sábado, 29 de outubro de 2011

Discípulo, dê um descanso ao seu stress


Vivemos dias em que o stress se tornou comum. Mas o que é o stress? Constitui-se em uma resposta às pressões que desequilibram nossas vidas. O dicionário o define como qualquer força exercida sobre um corpo (ou entidade) que tende a comprimir ou alterar a sua forma.

Especialmente nas grandes cidades, a vida que levamos de forma corrida, acarreta muito stress. Todavia, não devemos considerar que o stress seja sempre nos seja prejudicial. Na verdade, estaremos sempre respondendo a uma pressão aguda, preparando-nos para atacar ou fugir. Em si mesmo o stress não pode ser considerado destrutivo. A pressão que estamos sujeitos, os desafios, nos motivam, nos estimulam, nos ajudam a produzir. O discípulo de Jesus Cristo precisa estar consciente disso de forma ampla.

O homem está sujeito a desafios e mudanças. Tudo isso nos pressiona e gera stress. Todavia, deve haver a consideração que Deus usa isso para nos fazer crescer. Não podemos entrar na via da inevitabilidade do stress. Tanto Jesus como os doze discípulos tiveram muitos momentos estressantes. Conosco nos dias de hoje não é diferente.

Portanto, dileto e amado discípulo de Jesus considere o que disse o nosso amado Mestre: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) verte assim essa passagem: "Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo" (Jo 16.33).

Dar descanso ao nosso stress significa então entender claramente que passamos por situações de pressão que geram stress, que nem sempre nos são prejudiciais, entretanto, se a situação passar a um nível agudo, tenhamos fé em Jesus porque estando unidos a Ele, teremos a graça necessária diante de aflições e sofrimentos que nos sobrevenham.

"Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8.37). O discípulo de Cristo não precisa temer se uma situação fugir ao seu controle, se as pressões são intensas sobre ele. Por estar unido ao seu Senhor e Redentor, ele pode superar todas as situações estressantes pelas quais atravessar e sair mais amadurecido de todas elas.

Discípulo, creia no Senhor e enfrente com coragem todas as pressões porque Ele já venceu por você o mundo e portanto não temos nada a temer diante do stress de todo dia. Não se deixe abater. Coragem. Em o Nome de Jesus, amém!

domingo, 23 de outubro de 2011

Discipulado é transformação de caráter


Todo discípulo de Jesus Cristo está em uma jornada espiritual de crescimento. Ele sabe que enquanto vive nessa terra, tem por obrigação a busca desse crescimento e a consequente transformação conforme a semelhança de Cristo. Discipulado, em sua plena acepção significa nada menos do que isso - TRANSFORMAÇÃO DE CARÁTER!

Há cristãos que compreendem o discipulado como meramente um treinamento para ganhar almas para Jesus. Outros, entendem o discipulado como serviço social (servir sopão a moradores de rua, por ex.). Nada disso entretanto constitui-se na essência plena do discipulado autêntico, embora possam estar presentes. O que se busca é a transformação de caráter porque somos pecadores e após conhecermos a Jesus Cristo, obtendo a salvação de nossos pecados, precisamos em seguida entrar no processo santificatório e crescer em Jesus. Vai ocorrer a mudança interior gradativa, a substituição de nosso caráter afetado pelo pecado e a implementação de um caráter novo semelhante ao de Cristo Jesus.

É muito fácil termos uma conformidade exterior de acordo com a igreja ou comunidade de cristãos aos quais pertencemos. Nos ensinam que devemos, exteriormente, andar ou fazer tais e quais coisas para então sermos tidos como realmente crentes, além de sermos assim aceitos pelo grupo. Mas, falando em termos de discipulado verdadeiro, isso não consiste em ser discípulo de Cristo. O verdadeiro discipulado está muito além de mera conformidade externa. É algo mais profundo e que imprime a marca de Cristo em nosso coração. Nosso caráter nunca será igual ao de Jesus, se nosso seguir a Ele seja confundido com um conjunto de regras a serem religiosamente seguidas (Is 29.13; Mt 15.8,9; Mc 7.9).

Nosso evangelismo será muito mais efetivo porque muitas pessoas questionam o comportamento de muitos cristãos, visto que em nada são diferentes das pessoas do mundo. Essas pessoas perguntam: "No que eu serei convertido?" Então, se o discipulado for realmente constituído de transformação interior, de sermos semelhantes a Jesus no caráter e nas atitudes, conforme preconiza a Palavra de Deus, se as pessoas do mundo verem os cristãos como realmente diferentes em caráter, aceitarão a mensagem do Evangelho mais facilmente, porque perceberão que ele funciona nas vidas, que realmente há poder em seu conteúdo (Rm 1.16).

É urgente que reconheçamos a importância de entender essa verdade. Transformação de nosso caráter segundo o caráter de Cristo. Nisto consiste a essência do autêntico discipulado. Esta é a vontade de Deus para as nossas vidas. E nada tem a ver com religiosidades, igrejismos ou modismos gospel. Tudo isso, na verdade, conspira contra a essência do que devemos ser em Cristo.

Meditemos nas palavras do apóstolo Paulo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Rm 12.1,2).

Sejamos todos discípulos autênticos de Cristo, que possuem um caráter autenticamente transformado. Para a glória de Deus Pai, amém!

domingo, 16 de outubro de 2011

Os três possíveis níveis de discipulado


Quando falamos sobre o discipulado, devemos procurar compreender que existem níveis onde o discipulado acontece e onde ele se consuma. Existem três níveis ou dimensões de discipulado, o que ocorre no nível da grande multidão ou grande grupo, o que ocorre dentro de pequenos grupos, e o nível individual. Vamos tentar entender a cada um deles. Informo que não quero dogmatizar sobre o assunto, mas esse é um entendimento pessoal, fique bem claro.

Nível da grande multidão ou grande grupo - Refere-se ao fato de quando cremos em Jesus e passamos então a frequentar uma igreja. Estamos ali inseridos entre aquelas pessoas. Recebemos a pregação da Palavra de Deus, somos ministrados, louvamos ao Senhor com toda a congregação reunida, participamos da Ceia do Senhor, contribuímos financeiramente, oramos juntamente com os irmãos, enfim, estamos de alguma maneira recebendo de Deus, de Sua graça, sobre a nossa vida. Estamos sendo ministrados, estamos em fraternidade. Mas, infelizmente, esse nível não comporta tudo o que Deus tencionou para o nosso pleno crescimento e amadurecimento. Não deixa de ser uma espécie de discipulado sim, mas muito geral e superficial.

Nível de pequenos grupos - Aqui já ocorre uma mudança e tanto! Estamos no interior de um pequeno grupo. Onde ocorre uma abertura muito maior em termos de comunhão entre os membros do Corpo de Cristo e onde a informalidade é uma característica muito importante. No grande grupo, nos cultos ou celebrações com toda a igreja reunida, essa informalidade é muito pequena. Ali ouvimos com atenção a pregação do pastor e somos edificados. Mas sabemos que um único sermão não supre todas as necessidades espirituais dos discípulos de Cristo. Assim, as reuniões de pequenos grupos proporcionam a ambiência ideal para que possamos ter, por assim dizer, um tratamento mais individualizado. Ali somos ministrados mais eficazmente. Ali podemos falar, não nos limitamos a somente ouvir, como ocorre na dimensão do grande grupo. A koinonia a comunhão entre os membros do grupo é mais intensa, a proximidade facilita o processo e assim ocorrerá a mutualidade entre os membros do grupo pequeno, a dinâmica do "uns aos outros" acontece como consequência natural (algumas passagens que demonstram essa dinâmica, Rm 12.10; 15.7; Cl 3.16; 1 Ts 4.18; Hb 3.13). Aqui, portanto, o discipulado ocorre em um nível mais satisfatório por causa da proximidade entre as pessoas.

Nível individual - Esse é o desejável porque é o que realmente proporcionará o discipulado ideal. Mas igualmente, esse nível em relação aos demais é o que mais dificuldades trará para sua plena realização. Isto porque ele demanda tempo. E tempo hoje em dia tornou-se material escasso. Afinal, trabalho, estudos e estar com a família consomem boa parte do tempo disponível e o que resta é aproveitado para repor energias em sua maior parte. Assim, um trabalho de discipulado individualizado, ou seja, um a um, poderá sofrer, mas não tem de ser necessariamente assim, se os discípulos de Jesus considerarem a importância de um discipulado que possa acontecer em toda a sua amplitude.

Andar com alguém para aprender a ser como Jesus de Nazaré é realmente muito custoso. Não é um trabalho para ser feito como se fosse um encontro casual. É compromisso verdadeiro. Essa dimensão individual é, ao meu ver, ideal e superior à grande reunião congregacional, é óbvio, mas também está acima da reunião de pequenos grupos.

A Palavra de Deus demonstra essa dimensão de individualidade para um discipulado mais efetivo. Veja o caso de Moisés e Josué. Também Elias e Eliseu. E o apóstolo Paulo e seus vários discípulos individuais, tais como Timóteo, Tito, Silas e Lucas.

O Senhor Jesus atuou na dimensão dos três níveis de grupos. Para a grande multidão (Mc 2.13), para o pequeno grupo (Mc 3.13,14) e para o indivíduo (Lc 5.27,28). Verdade que vemos Jesus a ministrar nas passagens do NT muito mais vezes aos doze, porém não nos esqueçamos que dentre estes, haviam três mais chegados (Pedro, Tiago e João) e dentre esses vemos João, que estava sempre bem próximo a Jesus e Pedro ao qual Jesus ministrou individualmente muitas vezes. Portanto, cremos firmemente que o discipulado de forma plenamente individualizada é aquele que proporciona a condição sine qua nom para que sejamos revestidos do novo homem, criados segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.24).

É necessário usar a criatividade para que o tempo seja usado com sabedoria a fim de que ocorra esse tipo de discipulado que é muito salutar a todos os que estão nele envolvidos. É preciso também discernimento porque nem todos compreendem ou estão dispostos a submeterem-se a este modelo mais profundo, por assim dizer. Caminhar juntos, demonstrando virtudes mas também defeitos, demonstra amplamente de que somos vasos quebradiços de barro. Nenhum de nós é super-herói da fé, mas todos somos carentes da graça de Deus pelo fato de todos sermos pecadores.

Muitos mitos se desfazem nesse tipo de discipulado. Às vezes, temos a tendência de elevar aqueles que nos ministram, quer seja do púlpito ou até através da mídia e lhe damos uma dimensão de que realmente não são possuidores. O discipulado individualizado coloca essas coisas em seus devidos lugares. Como somos, apareceremos. Não há lugar para subterfúgios de qualquer espécie. O Espírito de Deus quer nos ministrar em nossa inteireza e não de maneira superficial. Precisamos considerar isso seriamente.

Que Deus abençoe você meu amado condiscípulo, e que todos nós sejamos semelhantes a Jesus Cristo, porque essa é afinal a vontade do Pai para nós. E isso pode acontecer por meio de um modelo de discipulado mais profundo como acabamos de expor. Amém!

domingo, 9 de outubro de 2011

Discipulado em um mundo em mudança


Não restam dúvidas de que as transformações pelas quais o mundo tem experimentado nessas últimas décadas, influenciam também o trabalho da Igreja, notadamente o discipulado. A ordem de Jesus para irmos, e fazermos discípulos dentre todas as etnias (Mt 28.19,20), ainda permanece. Logo, o discipulado a ser exercido deve considerar essas mudanças porque uma nova cultura emergiu dessas transformações, está aí e não pode ser negada em hipótese alguma.

O mundo mudou muito, principalmente nesses anos iniciais do século 21. Por isso, a igreja por meio de sua liderança juntamente com todos os discípulos de Jesus, precisa reavaliar constantemente o peso dessas transformações sobre o discipulado porque certamente este precisará passar por adequações necessárias.

Não se pode negar a repercussão dessa transformação na paisagem cultural ao nosso redor. Por isso, entender o que se passa deve ser a primeira reação de todos os que, sinceramente, pretendem cumprir o ide de nosso Senhor e assim, realizar um discipulado efetivo e de resultados permanentes.

Existem hoje ao nosso redor, por causa dessas mudanças, pessoas com dificuldades para confiar nas outras, intolerância em grau extremo ou, um tipo de tolerância que nada mais é que indulgência com o pecado. Igualmente, existe um questionamento sobre se realmente existe a chamada verdade absoluta, ou se o Evangelho é realmente "a verdade". Há toda uma sorte de problemas em famílias, com rejeições, traumas, problemas com uso de drogas. A Igreja tem de ministrar para esta geração, ela tem de aceitar as pessoas da maneira em que se encontram e efetivar um discipulado que lhes facilite a transformação pelo Espírito Santo à medida em que vão crescendo em seu relacionamento com Deus.

A década de 60 foi crucial para o início dessa mudança no mundo. A liberalização nos costumes e a rebeldia contra toda autoridade, inclusive e acima de tudo, a autoridade de Deus e de Sua Palavra, criaram o ambiente para tudo o que vemos hoje. Mas o Senhor nunca deixou de ficar sem testemunho (At 14.17) e hoje mais do que nunca temos a oportunidade de ministrar à nossa geração todo o conselho de Deus por meio do Evangelho (At 20.27).

Por isso, devemos nos esforçar por um discipulado autêntico. Não é o caso de falarmos às pessoas o que elas desejam ouvir. Podemos sim ter um ambiente agradável em nossas comunidades, uma boa música cristã, uso de multimeios, tudo isso para criar uma ambiência atrativa para aqueles que não conhecem a Jesus. Mas nunca, jamais, os conteúdos do Evangelho devem ser mudados para agradar ao homem pós-moderno. Como estamos em uma sociedade-supermercado, onde existem muitas opções, assim acontece no meio religioso, principalmente o meio religioso evangélico, com sua multiplicidade de igrejas e ministérios. Mas todos devem permanecer na pureza e simplicidade da pregação genuinamente cristã. Mudar isso significará aderir à filosofia cultural em derredor e o Evangelho será uma mensagem diluída, sem nenhum poder de transformação.

Vamos então discipular e se deixar ser discipulados na integralidade do que a Bíblia preconiza. As palavras de Deus nos bastam. Suas promessas nos confortam. Sua exortação nos corrige a rota. Andar com Jesus, aprender com Ele na comunhão dos santos, é uma experiência rica e transformadora. Essa transformação muda nossa vida para melhor e nos tira do fosso que a experiência pós-moderna pode nos arrastar.

Viver como discípulos autênticos num ambiente favorável para que isso seja facilitado, é nossa maior necessidade nesse mundo em transformação. As pessoas pós-modernas ligam nossa mensagem ao mensageiro, ou seja, deve haver um mínimo de coerência entre o que pregamos e o que vivenciamos. Também quero destacar que devemos ter uma postura de humildade porque a arrogância decididamente, não combina com os pretensos seguidores de Jesus. Ele ainda nos convida para sermos mansos e humildes de coração assim como Ele mesmo é (Mt 11.29).

Se assim agirmos, se nossa pregação e consequente discipulado tiver as marcas reais de Jesus Cristo, o Evangelho continuará a ser, como de fato o é, a mensagem que salva, liberta, esclarece, limpa, satisfaz e eleva o ser humano à sua dignidade original. O Inimigo tenciona destruir isso e enganosamente apregoa através do discurso pós-moderno de que o homem só se realizará se fizer tudo o que desejar sem nenhuma espécie de restrição. Isso já tem se provado no decorrer dessas últimas quatro décadas de que é um engano altamente destrutivo e que tem trazido o caos para nossa civilização como um todo.

Sejamos discípulos autênticos. E ministremos autenticamente para gerar novos discípulos igualmente. Para glória de Jesus Cristo. Amém!

domingo, 2 de outubro de 2011

O que o discípulo de Jesus pode aprender com as orações da Bíblia - 5


Com a reflexão de hoje, estarei encerrando esse singelo estudo sobre a oração. Hoje falarei do quinto aspecto que deve constar na oração de todo o discípulo de Jesus, que é a adoração. Falei sobre a intercessão, a petição, as ações de graça, a confissão e encerramos o ciclo hoje com a adoração.

No livro de Neemias, encontramos um modelo de oração de adoração que nos constrange a fazer da mesma maneira. Aquele povo regressara do exílio em Babilônia e agora, sob a direção do servo de Deus, Neemias, ouvira a leitura da Lei por Esdras e participara da celebração da Festa dos Tabernáculos, no sétimo mês, durante a primeira semana do mês (Ne 8). Quinze dias depois (Ne 9.1), ajuntara-se o povo com jejum e saco e traziam terra sobre si, denotando a condição de penitência, de contrição, diante do Senhor. Estavam de pé na presença de Deus, separados de todos os estrangeiros, fizeram confissão de seus pecados e das iniquidades de seus pais em arrependimento e humilhação. Leram no livro da Lei em uma parte do dia e na outra fizeram confissão e ADORARAM ao Senhor seu Deus. Leiamos: "E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do Senhor seu Deus uma quarta parte do dia; e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor seu Deus" (Ne 9.3).

O texto diz claramente: "...e adoraram ao Senhor seu Deus." Isso se dá em seguida quando um grupo de levitas disse: "Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda benção e louvor" (v.5b).

Os israelitas então não estavam desapercebidos, mas desde o cap. 8 do livro de Neemias, nós lemos que o mês sétimo, que é o mês de Tisri, no calendário judaico, desde o primeiro dia desse mês, o povo estava reunido e contrito diante do Senhor. Como foi dito, ouviram a leitura da Lei por Esdras, o escriba, celebraram a Festa dos Tabernáculos com grande alegria e agora, ainda no mesmo mês, foram novamente reunidos para confissão de pecados, leitura da Lei e agora iriam adorar ao Senhor.

Neemias 9.6: "Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora." Esses oito levitas (v.5) reconhecem que só o Senhor é Deus (1 Re 18.39). Reconhecem que somente Ele é o Criador de todas as coisas, nos céus, na terra e nos mares (Is 40.26,28; 41.20; 43.15; 45.12; Ap 10.6). Também reconhecem que Deus é adorado pelas cortes celestiais (Is 6.1-4; Ap 4.1-11; 5.7-14; 7.9-12; 11.15-19; 19.1-10).

O que aprendemos então disso? Como nós, discípulos de Jesus Cristo, podemos entender dessas passagens?

A grande lição que subjaz em todos os textos citados: SOMENTE O SENHOR É DIGNO DE SER LOUVADO E ADORADO!

Como seguidores de Jesus, sempre e sempre deveremos nos prostar para reverenciar e adorar Àquele que tudo fez por nós. Em nossa vida de oração, a adoração, o louvor, devem ser uma constante. Também, no contexto total de nossa existência, deveremos ser adoradores. Os vários textos do livro de Apocalipse citados mostram como os seres celestiais e os remidos louvavam ao Senhor, adorando-O por Quem Ele é e pelos seus feitos. Diante de Sua Augusta Presença, nossa postura deve ser de plena adoração.

Exemplos para nós dessa condição total de adoradores encontramos no homem ao qual sua filha havia morrido (Mt 9.18), na mulher cananéia (Mt 15.25). Ambos adoraram a Jesus. Vemos a mulher que andava encurvada, o qual Jesus curou instantaneamente e em seguida glorifica a Deus (Lc 13.10-13). Vemos como o ex-cego de nascença adora a Jesus após tomar conhecimento de que estava diante do próprio (Jo 9.35-38). E até mesmo os demônios adoram a Cristo, reconhecendo prontamente Quem Ele era, o Filho do Deus Altíssimo (Mc 5.1-9).

Nossas orações devem estar impregnadas de adoração. Confessamos sim nossos pecados, intercedemos pelas necessidades, fazemos nossas petições, agradecemos pelas bençãos dispensadas, mas devemos adorar a Deus, porque Quem Ele é.

O livro de Salmos pode ser usado por todo servo de Deus para adorá-Lo, porque os salmistas expressavam com muita profundidade sua devoção ao Senhor. Eles convidam: "Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemos diante do Senhor que nos criou" (Sl 95.6).

Portanto, adoração sempre, em todo tempo. Orando e adorando. Adorando e orando. Porque o Senhor é digno. Porque Ele quer ser adorando, Ele recebe nossa adoração. Adoremos ao que nos criou e nos redimiu, hoje, em nossa vida terrena, e para sempre, quando nos reunirmos juntamente com todos os remidos de todas as épocas e lugares e toda a corte celestial (Hb 12.22,23). Lembremo-nos e proclamemos continuamente o que Paulo disse em Rm 11.36: "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." E também em 1Tm 1.17: "Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém."

Que o Senhor, que é digno de toda a nossa adoração, possa te abençoar nessa semana. Que você possa adorá-Lo ao orar e no todo de seu cotidiano. Amém!

O Discípulo e as Bênçãos da Salvação

Das muitas, inumeráveis e abundantes reflexões que a Palavra de Deus proporciona a todos nós, discípulos de Cristo, está o que concerne...