sábado, 11 de fevereiro de 2012

O discípulo e a sua viva esperança


Quantas pessoas do mundo podem ter absoluta tranquilidade quanto aos dias difíceis e complicados em que todos vivemos? Quantas pessoas sabem o que realmente lhes aguarda num futuro não tão distante? Quantas podem descansar na certeza de que nada de ruim lhes acontecerá e que ele e sua família estão resguardados com toda segurança diante dos sobressaltos atuais?
A resposta é: Nenhuma pessoa que não tenha conhecido a Cristo e está crescendo no relacionamento com ele, pode afirmar que tem uma esperança no porvir e  de que está inteiramente segura nesses dias.
O discípulo de Jesus pode descansar realmente na absoluta certeza de que o Senhor é com ele e por isso pode perfeitamente preservá-lo. A Bíblia não diz que o cristão não haveria de passar por aflições e problemas variados. Jesus mesmo disse em João 16.33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”  Já não estaremos com aquela expectativa ingênua em achar que estamos em uma bolha protetora pelo fato de sermos crentes em Jesus. Mas o Senhor promete estar conosco, assim como Ele esteve, por exemplo, com Sadraque, Mesaque e Abedenego na fornalha (Dn 3.8-30) ou com Daniel mesmo na cova dos leões (Dn 6).
O que gostaria de ressaltar é que, aqueles que não conhecem ao Senhor, se desesperam via de regra e sofrem terrores indescritíveis diante de situações de aflição na vida. Muitos ficam abatidos, desanimados e até mesmo em estado de depressão. Não vislumbram muitas vezes nenhuma esperança e acham que tudo está perdido. E quando se fala quanto ao futuro da humanidade então, eles tecem inúmeras teorias quanto ao fim do mundo por exemplo, mas todas desprovidas de um real conteúdo de esperança real e bem-aventurança.
Quão diferente é para o discípulo de Cristo. Ele, por conhecer a seu Senhor e crescer a cada dia em seu relacionamento com Ele, sabe perfeitamente por meio da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, que tem um futuro glorioso. O porvir do crente é maravilhoso. O Espírito Santo gloriosamente testifica em seu íntimo essa verdade, porque o servo de Jesus Cristo, é leitor compenetrado das Escrituras e tem uma confiança que sobrepuja a toda e qualquer tribulação pela qual esteja passando. Ele sabe que estas são efêmeras. São de curta duração. O apóstolo Paulo disse: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente.” 2Co 4.17.
Vivamos pois, como seguidores de Cristo que somos, com nossa esperança continuamente avivada. Como faremos para que seja sempre assim? Procurando cultivar mais profundamente a vida com o Senhor. Por vezes temos a tendência de deixar de lado a oração, a leitura e meditação nas Escrituras e com isso nossa alma começa a ter inanição e sem alimento, podemos ter nossa visão de esperança ofuscada e Satanás vem tentar roubar-nos as bençãos do Senhor: a paz, a alegria e a esperança.
Lembremo-nos destas palavras inspiradas pelo Espírito Santo: “Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho”  (Cl 1.4,5) e também: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1Jo 3.2,3).
Por isso tudo e muito mais é que deveremos firmemente prosseguir em nossa jornada nessa vida, sempre olhando firmemente para o Senhor Jesus Cristo (Hb 12.1,2) e mantendo nEle a nossa mais absoluta confiança e esperança. Não sejamos como aqueles que não conhecem ao nosso Salvador, porque antigamente éramos assim também, não tendo esperança e sem Deus no mundo (Ef 2.12).
Hoje temos uma viva esperança, aleluia (1Pe 1.3). Prossigamos destemidamente até encontrarmos o Deus da esperança (Rm 15.13), porque temos a esperança da vida eterna (Tt 3.7).
Romanos 12.12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai em oração”.
Que assim seja em sua vida discípulo de Cristo. Para a glória de Deus Pai. Amém.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Quando Deus quer nos falar, Ele nos leva ao deserto


Oséias 2.14: "Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração"

Deus não deixa de nos buscar. Não deixa de tentar nos levar a entender a não vivermos no pecado. Deus nos ama e mesmo que tenhamos nos desviado de Seus santos caminhos, tudo fará para que voltemos à  uma santa comunhão com Ele. E se for necessário, nos levará sim ao deserto a fim de podermos ser ministrados em nosso coração empedernido.

No livro do profeta Oséias, lemos acerca do grande amor de Deus. Um amor grandioso e pleno. Para ilustrar isso Ele determinou que seu servo Oséias, casasse com uma meretriz a fim de ilustrar vividamente como Ele mesmo, o Senhor, faria com seu povo, Israel, que havia espiritualmente se prostituído ao adorar outros deuses. O adultério da nação lhe afastara da comunhão com Deus, que espiritualmente era seu marido. Deus devotara um amor tão grande por aquele povo que Ele escolhera para ser exclusivamente seu e sua testemunha entre os demais povos (Êx 19.5,6) e salvara da escravidão no Egito (Êx 14.30). Agora este mesmo povo se inclinara a adorar os baalins, os ídolos das nações em redor.

Deus como um marido fiel e amoroso, dera do melhor para sua amada esposa. Alimentos, roupas, óleo,  vinho, bebidas, jóias (Os 2.5,9). Ela fora tratada como uma rainha, conforme também escreve o profeta Ezequiel (16.13). E tudo o que recebera do Senhor, foi utilizado em seu desvario, ao se voltar para os outros "deuses". Israel resolveu dar mais valor aquilo que era vazio, que era vão, sem nenhum valor e que vai desaparecer totalmente (Is 2.18). Mas o Senhor resolve atrair novamente seu amado povo. E resolve levá-los ao deserto.

E é ali que Deus demonstra com mais intensidade Seu devotado e grande amor. As aflições, os problemas, as vicissitudes que a nação como um todo passara, no exílio para Babilônia, curaram da idolatria aquele povo obstinado. Naquela aflição toda, na deportação do povo para os confins de uma nação inimiga, Babilônia, e nos setenta anos que permaneceram ali, pôde o Senhor lhes ministrar em amor. A fim de que se convertessem novamente Àquele que muito os amava.

Da mesma maneira acontece conosco. Deus pode proceder dessa mesma forma, permitindo situações onde nos parece que Ele nos abandonou. Onde nada vemos senão aridez, sequidão, sede, ausência de chuvas, ali está o Senhor em nossa companhia, ministrando-nos como fez apropriadamente com o profeta Elias,  quando este, fugindo de Jezabel, foi refugiar-se no deserto. Mas fora ele voluntariamente que se dirigira ao deserto sem Deus ter lhe enviado. Somente depois que o Senhor mesmo o conduziu a uma caverna em outro deserto, bem distante do anterior, é que pôde Lhe falar, exortando, consolando, ensinando e lhe determinando o que haveria de fazer, como profeta do Deus Todo Poderoso (1Re 19.1-21).

Ainda em Oséias, o Senhor diz assim: "Eu te conheci no deserto, na terra muito seca" (13.5). Aqui é feita alusão ao tempo que o Senhor estivera com sua nação amada no deserto durante a travessia do povo após a libertação da escravidão do Egito. Israel foi muito bem protegido e cuidado durante os 40 anos que permaneceu  em peregrinação. Certamente fora rebelde, mas mesmo assim, o cuidado de Deus demonstrou cabalmente o amor incomensurável que devotava aos descendentes de Abraão (Dt 8.1-4).

Que todo discípulo de Jesus Cristo lembre desse cuidado sem igual. Que Deus igualmente nos ama tanto, visto sermos também povo seu (1Pe 2.9,10) que nos galardoou com inúmeras bençãos, a começar com uma tão grande salvação (Hb 2.3), o qual também nos outorgou o dom do Espírito Santo (Jo 14.16; 15.26; 16.7), esse mesmo grandioso e amoroso Deus deseja relacionar-se conosco continuamente. Se o deserto representa aridez e secura espirituais enviadas pelo Senhor, para que então Ele possa nos falar, não seria melhor mantermo-nos bem próximos a Ele para não ser preciso passar por tal situação desagradável?

Portanto, andar nas pisadas de Jesus, como reais discípulos seus, até pode nos levar ao deserto. Mas não por alguma rebeldia nossa, algum pecado contra o Senhor. Jesus mesmo foi conduzido pelo Espírito Santo estando em total obediência ao Pai (Mt 4.1-1; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13). Poderemos ser conduzidos também em nossa vida ao deserto, se o Senhor assim achar necessário. Mas será pelos motivos certos.

Lembremo-nos das palavras do salmista: "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Sl 16.11).

Discípulos amados de Jesus, sejamos todos fiéis e bem achegados Àquele que muito nos amou (Ap 1.5). Que Ele, o Eterno Amado, possa te abençoar nessa semana. Amém!  




         

domingo, 22 de janeiro de 2012

Discípulos de Cristo em meio a uma sociedade hedonista


Não é desconhecido de nenhum cristão o fato de que a presente sociedade em que vive é voltada para satisfação de seus prazeres imediatos. E também que mesmo no âmbito da igreja cristã existem muitos que advogam uma vida cristã aprazível, onde não haja dores, sofrimentos e males de qualquer espécie. O prazer seria o princípio maior a governar suas vidas. A finalidade da existência em todos os seus variados aspectos seria o seu desfrute máximo sem dores ou sofrimentos. A isto dá-se o nome de hedonismo. É a inclinação de buscar o prazer imediato, individual, como única e possível forma de vida moral, evitando tudo o que possa ser desagradável. Prazer pelo prazer.

O hedonismo conspira contra o discipulado autêntico em Cristo que deveremos vivenciar. Isto porque ser um seguidor fiel de Jesus terá implicações que nos levarão para longe do que o hedonismo preconiza. Sofrimentos, perseguições, zombarias, xingamentos e rejeições esperam a todos que piamente desejam seguir a Cristo Jesus (2Tm 3.12). No primeiro versículo o apóstolo Paulo nos informa: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos" ("tempos difíceis" ARA). Se a realidade que nos circunda então, nestes últimos tempos é mesmo dessa forma, como esperar uma vida cristã como se estivéssemos "deitados em um berço esplêndido?"

É potencialmente destrutiva à fé cristã a ideia do prazer à todo custo. Ou do prazer como o bem supremo da vida. Em si, a ideia do prazer não é algo pecaminoso. Todos nós desejamos experimentá-lo. A gratificação prazerosa de nossos sentidos não se constitui em algo mau. Porém, o hedonismo enquanto filosofia de vida do ser humano, viver somente para o prazer, para gratificar os sentidos, buscar o prazer custe o que custar, isso sim é degradante, é mau e é pecaminoso.

É incompatível essa filosofia de vida com o verdadeiro discipulado cristão. O discípulo de Jesus encontrará o prazer em exatamente seguir as pisadas de seu Mestre. Em ser-Lhe fiel. Em se abster dos maus desejos da natureza humana, em deixar a vontade de ter o que agrada aos seus olhos e subjugar o orgulho pelas coisas da vida (1Jo 2.16 NTLH). 

O mundo realmente considera o prazer como o valor maior da vida. A cultura de nossa sociedade é voltada para a busca do prazer em todos os níveis. Isto acaba influenciando o discípulo de Cristo e a Igreja como um todo.   Mas o Espírito de Deus continua a nos chamar, continua a instar conosco para que sigamos as pisadas de nosso Senhor Jesus Cristo e sejamos contraculturais em nossa maneira de viver (1Pe 1.15,16).

"Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus" (Rm 7.22) disse o apóstolo Paulo.  O salmista Davi também disse: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Sl 40.8). De fato, o verdadeiro prazer que um discípulo de Jesus Cristo encontrará e que é incomparável aos prazeres mundanos e carnais, é o prazer em obedecer a Palavra de Deus. E Jesus é o nosso maior exemplo. Como seus discípulos, aprendemos que Ele mesmo se deleitava em fazer a vontade do Pai. Este salmo de Davi é um salmo messiânico e demonstra o quanto Jesus amava e se deleitava em ser-Lhe obediente.

Por isso que o discipulado requer uma transformação diária em nossa forma de pensar (Rm 12.2). Se isso não estiver presente enquanto caminhamos com nosso Mestre, continuaremos a devotar maior valor à satisfação dos apetites de nossa carne. Continuaremos a gratificar o nosso ego. E nisso, já estará descaracterizado nossa vida enquanto discípulos porque uma marca essencial do seguidor de Jesus é a renúncia pessoal (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 14.26,27).

Não estamos com isso querendo dizer que a vida cristã é uma vida cheia de restrições, proibições, sem alegrias ou que não podemos ter momentos de lazer e recreação (e isso é prazeroso sim). Isto seria ascetismo e legalismo e são igualmente pecaminosos. O que deixamos claro nessa reflexão de hoje é o devido cuidado para não nos deixarmos contaminar por uma filosofia que contempla a busca imediatista do prazer e a supressão de toda dor ou sofrimento como a finalidade do homem nessa vida.

Deus mesmo e seus mandamentos proporcionam aquilo que nada dessa vida pode substituir. Prazer em ser-Lhe fiel nessa vida e a bem-aventurança da eternidade, vivendo para sempre e sempre em Sua gloriosa Presença.

Que você, discípulo de Cristo, tanto quanto eu mesmo, possamos nos apropriar desse gozo inefável, desse prazer inigualável em seguir ao Senhor, mesmo em meio a lutas, sofrimentos e provações. Estamos em um mundo afetado pela Queda e é ilusão pensar que nosso caminho de discipulado estará isento destas coisas. Mas confiemos porque o Senhor por meio de Seu Santo Espírito está conosco todos os dias. Que Deus grandemente te abençoe.  
  

     


domingo, 15 de janeiro de 2012

Quatro disciplinas essenciais para os discípulos de Cristo


Atos 2.42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."

Todos sabemos que a primitiva igreja em Jerusalém, muito embora não fosse perfeita (de uma vez por todas, perfeição aqui na Terra é realmente uma utopia), sinaliza para nós hoje muitos predicativos porque o Espírito Santo atuava efetivamente na condução e crescimento dela e aqueles irmãos gozavam de uma alegria e um poder que poucas vezes vemos nas igrejas de hoje.

Nós também discípulos de Cristo como eles, podemos e devemos aprender com aqueles irmãos. Desnecessário dizer que, o fato de estar registrado no livro de Atos a vida daquela comunidade de discípulos e irmãos, já é motivo mais do que suficiente para atentarmos em tudo o que o Espírito Santo mandou Lucas registrar por escrito para que pudéssemos ler, meditar e aprender.

No versículo em epígrafe, de fato encontramos quatro disciplinas espirituais que são essenciais em nosso caminhar com Jesus. 

A primeira refere-se à "doutrina dos apóstolos". O ensino ministrado pelos apóstolos foi fundamental para a saúde da igreja em Jerusalém. Era um ensino não somente teórico, mas calcado em vivência, em praticidade. Com autoridade e com muitos sinais e maravilhas, os apóstolos viviam e ensinavam a doutrina cristã conforme  o Cristo ressurreto havia dito que deveriam fazer (Mt 28.19,20).

A segunda refere-se à "comunhão" que exige o compromisso fiel de permanecermos juntos mesmo que aconteçam conflitos, opiniões diversas e relacionamentos complicados entre os discípulos. A palavra comunhão é composta de outras duas, comum e união e nos ensina que deveremos ser unidos de tal maneira que teremos todas as coisas em comum. É uma disciplina difícil a ser considerada, posto que todos somos fundamentalmente egoístas. O compartilhar tudo o que sou e o que tenho com as outras pessoas, para ser algo verdadeiramente real, deve estar acompanhado de uma profunda e mui íntima relação com nosso Senhor Jesus Cristo.   

A terceira, o "partir do pão". Aqui refere-se propriamente à Ceia do Senhor, posto que mais adiante no verso 46, ocorre a distinção para explicar de que eles faziam suas refeições juntos. A Ceia do Senhor era considerada a atividade central das reuniões da primitiva igreja. Participa-se de Cristo na Ceia (Jo 6.51-58), porque de forma simbólica e sacramental, comemos do pão - Sua carne, e bebemos do vinho - Seu sangue. Isto fala de união com Cristo e estar unido a Cristo significa salvação. Os discípulos da primitiva igreja tinha isso em alta conta, e conosco não pode ser diferente.

A quarta e última disciplina que queremos considerar são as "orações". A igreja em Jerusalém era uma igreja de oração. Oravam juntos e durante muito tempo. Não se tratava aqui de orações esporádicas ou de curta duração, de alguns minutos apenas, mas logo após a ascenção de Jesus, os apóstolos , as mulheres e Maria, mãe de Jesus estavam reunidos no Cenáculo e perseveraram unanimemente em oração e súplicas (At 1.14), até que foram batizados com o Espírito Santo. O texto em 2.42 diz claramente que eles perseveravam em oração. Forte ênfase era dada portanto à oração coletiva, a oração dos discípulos reunidos (At 4.24-31; 12.5,12). A oração fervorosa e coletiva deveria ser algo muito vivo e característico quando os discípulos de Jesus se reunissem para adorá-Lo.      

Estas são portanto as disciplinas básicas e elementares que encontramos no livro de Atos concernente à primitiva igreja de Jerusalém. Nós, discípulos de Jesus no século 21, faremos bem em observar estes ensinos preciosos e importantes para nosso crescimento espiritual. O ensino da Palavra de Deus, a comunhão entre irmãos, participação na Ceia do Senhor e uma vida de oração não só individual mas coletiva também, nos levarão a glorificar ainda mais a  Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor e serão um testemunho para o mundo de um povo diferente, um povo transformado pelo poder de Deus.

Querido e amado discípulo, tome para si esse ensinamento. Sejamos como os crentes da primitiva igreja, perseveremos nessas coisas. Para a maior glória de Jesus, amém.  


domingo, 8 de janeiro de 2012

Discipulado da porta estreita ou da porta larga?


"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." (Mateus 7.13,14)


Temo que muitos nos dias de hoje estejam procurando um discipulado que tramita pela porta larga. É é tão larga que desemboca no caminho largo. E é dessa forma que se encaminham para a não-vida. Porque o discipulado da porta estreita e do caminho estreito tem a marca da VIDA! Vida em Jesus.

O desconhecimento dos pressupostos deste discipulado no meio cristão são gritantes. Crentes que não obedecem à Palavra de Deus em sua integridade, estão entrando pela porta larga. Crentes que ainda permanecem com algum pecado predileto em suas vidas, estão entrando pela porta larga. Crentes que não fazem mais distinção entre os caminhos de Deus e os caminhos do mundo, estão entrando pela porta larga. Crentes que não consagram mais inteiramente sua vida ao Senhor, já entraram pela porta larga e andam no caminho largo.

Devido ao abandono dos princípios das Escrituras, muitos hoje estão tendo um discipulado às avessas. Afinal, ser discípulo é ser aluno do melhor Mestre que pode o ser humano ter, o Senhor Jesus Cristo. Aprender dEle a cada dia e sendo assim transformados em nossa interioridade. Cada dia mais sendo parecidos com Ele. E, consequentemente conhecendo a Deus mais e mais.

O Catecismo de Westminster indaga em sua primeira pergunta: Qual é o fim supremo e principal do homem? A resposta é: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre. Há uma suprema finalidade na existência humana e é a tremenda realidade de glorificar a Deus e alegrar-se na Sua santa Presença. A vida de muitos ditos cristãos não é exatamente abundante como Jesus prometeu (Jo 10.10) porque, ao optarem em entrar na porta larga e andarem no largo caminho, perdem tudo o que teriam se escolhessem a opção correta.

Por isso torna-se tão fundamental o discipulado do caminho estreito, após ter entrado o discípulo pela porta igualmente estreita. Esse é o caminho que leva à verdadeira vida. E nisso, não existe meio-termo. Não existe negociata ou barganha com Deus. Não existe atalho.

Ser discípulo não é fácil. Porque andar em um caminho apertado também é difícil. É com dificuldade que se passa por uma porta estreita, diminuta e agora deve-se manter no caminho proposto sem jamais cair na tentação de transferir-se para um caminho mais largo, logo, confortável e com muitos atrativos, com uma paisagem agradável aos olhos, mas que ao final conduzirá a um destino irremediável.

Considere seriamente sua vida com Jesus, faça um profundo exame (2Co 13.5). Estás sendo um real discípulo dEle? Ou tu pensas que és discípulo, que és Seu aprendiz, mas te desviastes do bom e difícil caminho estreito para saciares teus apetites no aparentemente bom e fácil caminho largo do mundo?

Devemos permanecer na fé que de uma vez por todas nos foi dada (Jd 3). Aqueles que escolhem viver nessa fé bíblica, verdadeira e sem mistura de qualquer espécie, sabe o que o Senhor Jesus disse em João 16.33, de que teríamos aflições no mundo e também o que o apóstolo Paulo escreveu em 2 Timóteo 3.12 de que todos os discípulos de Cristo, que querem viver de uma maneira piedosa, que porfiam em viver de maneira santa, que agrada a Deus, certamente sofrerão perseguições.

Esse é o caminho estreito do discipulado da porta estreita. Considere isso nessa segunda semana de 2012 que está se iniciando para que o Nome do Senhor seja glorificado em sua vida.

Que o Senhor da glória te abençoe muitíssimo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Discípulo, entre no novo ano em plena comunhão com Jesus


Discípulo procure entrar no novo ano em comunhão plena com o Senhor Jesus Cristo. Isto é o básico, é o essencial que deve-se fazer. Todas as demais dimensões de nossa vida dependem de termos a paz e a comunhão com o Senhor atualizadas. Sobre isso não pode haver qualquer dúvida em nós. Nada deve interferir ou se interpor nisso. O pecado, conforme disse o profeta Isaías, é o que faz a separação entre nós e o nosso Deus (Is 59.2). Portanto, devo, como diz o apóstolo Paulo, operar a minha salvação com temor e tremor (Fp 2.12) a fim de evitar o pecado e a consequente separação entre mim e meu Senhor.

Caro discípulo de Cristo, isto é fundamental para você. Não troque sua paz com Deus pela satisfação da carne. Não negocie sua salvação com as coisas efêmeras dessa vida. Não aceite as propostas tentadoras de Satanás, como ele mesmo fez com Jesus (Mt 4, Lc 4). E nós lemos como gloriosamente, o Senhor Jesus venceu todas as tentações resistindo somente com a Palavra de Deus. Fica a lição para todos nós.

Sabemos pela Bíblia e pelo testemunho interior do Espírito Santo de que Jesus não tarda em voltar. Logo, devemos atentar muito bem para as exortações que Cristo nos deixou concernentes à Sua Segunda Vinda. O que Ele mais expressamente nos recomendou, é de que vigiássemos, ou seja, estivéssemos atentos, despertos: "Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor" (Mt 24.42); "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir" (Mt 25.13); "Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo" (Mc 13.33); "Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que vindo de improviso, não vos ache dormindo. E as coisas que vos digo, digo-as a todos. Vigiai" (Mc 13.35-37).

Cada vez mais a iniquidade tem aumentado no coração humano. A Palavra de Deus se cumpre e o tempo se acelera. Deus vai cumprir cabalmente Sua Palavra. Ele trará juízo ao mundo. Ele não deixará de julgar e punir o pecado. O apóstolo Pedro diz em sua segunda epístola: "Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão" e em seguida ele adverte-nos: "Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?" (2Pe 3.10-12).

Fica evidente que necessário se faz o cuidado em nossa relação pessoal com o Senhor. Uma vida de piedade verdadeira. Uma vida de santidade real e não fingida. Por isso, nosso discipulado deve ser algo dinâmico, deve ser mesmo o nosso estilo de vida, posto que somos aprendizes de Jesus Cristo. Somos seus seguidores. Somos cristãos "pequenos cristos" e deveremos imitá-lo sempre. O livro "Imitação de Cristo" de Thomas Kempis defende um discipulado radical exatamente pelo fato de imitarmos a Cristo em tudo.

Comunhão com Deus se dá no dia a dia. E não é uma utopia, é perfeitamente possível. O Senhor mesmo garante-nos o resultado (Rm 8.12-15; Gl 5.22-25). O Espírito Santo precisamente fez em nós Sua habitação e, sendo assim, nos habilita a viver de uma maneira que agrada ao Senhor.

Meu desejo e minha oração é que você renove sua comunhão com Cristo para 2012 e que aprofunde sua vida nEle. Em conhecer a Deus cada vez mais através de uma vida de submissão à Sua Palavra. Tenha certeza que muitos frutos você produzirá para a glória do Senhor.

Então, um feliz 2012 para ti. Em Cristo Jesus!



domingo, 27 de novembro de 2011

Discípulo, libere perdão pela graça de Deus!


Imitar a Cristo significa liberar perdão aos nossos ofensores. Sempre.

Ser discípulo de Jesus Cristo significa perdoar continuamente. Significa não guardar rancores. Significa também jogar fora todo ressentimento que teima em se incrustar em nossa alma. Pela graça de Deus, podemos sim perdoar completamente ao nosso ofensor.

Não é, evidentemente uma tarefa fácil. Nós não somos divinos. Somos seres decaídos. Criados à imagem e semelhança de Deus, mas afetados pelo impacto da Queda, temos uma dificuldade natural para perdoar quem nos tenha ofendido. Porém, agora como nova criatura em Cristo Jesus (2Co 5.17) o Espírito Santo passou a morar permanentemente em mim e posso, pelo poder que há nEle e pela graça de Deus, sobrepujar a inclinação do pecado que teima em querer fazer com que eu resguarde a mágoa em meu interior. Não sou obrigado a guardar o ressentimento, agora há poder em mim para perdoar. Isso é graça de Deus!

O discípulo de Jesus tem em seu Mestre o maior exemplo de como perdoar. Pedro indagou ao Senhor sobre até quantas vezes deveria perdoar o ofensor, se até sete vezes. Ele perguntou dessa forma porque as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes e ele intentou ser generoso ao indagar o Mestre. Porém, a resposta de Jesus dizendo que não sete mas até setenta vezes sete indicava que o espírito de perdão ia para muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Dessa forma, demonstra-se que o discípulo de Jesus deve ter largueza de coração, generosidade, liberalidade para com quem lhe ofende.

Eu disse acima discípulo de Jesus. Cristãos! Não estou escrevendo para não-cristãos. Não é opcional a liberalidade em perdoar para o seguidor de Cristo Jesus. É seu dever. O crente deve perdoar ao seu ofensor. Isto é possível, reafirmamos, somente pela graça de Deus que já está implantada no coração dele.

Não podemos ser como o homem da parábola que o Senhor Jesus contou (Mt 18.23-35), logo após a indagação de Pedro sobre quantas vezes deveria-se perdoar. Aquele homem possuía uma dívida muito grande perante o seu senhor e não tinha como pagar. Foi acossado por seu senhor e, prostrando-se, implorou-lhe por si e por sua família, pois esta seria vendida juntamente com tudo o que possuía para pagar o enorme débito. Aquele homem movido de íntima compaixão, lhe perdoou. Todavia, ao sair da presença dele, o servo perdoado, encontrou seu companheiro que lhe devia uma quantia, muito menor. Passou a apertá-lo, sufocá-lo, para que pagasse imediatamente o valor. Este seu amigo fez a mesma coisa que aquele homem havia feito com seu senhor, prostrou-se e lhe rogou que lhe perdoasse. Mas o servo perdoado prender o pobre devedor até que ele lhe pagasse. As testemunhas desse ato foram ao senhor daquele servo e tudo lhe relataram e este, movido de grande furor, mandou chamá-lo e disse-lhe: "Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia." E Jesus conclui, deixando bem definido para todos nós qual deve ser nossa atitude: "Assim vos fará, também meu Pai celestial, se do CORAÇÃO não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas."

Fiz questão de colocar em maiúsculas a palavra CORAÇÃO porque é dele, donde procedem as fontes da vida, segundo Salomão em Provérbios (4.23), que deve proceder o genuíno perdão. Um coração que não seja transformado pela graça de Deus realmente não consegue liberar este perdão verdadeiro e necessário. E Deus Pai espera que nossa atitude seja dessa forma, de perdoar continuamente, porque Ele mesmo nos perdoou um débito muito maior quando recebemos a Cristo em nossa vida. Fomos perdoados, eu e você, pela inigualável graça do Senhor!

Na oração que o Senhor Jesus nos ensinou (Mt 6.9-13) Ele diz no verso 12: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores." Não é preciso uma profunda exegese textual para entendermos claramente o que isso significa, ou seja, que confessamos a Deus nossas faltas, nossos pecados, mas já deveremos ter perdoado a alguém que tenha de alguma forma nos ofendido. Ofendemos a Deus, nosso Criador, Senhor do Universo, por muito mais, e somos perdoados, porque não deveríamos perdoar algo que é infinitamente menor em gravidade, ou seja, as faltas de nossos semelhantes?

Portanto, caro discípulo de Jesus, caminhe nessa vereda gloriosa do perdão, lembrando sempre que muito mais nos perdoou o Senhor. Jesus Cristo pagou o preço dos nossos pecados, somente Ele poderia ter realizado isso na cruz do Calvário a fim de obtermos o perdão e o favor do Pai.

Que glorioso é o perdão. Quão maravilhosa a graça de Deus em perdoar. Nós podemos AGORA perdoar nossos ofensores porque a capacidade já nos foi concedida.

Amado irmão e discípulo, hoje mesmo examine seu coração, peça a Deus para sondá-lo, e se você pelo Espírito de Deus constatar que ainda não perdoou a alguém, não importa o tempo decorrido, faça isso já, sem mais demora. Procure a pessoa. Se não for possível, por questão de distância ou outro fator, ore a Deus e diga que está perdoando a mesma. Se a ofensa lhe foi demasiado pesada, saiba que Deus concede graça, pelo Seu Espírito para você liberar o perdão e ficar em paz. Lembre-se das palavras de Jesus na cruz em relação aos que o maltratavam e crucificavam: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34a).

Receba essa palavra e que o Senhor de toda graça opere no fundo de seu coração, para a glória dEle, amém!

domingo, 13 de novembro de 2011

Discípulo, fique irado, mas cuide para não pecar


Afinal, em que consiste a ira? Segundo Tim LaHaye, é o sentimento de desprazer, hostilidade, indignação ou exasperação extrema para com alguém ou alguma coisa; raiva; cólera; fúria. Outro autor, David Kornfield define ira como o desejo ardente de corrigir, atacar ou destruir algo (ou alguém) que nos incomoda ou ameaça.

Mas a ira pode sempre ser considerada um pecado? Ficar irado significa que pequei contra Deus? Às vezes sim, é pecado. Em outras vezes, não, seria apenas o extravasamento de uma emoção. Se você ficar irado , enraivecido, amado discípulo, todavia precisa ter cuidado para não pecar. Vamos tentar entender.

Primeiramente, devemos compreender de uma vez por todas de que a ira é uma emoção! Ou seja, se é emoção, deve ser expressada adequadamente e nisto nenhuma condenação há. Não é pecado. Passará a ser pecado, quando permitirmos que a ira nos leve à uma direção errada. Os resultados certamente serão maus. Por isso o salmista recomenda: "Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente isso acabará mal" (Sl 37.8 - ARA). Podemos nos irar justificadamente quando vemos a ocorrência da injustiça diante de nossos olhos. Imagine você, discípulo de Jesus, passando em uma rua e ao dobrar a esquina, presencia um homem espancando sem dó uma criança ou uma pessoa idosa. Qual seria sua reação? Normalmente todos ficamos irados, como o nosso Senhor Jesus Cristo ficou ao contemplar a comercialização sem nenhum pudor que aqueles muitos cambistas faziam na casa de Deus (Mt 21.12,13; Mc 11.15-17; Jo 2.13-17). Sendo assim, a ira pode e deve ser corretamente expressada.

Foi por isso que o apóstolo Paulo disse conforme a versão de Almeida Séc. 21: "Quando sentirdes raiva, não pequeis; e não conserveis a vossa raiva até o pôr do sol; nem deis lugar ao Diabo." (Ef 4.26,27). O texto da Nova Tradução na Linguagem de Hoje clarifica ainda mais: "Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva. Não deem ao Diabo oportunidade para tentar vocês." 

Amado discípulo, você deve expressar sua raiva e deve fazer isso quando for inteiramente apropriado. Não é  verdade que o cristão é bonzinho, é santinho e por isso jamais fica bravo. Mas a intenção aqui é demonstrar que essa emoção chamada de ira deve estar sob o controle do Espírito Santo, quero dizer, você deve andar em Espírito (Gl 5.16). A ira está exatamente constando como uma das obras da carne neste mesmo capítulo de Gálatas, está em um grupo de pecados que estão relacionados à ira tais como inimizades, porfias (rivalidades), emulações (ciúmes), pelejas, dissensões (discórdias) e heresias ou partidarismos (v. 20). De fato, podemos dizer que é tênue a linha que separa a expressão da ira de forma natural diante de injustiças cometidas contra nós ou contra os outros, daquela outra que expressa a natureza pecaminosa de todos nós, discípulos de Jesus.

A ira que o discípulo de Jesus Cristo deve manifestar quando for apropriado ou necessário, também se refere naquelas coisas que deixariam o próprio Deus irado. Voltamos ao episódio dos cambistas no templo. Eles haviam tornado o lugar de oração e adoração ao Deus único num mercado, negociando os animais que seriam utilizados nos sacrifícios dos judeus. Isto causou uma reação irada em Jesus. Nós também podemos sentir a mesma coisa quando as coisas de Deus são aviltadas pelos homens, principalmente entre aqueles que dizem ser discípulos de Cristo como vemos tantas vezes ao nosso redor.

O discípulo de Cristo deve ter suas emoções sob o controle pleno do Espírito de Deus. Se assim não for, ele expressará sua ira de forma errônea, ou seja, pecaminosa. Além disso, também causará um problema para os seus semelhantes, como no caso de pessoas iracundas, que ficam iradas, raivosas, por motivos muitas vezes fúteis, e ferem com palavras as outras pessoas ou, em muitos casos, partem para a agressão física que pode chegar ao extremo de um ferimento grave ou até homicídio.

Na caminhada de nosso discipulado, certamente pecamos muito contra o Senhor, expressando a ira ou raiva de forma inadequada, como eu mesmo que vos escrevo. Teremos de ter o zelo, o cuidado, de andar em Espírito como a Palavra de Deus nos ordena, evitando a todo custo, com a graça de Deus, a manifestação desse sentimento de forma pecaminosa. Possamos dar mais atenção às santas recomendações do Senhor sobre isso e estaremos continuamente Lhe agradando. Transcrevo mais alguns textos bíblicos para que você, caro discípulo, entenda a seriedade desse assunto. Todos são da versão Almeida Séc. 21: 

"Quem se irrita com facilidade comete erros, mas o homem discreto é paciente."
"Quem demora a irritar-se é grande em entendimento, mas o precipitado exalta a loucura."
"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura provoca a ira."
"O homem que se irrita com facilidade provoca conflitos mas o paciente apazigua brigas."
"Quem tem paciência é melhor que o guerreiro; quem tem domínio próprio é melhor que aquele que conquista uma cidade."
"O início do desentendimento é como a vasão de águas represadas; por isso desista da questão antes que haja briga."   
"A sensatez do homem o torna paciente, e sua virtude está em esquecer as ofensas."
"O homem genioso tem de sofrer o castigo, pois, se o livrares, terás de fazê-lo várias vezes."
"Não faças amizade com uma pessoa briguenta, nem andes com alguém que logo se enfurece."

"O homem irado provoca desavenças, e o furioso aumenta as transgressões."

(Pv 14.17,29;22;15.1,18;17.14;19.11,19;22.24;22.29)

Todos estes são textos em Provérbios. Existem muitos outros neste livro e na Bíblia inteira. Mas deixarei registrado aqui, para todo discípulo de Jesus Cristo, Suas palavras que pronunciou no Sermão do Monte, que é uma seríssima advertência: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão será passível de julgamento; quem o chamar de insensato, será réu diante do tribunal; e quem o chamar de tolo, será réu do fogo do inferno" (Mt 5.22).

Cuidemos cada um de nós de como lidamos com essa emoção chamada ira. Ela deve estar absolutamente debaixo do controle do Espírito Santo. Isto é de capital importância em nosso caminho de discipulado. Afinal, nosso Mestre deseja que assim o façamos. Dele deveremos aprender a mansidão e a humildade (Mt 11.28-30). Que seja assim portanto, amém!