terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O DISCÍPULO E A SAÚDE DA IGREJA LOCAL


Quando Jesus Cristo estabeleceu o colégio apostólico, fez com que Seus discípulos andassem de forma estreita com Ele durante 3 anos. Ensinou-os por palavra e por exemplo. Ilustrou vividamente os ensinos do Reino de Deus, pregou, ensinou, expulsou demônios e curou a muitos dentre as multidões. Os doze apóstolos tiveram um curso intensivo acerca do Evangelho. Isso tudo se tornou a semente para que a Igreja de Cristo que surgiria em plenitude no Dia de Pentecostes (Atos 2) pudesse ter uma base sólida na fé. Depois vimos como Jesus chamou e vocacionou o apóstolo Paulo e isso de tal forma que Ele tornou-se o maior evangelista e também o maior ensinador do NT tendo escrito pelo menos 13 epístolas (14, segundo alguns estudiosos, se incluir a Epístola aos Hebreus). Os escritos paulinos, bem como os demais autores neotestamentários dão muita orientação às igrejas e indivíduos às quais são dirigidas e o objetivo claro dos apóstolos, sob orientação do Espírito Santo, é no sentido que a Igreja em sua coletividade pudesse ter saúde espiritual.

Porém não se pode pensar em saúde eclesiástica se os membros do Corpo de Cristo não viverem uma vida abundante nEle. É necessário que a boa obra que começou na vida do cristão quando ele aceitou a Cristo, possa ser aperfeiçoada até o dia de Sua vinda (Fp 1.6). O discípulo de Jesus Cristo precisa ter saúde espiritual. A igreja local igualmente. Tanto a saúde do membro individual como do Corpo em sua totalidade são absolutamente necessários à missão da Igreja no mundo. Jesus não constituiu Sua Igreja para que padecesse de enfermidades espirituais, mas que fosse plena em sua saúde. Os membros precisam cada um de per si, viver espiritualmente saudáveis.

Passaremos então a discorrer sobre a maneira mais adequada de um discípulo de Cristo ter saúde espiritual. Primeiramente seguir bem de perto ao Senhor Jesus é a primeira grande lição que devemos guardar. Jesus chamou os doze para estivessem junto a Si (Mc 3.13; Lc 6.13). Em seguida, aprendemos que devemos ser imitadores de Jesus Cristo. Paulo claramente ensina isso (1Co 11.1). Após algum tempo observando o Mestre, este comissionou os doze para que colocassem em prática o que haviam aprendido (Mt 10.1-42). Eles foram e procuraram colocar em prática a vivência intensiva que tiveram com Cristo, imitando-O. Em terceiro lugar, o discípulo deve viver como liberto em Cristo. Pode acontecer de alguém que foi salvo em Jesus permanecer preso aos hábitos e pensamentos oriundos de sua antiga maneira de viver. Entretanto, a Bíblia diz que aquele que está em Cristo é nova criatura ou nova criação havendo ficado para trás as coisas da vida antiga (2Co 5.17). Além disso, as Escrituras em Romanos 12.1,2 exortam para que tenhamos uma vida de consagração a Deus e experimentemos Sua vontade através de uma transformação interior por meio da renovação de nossa mente ou nosso entendimento.

De forma bem simplificada, acreditamos que estes três elementos, seguir a Cristo bem de perto, imitá-Lo em tudo e viver na liberdade que Cristo nos conquistou na cruz, proporcionarão saúde espiritual a todo discípulo que a isso se dispuser. Seguir a Cristo declara sobre nossa união com Cristo, algo evidentemente vital em nossa jornada cristã (Jo 15.1-8; Cl 3.14). Imitá-Lo deve ser uma prática constante de vida de oração, leitura e meditação nas Escrituras, evangelização dos perdidos, humildade, mansidão, benignidade, atos de misericórdia, bondade, alegria, amor, enfim, tudo o que vemos em Jesus no NT deveremos, com a preciosa ajuda do Espírito Santo, imitar sem hesitar. Finalmente, viver com Cristo em liberdade é saber e entender que na cruz os poderes das potestades espirituais da maldade foram verdadeiramente derrotadas (Cl 2.15).


Se alguém é discípulo genuíno de Cristo e fazendo estas coisas, o resultado é que ele será possuidor de saúde espiritual. E se todos os discípulos genuínos de Cristo em uma igreja local igualmente andarem dessa maneira, o resultado não será outro, ou seja, saúde espiritual que certamente beneficiará tanto os de dentro como os de fora que precisam ser alcançados com a mensagem vivificadora e abençoadora do Evangelho.

Que todos nós, discípulos de Cristo sejamos dotados de saúde espiritual, seguindo de perto a Cristo, imitando-O e vivendo na plenitude da liberdade que Ele nos conquistou na cruz.

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