domingo, 13 de junho de 2010

Paulo e o discipulado: Algumas lições (2)


Em nossa última postagem, falamos do apóstolo Paulo, de como em sua conversão, deu-nos exemplos preciosos de submissão, em sua chamada e início de vida cristã, sendo discipulado por Barnabé. Faremos bem em observar em nossa própria caminhada como o Senhor este exemplo de Paulo e hoje queremos dar continuidade, falando do envolvimento de Paulo com missões e o exercício de seu apostolado entre os gentios.

Vimos que Paulo e Barnabé estavam na igreja de Antioquia e ali ensinaram muitas pessoas (At 11.26). Os líderes desta igreja resolveram então enviar ambos a Jerusalém, com donativos para ajudar os irmãos ali, conforme a profecia de Ágabo (11.27-30). De retorno a Antioquia, trazem consigo a João Marcos, sobrinho de Barnabé (12.25; Cl 4.10). A igreja de Antioquia resolveu desde o início seguir as diretrizes do Espírito Santo e por isso, submissos à Sua voz, enviam a Paulo e Barnabé aos gentios. Sobre a chamada de Paulo para o ministério entre aqueles, já havia sido vaticinado pelo Senhor a Ananias em Atos 9.15, principalmente no que disse Paulo em Atos 13.46,47. Aprendemos aqui a lição da sujeição ao chamado de Deus para a obra missionária. Todos nós, discipulos de Cristo, igualmente deveríamos atentar para as ordens expressas de Jesus na Grande Comissão (Mt 28.20; Mc 16.15,16; At 1.8) e seguir o exemplo paulino. Docilmente sujeitou-se não só ao Espírito Santo, mas também à igreja que o enviara. Estava trabalhando ali, naquela notável igreja que possuía muitos profetas e doutores (mestres) Atos 13.1, como ele própria o era, mas foi sujeito à sua liderança e, após o retorno da primeira viagem que empreendera, prestou contas de tudo que fizera, Atos 14.27.

O apostolado de Paulo entre os não-judeus foi muito frutífero. Conforme Atos 13.5, ao chegarem, ele e Barnabé a Salamina, procuraram primeiramente pregar entre os judeus na sinagoga. O texto não fala sobre se algum judeu se convertera pela pregação de Paulo, mas fala de Sérgio Paulo, que era um procônsul, ou seja um oficial romano, que creu naquilo que era pregado, além de ver a manifestação do poder de Deus através de Paulo ao punir ao mago Barjesus. Em Antioquia da Pisídia, também pregaram primeiro aos judeus, (13.13-42). No verso 43, havia junto com os judeus, prosélitos, isto é, gentios piedosos que haviam se convertido ao Judaísmo. Mas nos versos seguintes, 44 a 50, dá-se a confirmação definitiva de que Paulo deveria pregar aos gentios, embora ainda visitasse nas outras localidades em primeiro lugar as sinagogas para pregar aos seus compatriotas (14.1; 17.1,10; 18.4,19; 19.8).

Aprendemos acerca da estratégia paulina, onde demonstra muito amor por seus irmãos judeus e igualmente aos não-judeus. Primeiro visitava as sinagogas, caso fosse rejeitado, voltava-se para os gentios da localidade, e nisto Deus confirmou amplamente, posto que muitos destes se converteram através da pregação de Paulo. Vemos como Deus direcionou Paulo nesta obra, porque, intentando fazer sua segunda viagem (15.36) disse: "E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão." Paulo tencionava visitar seus convertidos a fim de confirmá-los na fé (16.5). Aqui se nota algo que faz parte integral de todo discipulado: o acompanhamento de vidas. Depois de ganhá-los para Cristo, agora era hora de confirmá-los e isto ele procurou fazer.

É desta forma que temos o belíssimo e glorioso exemplo de Paulo, envolvido integralmente na obra de Deus, evangelizando e discipulando aos seus vários convertidos. Frisamos também que ele não descuidou da formação da liderança, exemplos vemos em Timóteo e Tito, aos quais dedicou cartas, inspiradas pelo Espírito Santo com vários ensinamentos sobre como deveriam exercer sua liderança e viver a vida cristã. Digno de nota também é o fato de que Paulo foi o escritor de pelo menos 13 cartas ou epístolas. Mas sobre isto, que refere-se ao pastoreio e ensino que Paulo efetivou, trataremos na próxima semana.

Deixamos a todos a benção aarônica: "O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz" (Nm 6.24-26).

Em o Nome de Jesus, amém!

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