quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Discípulo e a Identidade de Cristo


É possível que alguém se reconheça como cristão, que deposite fé na Pessoa de Jesus Cristo, que confiou nEle como seu Único Salvador e Senhor, sendo pois seu discípulo e aprendiz, é bem possível que essa pessoa desconheça a real identidade de Cristo – quem Ele é realmente.

Apresentada tal possibilidade, bem podemos supor que o Espírito Santo conduza o discípulo de Cristo às páginas dos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) para que ele se coloque diante do mesmo Jesus que falava com os primeiros discípulos e também ouça e tente responder às duas perguntas lançadas pelo Mestre: 1) Quem dizem os homens que eu sou? 2) Quem VOCÊS dizem que eu sou? (Mt 16.13-16; Mc 827-29; Lc 9.18-20).
  
A primeira pergunta, segundo os textos bíblicos em apreço, foi respondida em conjunto pelos discípulos. Porém, o segundo questionamento de Cristo foi respondido prontamente e com correção por Pedro: “Tu é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16).

O Senhor alegrou-se por certo com a resposta correta de Seu discípulo e declarou que essa precisão e porque não dizer, também a prontidão em responder, deveu-se à revelação de Deus Pai. Um “apokalupsis” (“apocalipse”, revelação) ocorrera naquele instante da parte de Deus e Simão Pedro pôde responder de maneira adequada.
            
Nunca deveremos menosprezar o que Cristo fala. Jamais deveríamos considerar como algo irrelevante os questionamentos do Senhor!

Nesse caso, Suas perguntas envolviam algo crucial: Sua identidade. Quem era Ele?

Sendo você discípulo de Cristo, saberia identificá-lo de pronto? Saberia responder adequadamente tal pergunta que é sim, por demais importante?

A questão da identidade de Cristo é prioritária. Tanto é assim que, com os discípulos reunidos em torno de Si, Jesus fez duas perguntas sobre o tema, primeiramente querendo saber o que eles, discípulos, declarariam.

Refletindo um pouco mais, se não fosse a pronta e precisa resposta de Simão Pedro, o que os demais discípulos responderiam? Será que suas respostas seriam semelhantes aquelas da opinião pública? E o próprio Pedro, caso o Senhor Deus não lhe revelasse a identidade de Cristo, como o próprio Jesus testemunhou que assim havia ocorrido, teria afirmado que o Cristo era João Batista, Elias ou algum dos profetas do AT?

E eu e você? Como identificamos nosso amado Salvador? Que pensamos nós de Cristo? Nós, discípulos dEle nesta primeira década do século XXI, compreendemos através das Sagradas Escrituras que Jesus Cristo é o Filho unigênito de Deus (Jo 3.16), sendo Deus manifesto em carne (1Tm 3.16) e em Quem habita corporalmente toda plenitude da divindade (Cl 2.9)?

Os homens do mundo, conforme a resposta dada pelo discípulos à primeira indagação de Jesus, não identificarão o Cristo, o Mashiach (Messias, o Ungido). Ele seria um homem bom, notável, dotado de uma ética profunda, uma moral ilibada. Alguns poderão identificar Cristo como um grande mestre, que ensinava de forma inigualável. Outros poderão identificar nEle um profeta que trouxe uma nova revelação, no mesmo nível de Buda ou Maomé. Haverá ainda aqueles, como os gnósticos, que afirmarão que Jesus Cristo era Deus mas não se manifestou em carne, era mera aparência (1Jo 4.1-3).

O discípulo genuíno de Cristo, ao contrário, semelhantemente a Pedro têm a revelação de Deus diante de si, a Bíblia. O sagrado depósito das Escrituras revela de forma iniludível quem é de fato Jesus Cristo. Ele é Aquele anunciado pela primeira vez por Deus em Gn 3.15, o assim chamado proto-evangelho, a primeira anunciação do vindouro Salvador e que esmagaria, de fato, a cabeça da serpente, Satanás (Rm 16.20; Hb 2.14). Ele é o que foi entregue ao sofrimento e à morte e depois ressuscitou, por causa de nossos pecados (Is 53; Rm 4.25). Ele é Aquele que foi feito semelhante a nós na encarnação (Fp 2.5-8; Jo 1.14), porém, sem pecado algum (Hb 4.15; Jo 8.46). É dEle e de nenhum outro, que provém salvação para todos os homens (At 4.12; Hb 9.12; 1Tm 2.6). Ele é o único e vivo caminho para Deus Pai (Hb 10.20; Jo 14.6). Ele é, enfim, o Mediador de um novo testamento (Hb 9.15) e é Ele mesmo, o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Ele é Aquele que virá pela segunda vez nas nuvens do céu, como o Filho do Homem (Dn 7.13; At 1.11; Ap 1.7). Ele receberá o domínio, a honra, o reino para que todos os povos e nações o sirvam e seu domínio jamais passará e seu reino jamais será destruído (Dn 7.14; Fp 2.9-11;Hb 2.9,10; Ap 1.8; 19.11-21).

À pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu enfática e gloriosamente: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Ele fez tal declaração por meio de uma revelação divina. Nós, discípulos de Cristo hoje, possuímos a revelação completa de Deus nas páginas do Antigo e Novo Testamento. Teremos nós dedicado tempo para entender a identidade verdadeira de Jesus por meio da única e autorizada revelação como consta na Bíblia ou, miseravelmente alguns de nós, embora professando o Nome de Cristo, temos tido um entendimento mundano sobre quem é o Filho de Deus?

Discípulo de Cristo, pense nisso!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O DISCÍPULO E A SAÚDE DA IGREJA LOCAL


Quando Jesus Cristo estabeleceu o colégio apostólico, fez com que Seus discípulos andassem de forma estreita com Ele durante 3 anos. Ensinou-os por palavra e por exemplo. Ilustrou vividamente os ensinos do Reino de Deus, pregou, ensinou, expulsou demônios e curou a muitos dentre as multidões. Os doze apóstolos tiveram um curso intensivo acerca do Evangelho. Isso tudo se tornou a semente para que a Igreja de Cristo que surgiria em plenitude no Dia de Pentecostes (Atos 2) pudesse ter uma base sólida na fé. Depois vimos como Jesus chamou e vocacionou o apóstolo Paulo e isso de tal forma que Ele tornou-se o maior evangelista e também o maior ensinador do NT tendo escrito pelo menos 13 epístolas (14, segundo alguns estudiosos, se incluir a Epístola aos Hebreus). Os escritos paulinos, bem como os demais autores neotestamentários dão muita orientação às igrejas e indivíduos às quais são dirigidas e o objetivo claro dos apóstolos, sob orientação do Espírito Santo, é no sentido que a Igreja em sua coletividade pudesse ter saúde espiritual.

Porém não se pode pensar em saúde eclesiástica se os membros do Corpo de Cristo não viverem uma vida abundante nEle. É necessário que a boa obra que começou na vida do cristão quando ele aceitou a Cristo, possa ser aperfeiçoada até o dia de Sua vinda (Fp 1.6). O discípulo de Jesus Cristo precisa ter saúde espiritual. A igreja local igualmente. Tanto a saúde do membro individual como do Corpo em sua totalidade são absolutamente necessários à missão da Igreja no mundo. Jesus não constituiu Sua Igreja para que padecesse de enfermidades espirituais, mas que fosse plena em sua saúde. Os membros precisam cada um de per si, viver espiritualmente saudáveis.

Passaremos então a discorrer sobre a maneira mais adequada de um discípulo de Cristo ter saúde espiritual. Primeiramente seguir bem de perto ao Senhor Jesus é a primeira grande lição que devemos guardar. Jesus chamou os doze para estivessem junto a Si (Mc 3.13; Lc 6.13). Em seguida, aprendemos que devemos ser imitadores de Jesus Cristo. Paulo claramente ensina isso (1Co 11.1). Após algum tempo observando o Mestre, este comissionou os doze para que colocassem em prática o que haviam aprendido (Mt 10.1-42). Eles foram e procuraram colocar em prática a vivência intensiva que tiveram com Cristo, imitando-O. Em terceiro lugar, o discípulo deve viver como liberto em Cristo. Pode acontecer de alguém que foi salvo em Jesus permanecer preso aos hábitos e pensamentos oriundos de sua antiga maneira de viver. Entretanto, a Bíblia diz que aquele que está em Cristo é nova criatura ou nova criação havendo ficado para trás as coisas da vida antiga (2Co 5.17). Além disso, as Escrituras em Romanos 12.1,2 exortam para que tenhamos uma vida de consagração a Deus e experimentemos Sua vontade através de uma transformação interior por meio da renovação de nossa mente ou nosso entendimento.

De forma bem simplificada, acreditamos que estes três elementos, seguir a Cristo bem de perto, imitá-Lo em tudo e viver na liberdade que Cristo nos conquistou na cruz, proporcionarão saúde espiritual a todo discípulo que a isso se dispuser. Seguir a Cristo declara sobre nossa união com Cristo, algo evidentemente vital em nossa jornada cristã (Jo 15.1-8; Cl 3.14). Imitá-Lo deve ser uma prática constante de vida de oração, leitura e meditação nas Escrituras, evangelização dos perdidos, humildade, mansidão, benignidade, atos de misericórdia, bondade, alegria, amor, enfim, tudo o que vemos em Jesus no NT deveremos, com a preciosa ajuda do Espírito Santo, imitar sem hesitar. Finalmente, viver com Cristo em liberdade é saber e entender que na cruz os poderes das potestades espirituais da maldade foram verdadeiramente derrotadas (Cl 2.15).


Se alguém é discípulo genuíno de Cristo e fazendo estas coisas, o resultado é que ele será possuidor de saúde espiritual. E se todos os discípulos genuínos de Cristo em uma igreja local igualmente andarem dessa maneira, o resultado não será outro, ou seja, saúde espiritual que certamente beneficiará tanto os de dentro como os de fora que precisam ser alcançados com a mensagem vivificadora e abençoadora do Evangelho.

Que todos nós, discípulos de Cristo sejamos dotados de saúde espiritual, seguindo de perto a Cristo, imitando-O e vivendo na plenitude da liberdade que Ele nos conquistou na cruz.

O Discípulo e a Identidade de Cristo

É possível que alguém se reconheça como cristão, que deposite fé na Pessoa de Jesus Cristo, que confiou nEle como seu Único Salvador e ...