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O discípulo, cooperador de Deus

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A obra de Deus sempre é feita à maneira de Deus. Porém, sempre é feita à duas mãos, ou seja, Deus e você. Você, querido discípulo de Jesus Cristo é cooperador de Deus, veja: "Porque nós somos cooperadores de Deus" (1Co 3.9a). A cooperação para a realização de algo tão sublime, a expansão do Reino de Deus, não pode ser feita isoladamente. Deus por meio de Seu Filho, levou a cabo a obra de redenção na cruz do Calvário, sem participação humana, mas agora, nos chama e nos envia para cooperar na proclamação do Evangelho, Jo 17.18: "Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo." O discípulo de Jesus deve estar consciente desta verdade. O apóstolo Pedro escreveu: "Aos quais (referindo-se aos profetas do AT) foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que (os apóstolos), pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjo...

Paulo e o discipulado: Algumas lições (3)

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Finalizando estas reflexões sobre a vida de Paulo e o que podemos dele aprender para nossa vida como seguidores de Jesus Cristo, queremos desta feita falar de Paulo atuando no past oreio e no ensino . Vimos anteriormente que Paulo foi submisso a ser discipulado por Barnabé e aprendemos também como Paulo destacou-se em cumprir o ide de Jesus, ao lançar-se com denodo à obra missionária. Se há um outro aspecto brilhante da vida de Paulo, isto sem dúvida encontra-se em seu coração de pastor/mestre. Não se contentou somente em ir e ganhar almas para o Reino de Deus. Não somente ganhou como pastoreou. Ele retornou às localidades onde tinha feito discípulos para Cristo para confirmá-los na fé (At 15.36; 16.4,5). Quando encontrava-se em Corinto (At 18.11), e em Éfeso (At 19.1-10), Paulo entregou-se à obra pastoral com plena dedicação. Aquelas igrejas precisavam ser alicerçadas na fé cristã e Paulo a elas dedicou mais tempo. Em Corinto ficou por 1 ano e meio e em Éfeso, dois anos. Apre...

Paulo e o discipulado: Algumas lições (2)

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Em nossa última postagem, falamos do apóstolo Paulo, de como em sua conversão, deu-nos exemplos preciosos de submissão, em sua chamada e início de vida cristã, sendo discipulado por Barnabé. Faremos bem em observar em nossa própria caminhada como o Senhor este exemplo de Paulo e hoje queremos dar continuidade, falando do envolvimento de Paulo com missões e o exercício de seu apostolado entre os gentios. Vimos que Paulo e Barnabé estavam na igreja de Antioquia e ali ensinaram muitas pessoas (At 11.26). Os líderes desta igreja resolveram então enviar ambos a Jerusalém, com donativos para ajudar os irmãos ali, conforme a profecia de Ágabo (11.27-30). De retorno a Antioquia, trazem consigo a João Marcos, sobrinho de Barnabé (12.25; Cl 4.10). A igreja de Antioquia resolveu desde o início seguir as diretrizes do Espírito Santo e por isso, submissos à Sua voz, enviam a Paulo e Barnabé aos gentios. Sobre a chamada de Paulo para o ministério entre aqueles, já havia sido vaticinado pelo Senh...

Paulo e o discipulado: Algumas lições (1)

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A vida do apóstolo Paulo inspira-nos de muitas formas. Acredito que, sem menosprezarmos a qualquer outro dos apóstolos tais como Pedro ou João, vemos em Paulo a expressão quase perfeita do que seja um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Eu disse "quase perfeita" porque não poderemos presumir perfeição em qualquer sentido nesta vida. Mas, como disse o próprio Paulo em Fp 3.11,12: "Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus." Paulo, desde sua conversão no caminho de Damasco (At 9) continuará sendo para todos nós, o grande exemplo de dedicação, zelo e amor à causa do Evangelho de Cristo. Sua humildade foi notória desde o princípio. Submeteu-se aos Senhor e aos demais discípulos aos quais antes perseguira com feroz abnegação (At 8.1-3; 22.4,5; 26.9-11; 1Co 15.9; Fp 3.6; 1Tm 1.12,13). Nestas passagens, faz a...

O discípulo de Cristo e seu desconforto no mundo

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Somos peregrinos, aqui não é a nossa morada permanente. Nesta jornada pelo deserto desta vida, é notório o desconforto para o discípulo de Jesus. À semelhança do povo de Israel no deserto, o crente tem muitas situações nesta vida onde ele passará certamente por tribulações as mais variadas como foi com o povo no deserto, na falta de água e na falta de alimento. Mas o Senhor esteve presente com Seu povo e proveu maravilhosamente, em que pese as murmurações dos israelitas (Êx 16 e 17.1-7). O discípulo de Jesus é peregrino, estrangeiro, forasteiro e viajante ao mesmo tempo. Deve conscientizar-se de sua efemeridade nesta vida. Sua passagem por este deserto, nada mais é do que a antecipação do glorioso momento de entrada à Terra Prometida, o céu. Todavia, mesmo enfrentando todo o desconforto desta jornada, pode regozijar-se em seu Senhor porque Ele prometeu: "...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt 28.20b). Deve estar plenamente consc...

A mente cativa do discípulo de Cristo

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O discípulo de Jesus Cristo é aquele que exercita sua mente nas coisas que são do alto (Cl 3.1,2). É aquele que já deixou de lado os pensamentos fúteis e ofensivos à santidade divina que caracterizavam sua vida de outrora (Ef 2.3). É aquele que renovou sua mente por meio da Palavra de Deus (1 Pe 1.23, 25). Sua mente é a mente de Cristo (1 Co 2.16) e hoje está inteiramente cativa ao que orientam as Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Tudo o que fizer está baseado nesta gloriosa verdade. Agora, não mais servindo ao mundo e aos prazeres da carne (Ef 2.1-3), procura caminhar crescendo a cada dia no conhecimento e graça de Deus em Cristo (2 Pe 3.18). O autêntico discípulo de Jesus Cristo sabe, por experiência própria, de que se permanecer em contínua renovação de sua mente (Rm 12.2), só terá benefícios espirituais. Colherá muitos frutos em sua decisão de permanecer na dispensação do Espírito Santo, andando n'Ele e sendo guiado por Ele (Rm 8.14, Gl 5.16). Tudo come...

Fracassos previsíveis na vida de um discípulo (7)

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Finalizando esta série, refletiremos sobre a falta de discernimento espiritual . Mas o que significa o vocábulo discernir ? Segundo o Dicionário Aurélio, esta palavra é sinônimo de discriminar, separar, distinguir, apreciar, medir, ver claro, ver bem. E o que seria então o discernimento espiritual? Segundo, Barro e Zabatiero, "discernimento espiritual é uma ação crítica do cristão, iluminado pelo Espírito Santo, que busca autenticidade (verdade) para vivenciar a vontade de Deus" (in, Discernimento Espiritual, Abba Press, 1995, p. 10). Isto posto, fica então a questão se um discípulo de Cristo poderá porventura servír a Deus de forma segura se não exercitar esta fundamental qualidade. Continuaremos a reflexão, baseados nos autores Barro e Zabatiero, posto que possuem insights muito importantes sobre o tema em sua já referida obra. O que não seria o discernimento espiritual? Ele não é adivinhação ; muito menos intuição ; e também não é oportunismo. Não poderemos confundir co...