domingo, 16 de maio de 2010

A mente cativa do discípulo de Cristo


O discípulo de Jesus Cristo é aquele que exercita sua mente nas coisas que são do alto (Cl 3.1,2). É aquele que já deixou de lado os pensamentos fúteis e ofensivos à santidade divina que caracterizavam sua vida de outrora (Ef 2.3). É aquele que renovou sua mente por meio da Palavra de Deus (1 Pe 1.23, 25). Sua mente é a mente de Cristo (1 Co 2.16) e hoje está inteiramente cativa ao que orientam as Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamento.

Tudo o que fizer está baseado nesta gloriosa verdade. Agora, não mais servindo ao mundo e aos prazeres da carne (Ef 2.1-3), procura caminhar crescendo a cada dia no conhecimento e graça de Deus em Cristo (2 Pe 3.18). O autêntico discípulo de Jesus Cristo sabe, por experiência própria, de que se permanecer em contínua renovação de sua mente (Rm 12.2), só terá benefícios espirituais. Colherá muitos frutos em sua decisão de permanecer na dispensação do Espírito Santo, andando n'Ele e sendo guiado por Ele (Rm 8.14, Gl 5.16).

Tudo começa na mente. O apóstolo Paulo deixa bem clara esta questão da importância de uma mente renovada, não só no texto citado de Rm 12.2, mas em Fp 4.8 onde declina sobre o que verdadeiramente deveria ser de ocupação permanente em nossos pensamentos: "Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Em continuidade, aos crentes de Filipos que discipulara, após exortar sobre o que eles haviam aprendido, recebido, ouvido e visto nele, em Paulo, deveriam igualmente fazer "...e o Deus de paz será convosco"(4.9).

O grande diferencial para o seguidor de Cristo está naquilo que se passa em sua mente, em seus pensamentos. Sua consciência dá o selo da aprovação em seus atos porque anda em conformidade com o padrão divino. O crente é imitador de Deus (Ef 5.1). Sua fé é conservada e ele possui sim, uma boa consciência (1 Tm 1.19). É por isso, que após passar a seguir decisivamente a Cristo, ele de fato aborrece, conforme o caso, pai, mãe, mulher, filhos e filhas, irmãos e irmãs e até a si mesmo (Lc 14.26) porque passa a ser servo de Deus, portanto, com a incumbência santa de agradar ao Senhor e nisto podendo afirmar: Eu tenho a mente de Cristo (1 Co 2.16).

Seja, portanto meu amado irmão, zeloso em permanecer na graça de Deus que começou uma transformação radical em sua vida desde o dia em que aceitaste a Jesus Cristo como seu Único Senhor e Salvador (Fp 1.6). Ele continuará esta boa obra em ti e sempre estará a trabalhar nos recônditos de sua mente e coração se você sempre permitir, sempre der lugar ao Espírito Santo. Para ser um discípulo autêntico de Jesus, não menospreze o trabalho d'Ele em seus pensamentos. Procure prudentemente sempre levá-los cativos a Cristo (2 Co 10.5). Rejeite os raciocínios, conselhos e sofismas bem como toda arrogância da mente carnal (2 Co 10.5). Haverá certamente a produção abundante do fruto do Espírito (Gl 5.22) se assim você proceder.

Entre nós, seguidores do bendito Nazareno devem prevalecer o que Paulo recomenda aos crentes de Colossos porque isto encherá de tal forma nossa mente que ela será exercitada a sempre pensar na sublimidade da vida em Deus, uma mente ocupada de fato com as coisas do alto enquanto vive aqui embaixo: "A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (Cl 3.16,17).

Entregue totalmente sua mente a Cristo nesta semana. Honre a Ele com seus pensamentos. Siga-o nessa bendita perspectiva. Glorifique a Deus desta forma, amém.

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