domingo, 23 de maio de 2010

O discípulo de Cristo e seu desconforto no mundo


Somos peregrinos, aqui não é a nossa morada permanente. Nesta jornada pelo deserto desta vida, é notório o desconforto para o discípulo de Jesus. À semelhança do povo de Israel no deserto, o crente tem muitas situações nesta vida onde ele passará certamente por tribulações as mais variadas como foi com o povo no deserto, na falta de água e na falta de alimento. Mas o Senhor esteve presente com Seu povo e proveu maravilhosamente, em que pese as murmurações dos israelitas (Êx 16 e 17.1-7).

O discípulo de Jesus é peregrino, estrangeiro, forasteiro e viajante ao mesmo tempo. Deve conscientizar-se de sua efemeridade nesta vida. Sua passagem por este deserto, nada mais é do que a antecipação do glorioso momento de entrada à Terra Prometida, o céu. Todavia, mesmo enfrentando todo o desconforto desta jornada, pode regozijar-se em seu Senhor porque Ele prometeu: "...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt 28.20b). Deve estar plenamente consciente: aqui não é sua morada definitiva, não deve portanto apegar-se em demasia no que concerne as coisas daqui.

Existem oásis no caminho. Lugares onde pode descansar e refrigerar-se. A pregação da Palavra de Deus, a comunhão dos irmãos em Cristo, as consolações do Espírito Santo. Israel, no deserto, no transcorrer da jornada, encontrou paragens de descanso e refrigério (por exemplo, Êx 15.27). Mas, a Palavra de Deus através do profeta Miquéias diz-nos: "Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente" (Mq 2.10 - Almeida Revista e Corrigida). O discípulo de Cristo jamais pode esquecer de sua vocação celestial. Ele é cidadão de outra pátria, um lugar melhor que o Senhor Jesus já foi preparar (Hb 11.14-16; Jo 14.1-3).

Lembremo-nos constantemente, como plenos seguidores de Cristo Jesus, de que deveremos sempre nos regozijar em meio às agruras de nossa jornada. Precisamente por isso, Deus mandou que os israelitas celebrassem a Festa dos Tabernáculos, porque nesta festa eles rememorariam a cada ano, de que haviam sido estrangeiros e peregrinos na terra do Egito e que na jornada pelo deserto grande e terrível (Dt 8.15,16), o Senhor os havia sustentado e guiado milagrosamente. Por isso, a alegria, o regozijo, o louvor, deverão constituir-se marcas indeléveis de cada cristão nesta muitas vezes penosa jornada.

De fato, poderá o Senhor permitir a fome, ou alguma outra necessidade. Mas, lembremo-nos com fé, com alegria, com esperança renovada de suas promessas de presença constante conosco e de sustento. Leia com fé redobrada o que Moisés testificou aquela geração que estava prestes a entrar em Canaã (Dt 8.1-4). Ele é Pai, Ele precisa nos corrigir, nos castigar muitas vezes, mas continue lendo e anote o que esperava aquele povo na Terra Prometida (8.7-10). Veja a generosidade do Senhor, perceba o Seu zelo e amor por Seu povo, a recompensa de tantos anos de vagueação pelo deserto, logo estaria ali, diante dos olhos deles.

Discípulo de Jesus, lembre-se sempre disto: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2.9).

Vale a pena sermos pacientes em meio ao nosso momentâneo desconforto nesta vida. Deus já tem preparado coisas melhores. Siga firme seu caminho de discipulado cristão, seja cuidadoso e tenha fé no que Deus promete em Sua Palavra, para a glória do Nome precioso de Jesus, Amém!

Um comentário:

Ibimon Pereira Morais disse...

Paz do Senhor,

Mais uma vez parabéns, palavras que cativam nosso coração, que faz sentido ao colocar nossa fé em equilíbrio com nosso viver em Cristo.

Em Cristo,

Ibimon Pereira Morais

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