sábado, 8 de janeiro de 2011

O discípulo e a aplicação diária da cruz - DISCIPLINA


Postamos uma série de mensagens neste espaço sob o título - "Contra quem o discípulo deve lutar" onde falávamos da luta do crente contra seus três inimigos, o mundo, a carne e o diabo. Em 11 de dezembro de 2010, escrevíamos o último desta série exatamente falando sobre a carne. E discorríamos de que há provisão na luta conta este inimigo e esta provisão consiste em nos apropriarmos dos benefícios da morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário. E é sobre isso que que queremos abordar a partir de hoje.

A disciplina na vida do discípulo de Cristo é notificada nas Escrituras. É algo desejável, assim como o atleta que de tudo se abstém visando alcançar seu prêmio (1Co 9.24,25), ou, o soldado que tudo faz para agradar ao seu comandante (2Tm 2.3-5). Após, ter sido salvo e santificado, necessária é a disciplina na vida de todo cristão. Não podemos viver a vida que o Senhor tenciona para nós sem nos abstermos daquilo que Lhe desagrada. E a aplicação diária dos efeitos da morte de Cristo no Calvário estão disponíveis para todo aquele que almeja crescer na comunhão com o Senhor.

Entendamos que o velho homem está morto. Cristo tomou toda nossa pecaminosidade, nossos pecados e transgressões e levou-a ao Calvário. Porém, cabe a cada um de nós aceitar esta verdade, de que unidos a Cristo, morremos, e confiar plenamente que o Espírito Santo tornará isto real em nossa experiência diária. Poderemos assim seguir em frente e fazer aquilo que a Bíblia ensina a realizarmos: "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 6.11).

Na santificação, nossa natureza humana não é erradicada. Mas sim, ocorre a purificação do pecado em nossa vida. Ocorre uma mudança de relação. Isto é o efetivo efeito do que Cristo realizou na cruz. Vemos um exemplo desta obra de Deus em nossas vidas quando Jesus libertou o endemoninhado gadareno (Mc 5). Ninguém poderia domá-lo, era feroz e agressivo devido à presença de demônios que habitavam seu corpo. Não conseguiam prendê-lo e era temido por todos. Quando Jesus o libertou, ficou assentado calmamente aos pés do Senhor. Quando relacionado com o diabo, era uma pessoa agressiva, indomável, incontrolável e perigosa. Tendo sido curado e libertado daquela escabrosa situação de relacionamento com Satanás e agora relacionado com Cristo, torna-se dócil, inofensiva e sossegada. Este homem continuou a mesma pessoa, mas ocorrera uma mudança de relacionamento que proporcionou-lhe sua completa libertação e purificação. Ocorre assim conosco também em nossa vida cristã.

Precisamos crescer em nossa vida com Cristo. Tendo ocorrido a regeneração, fomos santificados pelo sangue de Jesus, fomos libertados do jugo do diabo e agora deveremos viver a vida cristã, a vida de discipulado autêntico negando-nos a nós mesmos a cada dia, para que de fato, torne-se efetiva a obra da cruz. A palavra de Lc 9.23 é bem apropriada para este momento: "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a cada dia a sua cruz, e siga-me." Esta é a disciplina que deveremos ter. O apóstolo Paulo falou também em 1Co 9.23-27 sobre esta negação pessoal quando disse que esmurrava o seu corpo e o reduzia a escravidão.

De maneira clara a Palavra de Deus fala então da necessidade de disciplina pessoal. Para que efetivamente, os efeitos salutares da obra da cruz sejam notórias em nossas vidas, devemos proceder em tudo como está escrito em Fp 2.12b: "....operai vossa salvação com temor e tremor", ou seja, fazer a parte que nos compete na vida cristã, conforme diz 1Pe 4.2: "Para que, no tempo que nos resta na carne, não vivamos mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus."

Somente dessa forma viveremos para Deus e não para nós mesmos. Não andaremos segundo o proceder do velho homem, a carne, a natureza decaída no pecado, mas andaremos segundo o Espírito de Deus (Rm 8.12,13; Gl 5.16,17). Na luta contra a carne, deveremos atentar para as disciplinas da oração, do jejum, da leitura e meditação nas Escrituras, tudo isto também por si só já constitui-se em renúncia pessoal, porque naturalmente fugimos destas necessárias disciplinas para satisfazer aos apelos carnais.

Na semana vindoura abordaremos a aplicação diária da cruz - sacrifício. Que o Deus de toda graça te abençoe de forma inigualável.


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