que podemos pensar num companheiro de ministério do apóstolo Paulo como foi Demas. Ele é citado na epístola aos Colossenses enviando saudações aos crentes de Colossos (4.14). Essa epístola foi escrita em torno de 60 d.C. Aproximadamente seis anos depois, Paulo escrevia sua segunda epístola a Timóteo e ele cita novamente Demas, desta feita lamentando sua atitude: “Porquanto Demas, havendo amado mais o mundo secular, me abandonou e se foi para Tessalônica” (2Tm 4.10 - BKJ). Seis anos se processaram na vida de Demas para que ele cedesse aos apelos do mundo e enfim deixasse a vida com Cristo. Era um dos cooperadores de Paulo (Fm 24). Mas decidiu voltar ao seu antigo amor, o mundo. Muito triste !

O DISCIPULADO VERDADEIRO sempre haverá pois de estar alerta aos apelos  mundanos. Peter Berger afirmou que a modernização opera como um gigantesco martelo de aço, esmagando tanto as instituições tradicionais como as estruturas tradicionais de significado. Ou seja, a força operante do secularismo oprime a tudo e a todos, inclusive a Igreja do Senhor Jesus que Ele resgatou com Seu precioso sangue. Não sejamos ingênuos quanto a isso.

ALIÁS, DESDE QUE a Igreja está no mundo, isso era de se esperar, ela sofreria pressões de toda ordem. Jesus disse que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). Mas Ele intercedeu ao Pai acerca daqueles aos quais Ele salvou e salvaria, para que estivessem guardados do mundo. Eles, os discípulos, não eram do mundo, assim como Ele, Jesus, também não era. Eles, os discípulos, eram enviados ao mundo, assim como Ele, Jesus mesmo fora. Notemos aqui a plena identificação dos discípulos com o seu Senhor (Jo 17.14-18).

NÃO É COMPATÍVEL pois com o espírito do verdadeiro Evangelho, aquele que se dizendo cristão, ou discípulo de Cristo, se envolva com o espírito do presente século. O mundo valoriza o que Cristo não valoriza: as paixões da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens (1Jo 2.16). Tudo isso passará. Permanecerá somente o discípulo fiel e o seu Senhor (1 Jo 2.17).

A PALAVRA DE DEUS diz que somos de Deus, de que temos vencido os falsos profetas e isso porque Aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo (1Jo 4.4). No versículo seguinte a Bíblia diz ainda que os que são do mundo, são mundanos, por isso o que falam é próprio do mundo e as demais pessoas do mundo os compreendem (v.5).

DISCÍPULO DE CRISTO saiba portanto que temos uma luta permanente com o presente século. O mundo nos odeia e não nos admiremos disto (1Jo 3.13). Atentemos para exemplos negativos como o de Demas, que tornou-se amigo do mundo, incorrendo naquilo que está escrito em Tiago 4.4 de que o que se torna amigo do mundo, torna-se automaticamente inimigo de Deus.

COMO SEGUIDORES DE CRISTO podemos sim vencer a secularidade, o mundanismo. Conseguimos isto através de nossa fé (1Jo 5.4). Essa vitória é garantida porque Jesus, nosso Mestre amado, já venceu o mundo (Jo 16.33). A vitória dEle é nossa também.

MEUS AMADOS, discípulos de Jesus como esse mesmo que vos escreve, que Deus ricamente vos abençoe. Discernimento e graça do Senhor sejam sobre cada um, hoje e sempre !!! 

domingo, 17 de março de 2013

Coisas básicas que o discípulo de Cristo não pode esquecer


O discípulo de Jesus Cristo deveria idealmente guardar em sua mente e em seu coração, algumas ensinamentos básicos que não podem jamais ser menosprezados, se é que ele realmente leva a sério as palavras de Jesus: "Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.33).

O primeiro ensinamento, é de que o discípulo de Cristo é alguém que renunciou a si mesmo e tudo que possui pelo Reino de Deus. Isso não significa que ele está fazendo um voto de pobreza tal em que irá vestir-se com roupas surradas, andará de chinelos e sairá pregando por aí. Não. Falo de renúncia no sentido de despojamento do pecado em seu coração, aqueles desejos latentes da alma que teimam em tentar controlar sua vida, conspirando continuamente contra o trabalho incessante do Espírito Santo, agente de nossa santificação (Rm 8.1-14; Gl 5.16-26). Essa renúncia é a essência do que o próprio Senhor Jesus praticou. Por um período de tempo, na encarnação, Ele abdicou de alguns de seus atributos para poder habitar entre nós e consumar a obra de salvação. A humilhação dEle, que sendo Deus se fez semelhante a nós, seres humanos, é algo que nunca deveremos esquecer (Fp 2.5-8).

Outra coisa que podemos destacar é que nenhum dos assim chamados seguidores de Jesus Cristo, está isento de fazer esta renúncia pessoal. Todos que fizeram profissão de fé em Jesus, que lhe seguem, que querem aprender cada dia os ensinamentos do Homem de Nazaré, devem tirar de sua vida todo peso ou embaraço (Hb 12.1) e perseverar em seguir ao Senhor custe o que custar.

Mais uma: Ser discípulo significa ser de Jesus. Pode parecer óbvio, mas Ele disse, que renunciando a tudo o que temos, seremos seus discípulos. E é isso que, afinal, deveremos considerar acima de tudo. Se somos tidos como discípulos de Jesus, se assim nos consideramos, temos de ter uma consciência bem clara de que somos dEle. Somos de Jesus. E isto por si só já serviria para deixarmos todas as outras coisas em segundo plano. Ou Jesus é o primeiro em tudo para nós, ou Ele ocupa o lugar de relevância e significância que deve ser ou não entendemos ainda o que significa ser seu seguidor.

Não preciso declinar aqui que muitas outras coisas estão implícitas, mas a base é essa: Qualquer que se considera discípulo dEle, faz a opção de renunciar a tudo em favor dessa lealdade, porque se assim não o fizer, não poderá em hipótese alguma ser considerado discípulo do Senhor.

Que a graça, a misericórdia e operar do Espírito Santo sejam sobre você continuamente a fim de que prossigas insistentemente no caminho do discipulado. Não se renda a um discipulado fácil. O autêntico discipulado é custoso, porém glorioso do começo ao fim. Principalmente no fim, quando para sempre estaremos com nosso Senhor em Seu Reino de glória.

Discípulo de Jesus, que Ele te abençoe grandemente hoje e sempre. Não esqueça pois de sua vocação. Seja perseverante em aprender a cada dia com o nosso Mestre para ser parecido com Ele. Este é o desejo de Deus Pai (Rm 8.29).

A Ele seja toda glória !!!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O dever do discípulo de Jesus em domar sua língua


Se formos fazer uma pesquisa sobre os temas que abordamos em nossa conversação diária, facilmente poderemos constatar que gastamos muito tempo para falar de nossos semelhantes. Até aí tudo bem, não fora o fato de que, sendo a natureza humana como é, infelizmente falamos de outrem de forma negativa e irresponsável. O que causa espécie é saber que, mesmo crentes em Jesus Cristo, que estão procurando a cada dia ser mais parecidos com Ele, escorregam com relativa facilidade em suas palavras, faladas ou escritas, e pecam falando mal de seus irmãos, murmurando, caluniando, fofocando uns dos outros.

Mas não é somente de falar mal dos outros que a língua humana é condenada. O apóstolo Tiago dedicou todo um capítulo de sua epístola para condenar os pecados da língua. Ele disse: "Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar (Tg 3.8 - NTLH). Essa é uma verdade que experimenta-se todos os dias. Eu peco com minha língua não só por falar mal de meu semelhante (Tg 3.9; 4.11), como também por mentir, por gritarias raivosas, por insultos, por falar palavras indecentes ou manter conversas tolas e inadequadas (Ef 4.25,29, 31; 5.3,4).

O discípulo de Jesus Cristo precisa refletir seriamente sobre tudo isto. Precisa se conscientizar do fato indubitável de que, por si só, não conseguirá domar a sua língua, conforme ensina o apóstolo Tiago. Ele depende de uma força além de si mesmo para conseguir a proeza de dominar o indomável. A língua além de ser difícil de se dominar, é cheia de peçonha mortal, ou seja, é venenosa em sua essência. O pecado fez isto na natureza humana, de maneira que, qualquer homem ou mulher estão sujeitos à ditadura de sua língua pecaminosa.

Mas a beleza do Evangelho é que ele apresenta a possibilidade de alguém, que crê em seu poder, no poder de nosso Senhor Jesus Cristo, de viver de maneira a glorificar a Deus tendo por consequência uma língua dominada pelo Espírito Santo. Se a Palavra de Deus diz que devemos levar cativo todo pensamento a Cristo (2Co 10.5) e/ou ter a mente de Cristo (1Co 2.16) significará portanto uma boa expectativa em se ter uma linguagem sã (Tt 2.8), porque o Senhor disse muito bem: "O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca"  (Lc 6.45).

O Espírito de Deus habita no crente e perfeitamente pode lhe equipar com o poder necessário para que este não tropece nos pecados da língua. "Digo porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16). O discípulo de Cristo tem a graça necessária de Deus para domar a sua língua indomável. Para falar palavras agradáveis a outrem. Para abençoar vidas com palavras que edifiquem, que alimentem a alma do outro. Provérbios 25.11: "Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo."

A sabedoria personificada em Provérbios 8 diz que abriria sua boca para proferir a equidade e a verdade, os seus lábios abominariam a impiedade, as palavras de sua boca seriam todas justas não havendo nenhuma coisa tortuosa nem pervertida e seriam palavras retas para os que a entendessem bem e justas para os que achassem o conhecimento (Pv 8.6-9). 

É vontade de Deus que sejamos justos em todas as palavras de nosso linguajar diário. Ele prometeu que um dia julgaria os homens por todas as palavras frívolas que tivessem pronunciado (Mt 12.37; Ef 5.6; Ap 22.18,19). Sendo assim, ao crente está imposta a ordem do Senhor para ter palavras agradáveis em seus lábios, palavras de vida, palavras de benção, palavras de paz. Ter uma língua dominada pelo Espírito Santo é fundamental ao cristão.

O Senhor diz: "O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio" (Pv 8.13). E ainda: "Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra, assim sejam poucas as tuas palavras" (Ec 5.2).

Que todo discípulo de Cristo, incluso esse que vos escreve,  que porventura tenha lido essa breve reflexão, possa considerar em oração o que tem falado. Qual tem sido o tipo e a qualidade de suas palavras diárias? Visto que estamos na presença contínua de Deus, temos procurado domar nossa língua indomável com a preciosa ajuda do Espírito Santo? Conversão a Cristo implica seriamente em conversão de nossa linguagem cotidiana, sem dúvida alguma.

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia. Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. A língua benigna é árvore de vida, mas a perversidade nela deprime o espírito" (Pv 15.1-4).

Discípulo de Cristo, conceda o Senhor a ti uma língua convertida e palavras que somente venham glorificar  ao nosso Mestre. Que Ele a todos abençoe dessa maneira. Amém!