domingo, 25 de setembro de 2011

O que o discípulo de Jesus pode aprender com as orações da Bíblia - 4


Amados irmãos, discípulos de Jesus, voltamos nessa semana à continuidade de nosso estudo bíblico sobre a oração. Já abordamos a intercessão, a petição e as ações de graça. Hoje, estamos apresentando o quarto aspecto, a confissão. Alguns textos que embasam a prática de confessar a Deus os nossos pecados, Pv 28.13: "O que encobre suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia." Lm 3.39: "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados." E as palavras de Jesus no Sermão do Monte: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt 6.12), também, Lc 11.4a: "E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve".

A oração que o profeta Daniel fez, confessando os pecados de seu povo, está em Daniel 9.1-19. Ali, exilado em Babilônia, reconhece através dos escritos do profeta Jeremias (Dn 9.2), de que o tempo das desolações de Jerusalém, ou, o tempo do exílio dos judeus em Babilônia, estava chegando ao fim. Sendo assim, passa a orar a Deus, e esta é uma típica oração de confissão de pecados. E é interessante notar, que Daniel se inclui juntamente com todo o seu povo, dizendo: "Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (9.5). Muito embora não leiamos no livro de Daniel, de que ele tenha cometido algum pecado (embora, é claro, fosse pecador como todos nós) é digno de nota a solidariedade dele com seu povo, pois este havia pecado contra o Senhor e por isso fora exilado para Babilônia e lá estava já há setenta anos. É tão grande essa identificação de Daniel, sua postura de "colocar-se na brecha" que ele busca ao Senhor com "oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza" (v.3). Daniel se humilha profundamente na presença de Deus. Está contrito e submisso. E confessa especificamente os pecados, pecados esses em que se identificara junto com seu povo

Nessa oração confessatória, aprendemos, que além de reconhecimento dos pecados, deve haver também o reconhecimento do caráter do Deus a quem estamos nos confessando. Daniel reconhece isso, e diz: "A ti, ó Senhor, pertence a justiça"; "Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão"; "...porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez"; "Porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias"; "Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa" (vv. 7, 9, 14, 18b; 19a).

A oração de confissão de pecados, estando nós profundamente humilhados, contritos, em reconhecimento do caráter do Deus a Quem estamos confessando nossas iniquidades, é a grande lição da oração que faz Daniel e que foi registrada para que aprendamos a maneira correta de assim fazermos. Mencionei sobre a identificação, a solidariedade de Daniel com os pecados de sua nação, porque sem isso não seria uma oração de confissão, mas de apenas e tão somente de reconhecer a causa porque Israel fora para o exílio. Todavia, Daniel precisou identificar-se plenamente com os pecados de seus irmãos. É tão patente esta identificação que ele ora assim: "E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra" (v.6). Ele assume como plenamente seus também os pecados cometidos contra Deus e Sua vontade.

Menciono aqui também o profeta Isaías. No capítulo 6 de seu livro, ele tem uma visão magnífica da glória de Deus, mas ele confessa sua condição pecaminosa assim: "Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos" (v.5). Ele não titubeou em confessar sua pecaminosidade. E nem a pecaminosidade de seu próprio povo. Isso é fundamental em nossa relação com o Senhor. Como Ele é um Deus puro, santo, (v.3), de tal forma que o profeta Habacuque disse: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar" (Hc 1.13), como também lemos em Lv 19.1b: "Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (também em 1Pe 1.15,16), essa santidade do Senhor deve ser levada em alta consideração. Ele disse que temos de ser santos como ele é, logo, é imprescindível a prática de confissão de pecados ao orarmos porque podemos pecar tanto por comissão como também por omissão.

As palavras de Davi no salmo 51 constituem-se numa oração clássica de confissão. Ele pede para que o Senhor tenha misericórdia dele, para que apagasse suas transgressões, para que fosse lavado completamente de suas iniquidades, para que fosse purificado de seu pecado, (51.1,2). Davi reconhece suas iniquidades e a lembrança de seus pecados estava sempre diante dele (v.3). Também reconhece que pecara somente e antes de tudo contra o Senhor, que praticara o mal à sua vista, e que Deus seria justificado quando falasse a respeito e puro ao julgá-lo (v.4).

Davi também reconhece que era pecador desde o ventre de sua mãe, ou seja, que tinha uma natureza pecaminosa (v.5). Ele diz que Deus ama quando acolhemos somente a verdade em nosso íntimo, e que em nosso coração Deus faz com que reconheçamos a sabedoria disso (v.6). Ele pede ao Senhor que o purifique, que o lavasse porque somente assim ele, comparativamente, ficaria mais branco do que a neve (v.7). Davi anseia novamente por uma existência em jubilar-se e de alegrar-se, porque sentia-se como tendo os ossos esmagados que significa figurativamente a opressão que sentia por sua própria culpa (v.8). Ele pede que Deus não olhasse mais para os seus pecados e apagasse todas as suas transgressões (v.9) e que criasse nele um coração puro e lhe desse de forma renovada um espírito de retidão (v.10). Também, que Deus não o expulsasse de Sua presença, e nem retirasse dele o Espírito Santo, que lhe concedesse novamente a alegria da salvação e o sustentasse com um espírito obediente aos Seus mandamentos e à Sua vontade (vv. 11,12). Somente assim, Davi poderia então ensinar aos demais homens, os caminhos santos de Deus, para que assim se convertessem também ao Senhor (v.13).

Todo discípulo genuíno de nosso Senhor Jesus Cristo deve considerar o testemunho do Espírito Santo na Palavra de Deus no que concerne à importância da confissão de pecados. Não poderemos dizer que estamos em plena comunhão com Deus, se abrigarmos pecados em nossas vidas. Se não confessarmos ao Senhor, reconhecendo que pecamos contra Ele e procurando abandonar os mesmos para sermos abençoados (Pv 28.13).

Temos de aprender isso com urgência. Não podemos abrigar o pecado em nosso íntimo. Se queremos ser ouvidos por Deus em nossas orações, temos de Lhe confessar os nossos pecados. Davi fala sobre isso no Salmo 66.18: "Se eu tivesse guardado o pecado no coração, o Senhor não me teria ouvido" (Almeida Séc. 21).

Deus não desprezará todo aquele que, de coração quebrantado e contrito O buscar em arrependimento e confissão plena e sincera de suas iniquidades (Sl 51.17). Se O amamos, se queremos ser-Lhe obedientes, temos de ser transparentes em nossas orações.

Aprendamos o que diz o apóstolo João em sua primeira epístola: "Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" (1.7-10).

O discipulado genuíno não prescinde da confissão dos pecados. Que tanto eu como você possamos ter comunhão, posto que andamos na luz, e o sangue de Jesus é poderoso o suficiente para nos purificar de todo pecado. Para isso, temos de praticar a confissão dos nossos pecados a Deus, porque só assim teremos comunhão entre nós mas principalmente e acima de tudo com o Senhor, nosso Redentor. Que Deus abençoe você, amém!

sábado, 17 de setembro de 2011

O que o discípulo de Jesus pode aprender com as orações da Bíblia - 3


Já tivemos a oportunidade nas duas semanas anteriores de falar sobre os dois primeiros aspectos da oração, a intercessão e a petição. Hoje meditaremos no terceiro aspecto, ação de graças. Para tanto, o texto que embasará nossa reflexão está em Êxodo 15.1-21. É o cântico de agradecimento de Moisés pelo livramento de Israel do domínio de Faraó e dos egípcios. No cap. 14 versos 29 a 31 lemos dessa forma: "Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda. Assim o Senhor salvou Israel naquele dia da mãos dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel a grande mão que o Senhor mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo."

Na sequência, cap. 15, Moisés e os filhos de Israel, com grande alegria e gratidão em seus corações por causa de tão grande livramento, passam a entoar um cântico. Os cinco primeiros versículos evidenciam bem de como se livraram do inimigo pela mão forte do Senhor: "Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e falaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes se afogaram-se no Mar Vermelho. Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra."

O Senhor fora glorificado com esse livramento que dera a Seu povo, exatamente como dissera (Êx 14.17,18). Moisés agora expressa de forma pessoal este hino de agradecimento que na verdade é uma oração de agradecimento. Ele descreve o livramento propriamente dito e passa depois a exaltar o poder de Deus, descrevendo o Senhor como Aquele que executa feitos portentosos em prol do povo que chamara e escolhera. E tal é a alegria, tal a gratidão, que Miriã, irmã de Moisés, juntamente com as mulheres, passa a cantar e louvar, com tamboris e com danças, o grande livramento que receberam (vv. 20,21).

Como discípulos de Jesus, aprendemos aqui o valor de expressar audivelmente nossa gratidão ao Senhor por tudo que nos tem proporcionado. Antes de mais nada lembramos que a salvação em Jesus, Sua morte na cruz do Calvário, é o antítipo da libertação que Israel teve da escravidão do Egito. Como Moisés, Miriã e todo o povo celebraram com esse cântico de ação de graças a obra de Deus em seu favor, assim somos nós, discípulos de Cristo igualmente, pela obra d'Ele a nosso favor, portanto, as ações de graça não podem estar ausentes em nossa vida de oração e em todo tempo.

O apóstolo Paulo ensina: "Perseverai em oração, velando nela com ação de graças" (Cl 4.2), ou seja, sempre constantes em nossa vida de oração, e com uma indubitável expressão de agradecimento no coração e nos lábios, por isso o salmista diz: "Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o e bendizei o seu nome" (Sl 100.4).

Há um paralelo maravilhoso entre as ações de graças de Israel pelo livramento que tiveram e dos discípulos do Cordeiro de Deus, leiamos: "E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, o Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos" (Ap 15.1-4).

Diante disso tudo, que possa haver então no seu e no meu coração e no todo de nossas vidas, gratidão por tudo o que o Senhor nos fez. Possamos Lhe agradecer antecipadamente também por tudo o que Ele fará conforme expresso em Sua Palavra profética. Obrigado então Senhor, por todas as coisas, porque tudo vem de Ti, amém!

domingo, 11 de setembro de 2011

O que o discípulo de Jesus pode aprender com as orações da Bíblia - 2



Semana passada falamos sobre a intercessão. Mencionei o texto de Gn 18 o qual informa que Abraão intercedeu  a Deus por Sodoma, caso houvesse ali houvesse algum justo (como era o caso de Ló). Hoje gostaria de falar sobre outro aspecto da oração, a petição. Para tanto, quero citar ainda o livro de Gênesis no cap. 24 onde lemos que Abraão chama seu servo mais velho da casa e, sob juramento, o envia à sua terra de nascimento para que dali, dentre sua parentela, suscitar uma esposa para seu filho Isaque (Gn 24.1-67).

O que me chama atenção nessa passagem tão sublime em Gênesis é a maneira como fielmente o servo de Abraão obedeceu ao mandado de seu senhor e como ele teve fé de pedir a Deus, fazendo uma prova com Ele e tendo como recompensa a resposta igualmente fiel do Senhor, leiamos: "Pela tarde, na hora em que as mulheres saíam para tirar água, ele fez os camelos se ajoelharem junto ao poço de água, fora da cidade. E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, peço-te que me dês bom êxito hoje e trates com bondade o meu senhor Abraão. Estou aqui em pé, junto à fonte, e as filhas dos homens desta cidade estão saindo para tirar água. Faz que a moça a quem eu disser: Abaixa o teu cântaro para que eu beba; e ela responder: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; seja aquela que designaste para o teu servo Isaque.  Assim saberei que trataste com bondade o meu senhor"  (Almeida Séc. 21).

Na continuidade, lemos que como o servo pediu, assim Deus lhe respondeu. Ou seja, o Senhor honra as petições que lhe fizermos de acordo com Sua vontade. Nesse caso, o servo estava a mando de Abraão e preocupou-se de exatamente seguir as prescrições dele, em deslocar-se até a Mesopotâmia (v.10) terra de seu nascimento e onde viviam seus parentes e dentre estes conseguir uma esposa para seu filho Isaque. E é nessa dimensão de ser fiel à missão que lhe fora confiada, é que o servo ora ao Senhor, pedindo-lhe que este lhe desse bom êxito na empreitada e diz a Deus do que realmente precisava naquele instante. Ele pediria água para beber mas não pediria para os camelos, ele pede a Deus que, se além da água para ele, a moça voluntariamente, sem ser solicitada, retirasse água também para os animais, o servo entenderia de que essa era a escolhida para Isaque.

Nos versos seguintes lemos que foi exatamente o que ocorreu. Rebeca era linda, virgem. O servo de Abraão para por um instante e fica absorto em seus pensamentos, para tentar entender se era ela mesma a que Deus lhe estava conduzindo para ser esposa de Isaque. Conversando com ela, vem a saber então de que era parente de Abraão da parte de seu irmão Naor e a convite dela e de Labão seu irmão, dirigiu-se até sua morada e o restante do relato confirma plenamente de que aquela moça era a resposta de Deus pois ao ser indagada diretamente se iria com aquele homem para casar-se com o filho de seu senhor, ela decidida e prontamente respondeu que iria.

Jesus disse em Lucas 11.9,10: "Por isso eu vos digo: Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e a porta vos será aberta; pois todo o que pede, recebe; quem busca, acha; e ao que bate, a porta será aberta" (Almeida Séc. 21). A petição em toda oração dos discípulos do Senhor é algo fundamental. Deus deseja que lhe peçamos. Poderemos indagar: "Mas o Senhor não sabe de todas as coisas? Ele sabe do que preciso." É verdade, mas devemos lembrar também de que na famosa oração do Pai Nosso (Mt 6.9-13; Lc 11.2-4), Ele diz que devemos pedir pelo pão nosso de cada dia. Deus deseja que Lhe façamos petições. Pão aí não só referindo-se aos alimentos, mas também o mais que for necessário. Portanto, pedir a Deus coisas em oração é lícito. Mas desde que seja de acordo com Sua vontade, devemos ter sabedoria em nossas petições. O texto de 1 Jo 5.14 e 15 diz: "E esta é a confiança que temos nele: Se pedirmos alguma coisa segundo sua vontade, ele nos houve. Se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos o que lhe temos pedido." Por isso em Tiago 4.3 escrito está: "Pedis e não recebeis, porque pedis de modo errado, só para gastardes em vossos prazeres."

Portanto, todo aquele que é discípulo de Jesus Cristo, pode orar a Deus fazendo suas petições conforme a vontade do Senhor porque a Sua própria Palavra promete que seremos ouvidos como foi o servo de Abraão. E sabe também que se pedir de modo errado, o Senhor não lhe ouvirá conforme lemos em Tiago. Isso acontece porque o Senhor Deus muito nos ama e deseja nos fazer bem. Notório é que muitas vezes, a resposta de Deus às nossas petições é "não". Outras vezes, possa ser que esse negativa seja de caráter temporário, um "ainda não" porque como Ele tem planos superiores aos nossos próprios planos (Is 55.8,9), mais do que ninguém, Ele sabe a hora precisa em que deve nos atender, se for este o caso.

Nunca o Senhor deixará de nos atender quando Lhe pedimos que nos ajude a sermos mais consagrados, quando Lhe suplicamos por uma vida de maior comunhão com Ele, quando pedimos poder para viver de uma maneira que Lhe agrade. Essas petições são atendidas pelo Senhor porque estão de acordo com Sua vontade, Ele deseja a nossa santificação (1 Ts 4.3)!

Ainda nas próximas semanas, se o Senhor assim permitir, continuarei estes breves estudos. Que você discípulo de Cristo, tanto como eu, tenha de Deus mesmo a sabedoria para Lhe reportar seus pedidos, suas necessidades, sabendo que o Senhor é bom e que eterna é Sua misericórdia. Confiemos n'Ele em todo o tempo e apresentemo-Lhe nossos pedidos com redobrada confiança e temor, Ele nos ouve e nos responderá, conforme Sua vontade, porque muito nos ama. Que assim seja!


  




sábado, 3 de setembro de 2011

O que o discípulo de Jesus pode aprender com as orações da Bíblia - 1


O que nós, que seguimos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, poderemos aprender com as orações que se encontram por todo o texto sagrado? Penso que em nossa vida de discipulado constante com Jesus, aprenderemos tanto o que consta nas Escrituras do AT como no NT porque o que está registrado na Bíblia é para nossa edificação, nosso proveito (Rm 15.4; 2Tm 3.16).

No que tange à oração, Jesus disse que deveríamos orar sempre. O evangelista Lucas registrou isto dessa maneira: "E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer" (Lc 18.1). Ele estava ministrando aos seus discípulos este ensinamento, logo, é extensivo a todos nós também discípulos d'Ele nesta geração.

Gostaria de reportar-me, iniciando esta série, sobre a oração de nosso pai da fé, Abraão. Em Gênesis 18, lemos que o Senhor aparece a Abraão e lhe comunica de que efetivamente ele e Sara em sua idade avançada seriam pais de um filho (1-16). Em seguida, Deus lhe anuncia de que destruiria Sodoma e Gomorra por causa do agravamento de seus pecados (17-22). A partir do verso 18, de forma linda, lemos sobre a conversa de Abraão e Deus (18-33). Aprendemos nestes versículos o valor da intercessão. Aprendemos de que o Senhor ouve sim e dá a devida consideração aos nossos clamores em prol de alguém ou de alguma questão.

No verso 22 lemos que aqueles homens viraram-se em direção à Sodoma. Abraão todavia permanece ali na presença de Deus. E Lhe indaga se acaso a cidade seria destruída com justos e ímpios juntamente (v.24). No verso seguinte, lemos como Abraão reconhece que o Deus que ele servia de fato era (e é) um Deus justo, e de que jamais mataria o justo com o ímpio.

O Senhor certamente agradou-se desse reconhecimento de Seu servo acerca de Seu caráter e passa a responder suas indagações. No verso 27, Abraão reconhece humildemente sua condição mortal, humana, falível, dizendo: "Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza". Nos versos 30, 31 e 32, Abraão continua a sua intercessão pedindo ainda com humildade por duas vezes para que Deus não se irasse e fala de seu atrevimento em dirigir-se ao Senhor em prol daquela causa.

Que lição maravilhosa. Deus, o Grande, Magnífico, Imortal e Soberano Senhor de toda a terra, assume forma humana, comparece na tenda de Seu servo, fala de que será pai em sua velhice, comunica sua decisão em destruir os pecadores impenitentes de Sodoma e Gomorra e usa de longanimidade ao ouvir a intercessão de Abraão em prol dos justos que houvessem nas cidades. Na verdade, ele pensava em seu sobrinho Ló que vivia em Sodoma com sua família. 

O Senhor ouve a nossa intercessão. Como discípulos de Jesus, devemos entender que ao orarmos, devemos interceder pelas pessoas, pelas vidas delas, quer sejam parentes, vizinhos, amigos e também as autoridades, como disse Paulo (1Tm 2.1-4). Nesta passagem, está escrito que é desejo de Deus que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade que é Jesus Cristo (Jo 14.6).

Quero então deixar este primeiro exemplo de uma oração na Bíblia. Oração intercessória. Oração humilde onde o servo reconhece a majestade de seu Senhor. Oração eficaz, posto que Deus salva Ló e sua família, atendendo assim a petição humilde e insistente de Seu servo. O apóstolo Pedro dá testemunho de que Ló era um homem justo e de seu consequente livramento (2Pe 2.7-9).

Que todos nós, seguidores do Nazareno, sejamos verdadeiros intercessores. Que mergulhemos ainda mais em nossa comunhão pessoal com o Senhor e confiemos em Seu caráter inigualável como Abraão fez e possamos lhe dirigir nossas orações intercessórias em prol de causas que O agradem como a salvação dos perdidos ou situações de livramento como foi no caso de Ló.

Continuaremos na próxima semana esta série e minha oração nesse momento é de que o Senhor amplie ainda mais o horizonte de sua vida de oração, para a glória de Seu Nome, amém!

  

O Discípulo e as Bênçãos da Salvação

Das muitas, inumeráveis e abundantes reflexões que a Palavra de Deus proporciona a todos nós, discípulos de Cristo, está o que concerne...