domingo, 3 de fevereiro de 2013

O dever do discípulo de Jesus em domar sua língua


Se formos fazer uma pesquisa sobre os temas que abordamos em nossa conversação diária, facilmente poderemos constatar que gastamos muito tempo para falar de nossos semelhantes. Até aí tudo bem, não fora o fato de que, sendo a natureza humana como é, infelizmente falamos de outrem de forma negativa e irresponsável. O que causa espécie é saber que, mesmo crentes em Jesus Cristo, que estão procurando a cada dia ser mais parecidos com Ele, escorregam com relativa facilidade em suas palavras, faladas ou escritas, e pecam falando mal de seus irmãos, murmurando, caluniando, fofocando uns dos outros.

Mas não é somente de falar mal dos outros que a língua humana é condenada. O apóstolo Tiago dedicou todo um capítulo de sua epístola para condenar os pecados da língua. Ele disse: "Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar (Tg 3.8 - NTLH). Essa é uma verdade que experimenta-se todos os dias. Eu peco com minha língua não só por falar mal de meu semelhante (Tg 3.9; 4.11), como também por mentir, por gritarias raivosas, por insultos, por falar palavras indecentes ou manter conversas tolas e inadequadas (Ef 4.25,29, 31; 5.3,4).

O discípulo de Jesus Cristo precisa refletir seriamente sobre tudo isto. Precisa se conscientizar do fato indubitável de que, por si só, não conseguirá domar a sua língua, conforme ensina o apóstolo Tiago. Ele depende de uma força além de si mesmo para conseguir a proeza de dominar o indomável. A língua além de ser difícil de se dominar, é cheia de peçonha mortal, ou seja, é venenosa em sua essência. O pecado fez isto na natureza humana, de maneira que, qualquer homem ou mulher estão sujeitos à ditadura de sua língua pecaminosa.

Mas a beleza do Evangelho é que ele apresenta a possibilidade de alguém, que crê em seu poder, no poder de nosso Senhor Jesus Cristo, de viver de maneira a glorificar a Deus tendo por consequência uma língua dominada pelo Espírito Santo. Se a Palavra de Deus diz que devemos levar cativo todo pensamento a Cristo (2Co 10.5) e/ou ter a mente de Cristo (1Co 2.16) significará portanto uma boa expectativa em se ter uma linguagem sã (Tt 2.8), porque o Senhor disse muito bem: "O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca"  (Lc 6.45).

O Espírito de Deus habita no crente e perfeitamente pode lhe equipar com o poder necessário para que este não tropece nos pecados da língua. "Digo porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16). O discípulo de Cristo tem a graça necessária de Deus para domar a sua língua indomável. Para falar palavras agradáveis a outrem. Para abençoar vidas com palavras que edifiquem, que alimentem a alma do outro. Provérbios 25.11: "Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo."

A sabedoria personificada em Provérbios 8 diz que abriria sua boca para proferir a equidade e a verdade, os seus lábios abominariam a impiedade, as palavras de sua boca seriam todas justas não havendo nenhuma coisa tortuosa nem pervertida e seriam palavras retas para os que a entendessem bem e justas para os que achassem o conhecimento (Pv 8.6-9). 

É vontade de Deus que sejamos justos em todas as palavras de nosso linguajar diário. Ele prometeu que um dia julgaria os homens por todas as palavras frívolas que tivessem pronunciado (Mt 12.37; Ef 5.6; Ap 22.18,19). Sendo assim, ao crente está imposta a ordem do Senhor para ter palavras agradáveis em seus lábios, palavras de vida, palavras de benção, palavras de paz. Ter uma língua dominada pelo Espírito Santo é fundamental ao cristão.

O Senhor diz: "O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio" (Pv 8.13). E ainda: "Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra, assim sejam poucas as tuas palavras" (Ec 5.2).

Que todo discípulo de Cristo, incluso esse que vos escreve,  que porventura tenha lido essa breve reflexão, possa considerar em oração o que tem falado. Qual tem sido o tipo e a qualidade de suas palavras diárias? Visto que estamos na presença contínua de Deus, temos procurado domar nossa língua indomável com a preciosa ajuda do Espírito Santo? Conversão a Cristo implica seriamente em conversão de nossa linguagem cotidiana, sem dúvida alguma.

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia. Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. A língua benigna é árvore de vida, mas a perversidade nela deprime o espírito" (Pv 15.1-4).

Discípulo de Cristo, conceda o Senhor a ti uma língua convertida e palavras que somente venham glorificar  ao nosso Mestre. Que Ele a todos abençoe dessa maneira. Amém! 















4 comentários:

Joary Carlesso disse...

Paz do Senhor meu filho!

Irmão Cícero, seu blog está muito bom... as postagens edificantes e a temática maravilhosa, discipulado.

Que Deus continue te usando e abençoando nessa empreitada.
Forte abraço,

Pr. Joary Jossué Carlesso
www.discipuladojoinville.blogspot.com

Amanda Lemos disse...

Gostei muito do que vi !
Muito difícil encontrar espaços bacanas como este :_)

Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir...

http://bolgdoano.blogspot.com.br/

Agradeço desde já !

Levy Muller disse...

E' realmente um desafio controlar a cada minuto o que a boca diz. E a boca sempre fala do que o coraçao esta cheio.

Observatório Teológico disse...

Agradeço a visita de cada um de vocês em meu espaço, Joary, Amanda e Levy, Deus vos abençoe ricamente !!!

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