sábado, 3 de outubro de 2009

Pastoreio inconveniente para o discipulado autêntico


Conheço um discípulo de Cristo que procurava servir a Deus com fidelidade. Um dia por não vigiar e orar (Mt 26.41), começou novamente a obedecer às concupiscências por deixar o pecado reinar em seu corpo (Rm 6.12). Casado, cedeu aos apelos do pecado existentes no mundo virtual (1 Jo 5.19) e em uma sala de bate-papo conheceu outra pessoa e relacionou-se virtualmente com a mesma por aproximadamente dois meses. Foi atraído e seduzido pelo seu próprio desejo (Tg 1.14) e então este desejo tendo concebido, deu à luz o pecado e o pecado, sendo consumado, gerou sua morte espiritual.

Porém, Deus, que ama ao pecador não desejando que se perca mas que se arrependa (2 Pe 3.9), interviu na situação e este discípulo foi apanhado em seu pecado por sua esposa e confrontado com o mesmo à semelhança do rei Davi (2 Sm 12.1-7). E à semelhança de Davi, veio a arrepender-se (vs 13; Sl 51). O pastor foi informado à respeito pela esposa e o irmão confrontado também pelo pastor, confessou da mesma forma e pediu perdão, assim como pedira à sua companheira.

Nos dias subsequentes ao fato, houveram mais dois encontros daquele pastor com aquela ovelha para que ela fosse fortalecida, curada e ministrada (Ez 34.4).

Depois disto, nunca mais!

Sendo que o pastor não procurou mais a ovelha, nunca mais indagou à esposa como estavam as coisas, limitando-se a cumprimentá-los nos cultos de domingo (quando isto é possível, dada à grande quantidade de membros daquela congregação).

Não procura saber o estado das suas ovelhas (Pv 27.23). O lamentável episódio ocorrido com o irmão já fazem quase dois anos e, exceto nos dois encontros nas duas semanas subsequentes ao fato, não houve mais nenhuma manifestação daquele pastor para aquela ovelha. Pelo contrário, a ovelha até tentou aproximar-se, tentando um contato mais íntimo, mais pessoal, dando a entender que queria recomeçar, que tinha interesse em fazer a obra de Deus, que estava estudando a Bíblia, que tinha (e tem) planos em continuar a trabalhar pelo Reino , a ovelha tinha um trabalho na igreja, inclusive, mais foi e tem sido ignorado pois o que tem prevalecido é a superficialidade, e o desinteresse da parte do pastor pela sua vida. Soube até que a ovelha se propôs a ir à residência daquele líder, mas por algum motivo não foi possível, porém este não foi despertado pela procura que aquela ovelha fazia de seu denominado pastor.

Pode até ser, e não duvido, de que aquele pastor lembre de orar por aquela ovelha e pela esposa e filhos, mas isto é pastoreio com luvas de pelica! É não querer ter o cheiro de ovelhas em suas mãos e em suas roupas.

Esta história real, demonstra o quanto a obra de Deus na vida de alguém pode ser perturbada. Pelos seus próprios deslizes e pecados e por aqueles que, deveriam acompanhar, alimentar, sustentar, cuidar para que aqueles que caíram possam ser restaurados de fato (Gl 6.1-6).

É triste ter de constatar que existem pastores que agem desta maneira. Não se interessam pela vida de suas ovelhas como deveriam, se as veem nos cultos para eles é o que basta pois deduzem então de que tudo deve estar bem com elas e também acham que basta a palavra que pregam para acharem que aquela ovelha estará então ministrada em sua vida.

Nada mais enganoso. Na igreja de Cristo, os relacionamentos são fundamentais, como já dissemos aqui muitas vezes, para o crescimento mútuo. Não é o caso de a ovelha depender do pastor e isso se tornar uma situação de dependência extremada. Mas também não é o caso de o pastor se omitir quase que totalmente da vida daquele irmão que caiu e absolutamente não se interessar em ter uma conversa mais aprofundada com ele, pois cumprimentos, meros apertos de mão ou abraços não significam absolutamente mutualidade ou interação de vidas.

Falha o pastor que assim procede. Falha em seu papel de pai espiritual. E que não dê desculpas sem fundamento de que a igreja cresceu, são muitos os membros e ele não pode visitar. Porventura Deus não o chamou para isso (Jo 21.15-17) ?

Apascentar ovelhas. Isto falta na igreja de hoje muitas vezes. O discipulado autêntico necessita de que pastores autênticos não somente falem sobre isso mas que pratiquem isso. Se a igreja é grande, ele deve, além de dar o exemplo, ensinar aos seus co-pastores e obreiros que isso deve ser feito. Era assim que Jesus fazia com os doze apóstolos.

Meu irmão, é meu desejo em Cristo que se você está passando por situação semelhante, tenha paciência, não deixe de orar a Deus, medite na Palavra e ore pelo pastor e pela igreja.

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo seja com todos, Amém!


Um comentário:

Manoel José de Santana(Manoel Limoeiro) disse...

Obrigado amigo pela sua visita. Teus blogs são 10. Meus parabéns e que Deus ti mantenha assim. Um abraço de Manoel Limoeiro de Recife-PE.