domingo, 30 de maio de 2010

Paulo e o discipulado: Algumas lições (1)


A vida do apóstolo Paulo inspira-nos de muitas formas. Acredito que, sem menosprezarmos a qualquer outro dos apóstolos tais como Pedro ou João, vemos em Paulo a expressão quase perfeita do que seja um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Eu disse "quase perfeita" porque não poderemos presumir perfeição em qualquer sentido nesta vida. Mas, como disse o próprio Paulo em Fp 3.11,12: "Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus." Paulo, desde sua conversão no caminho de Damasco (At 9) continuará sendo para todos nós, o grande exemplo de dedicação, zelo e amor à causa do Evangelho de Cristo.

Sua humildade foi notória desde o princípio. Submeteu-se aos Senhor e aos demais discípulos aos quais antes perseguira com feroz abnegação (At 8.1-3; 22.4,5; 26.9-11; 1Co 15.9; Fp 3.6; 1Tm 1.12,13). Nestas passagens, faz a humilde confissão de que perseguiu de fato a Igreja. E lemos que, do momento de sua conversão em diante, submete-se aqueles que antes intentara perseguir em Damasco: Ananias (At 9.10-18) e outros discípulos que ali viviam, que lhe foram companhia e lhe ajudaram a fugir da cidade por causa da perseguição que cedo já começava a ser alvo (At 9.19-25).

Fugindo para Jerusalém, tenta sem sucesso ajuntar-se aos discípulos que estavam ali, mas que não acreditavam em sua conversão a Jesus (At 9.26). Então surge a figura benfazeja de Barnabé. Este homem de Deus foi levantado para ajudar a Paulo em seus primeiros passos na fé. Pode-se afirmar que ele foi o discipulador de Paulo, alguém que lhe foi bem chegado, o texto de At 9.27, diz que Barnabé "tomou Paulo consigo" e muito ajudou-o. Levou-o aos apóstolos e testemunhou como Paulo vira o Senhor no caminho de Damasco e como nesta cidade começou a pregar ousadamente em nome do Senhor. Este Barnabé foi um discipulador ideal para o apóstolo Paulo, vejamos as características de Barnabé: segundo At 11.24, era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé e tinha o dom da exortação (v.23); era um homem liberal (At 4.36,37); era uma influência inspiradora (11.25,26); era homem de confiança (11.29,30); tinha visão missionária (13.2). Vemos claramente o caráter deste homem, quando em At 11.25 é dito que ele partiu para Tarso à procura de Paulo. Não era egoísta, compreendeu a chamada de Paulo para a obra de Deus e o potencial que possuía.

Quanto a Paulo, este sujeitou-se ao discipulado de Barnabé. Compreendeu que Deus levantara este companheiro fiel para ajudar-lhe em seus primeiros passos, muito embora na epístola aos Gálatas, Paulo afirme que o Senhor Jesus Cristo mesmo revelara o Evangelho por ele anunciado, ou seja, não fora Barnabé que lhe ensinara isto, mas o papel de Barnabé, foi de ser um companheiro em seus primeiros passos, cuidando de introduzí-lo no círculo dos apóstolos em Jerusalém, o que efetivamente ele o fez como já mencionado (At 9.27) e também na igreja de Antioquia, tornando-se ambos discipuladores daquela numerosa multidão que se convertia a Jesus (At 11.26).

Em próximas reflexões, veremos o que Deus continuou a fazer na vida de Paulo, o que para nós constitui-se, creio, em um verdadeiro manual de discipulado. A vida de Paulo é um exemplo tremendo de sujeição ao Senhor e encerra muitas lições preciosas para nós.

Continue conosco na próxima semana, Deus abençoe você em sua caminhada diária na fé em Jesus, submeta-se inteiramente a Ele como Paulo fez desde o princípio de sua conversão.

Com um sincero Shalom,

Cicero

domingo, 23 de maio de 2010

O discípulo de Cristo e seu desconforto no mundo


Somos peregrinos, aqui não é a nossa morada permanente. Nesta jornada pelo deserto desta vida, é notório o desconforto para o discípulo de Jesus. À semelhança do povo de Israel no deserto, o crente tem muitas situações nesta vida onde ele passará certamente por tribulações as mais variadas como foi com o povo no deserto, na falta de água e na falta de alimento. Mas o Senhor esteve presente com Seu povo e proveu maravilhosamente, em que pese as murmurações dos israelitas (Êx 16 e 17.1-7).

O discípulo de Jesus é peregrino, estrangeiro, forasteiro e viajante ao mesmo tempo. Deve conscientizar-se de sua efemeridade nesta vida. Sua passagem por este deserto, nada mais é do que a antecipação do glorioso momento de entrada à Terra Prometida, o céu. Todavia, mesmo enfrentando todo o desconforto desta jornada, pode regozijar-se em seu Senhor porque Ele prometeu: "...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mt 28.20b). Deve estar plenamente consciente: aqui não é sua morada definitiva, não deve portanto apegar-se em demasia no que concerne as coisas daqui.

Existem oásis no caminho. Lugares onde pode descansar e refrigerar-se. A pregação da Palavra de Deus, a comunhão dos irmãos em Cristo, as consolações do Espírito Santo. Israel, no deserto, no transcorrer da jornada, encontrou paragens de descanso e refrigério (por exemplo, Êx 15.27). Mas, a Palavra de Deus através do profeta Miquéias diz-nos: "Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente" (Mq 2.10 - Almeida Revista e Corrigida). O discípulo de Cristo jamais pode esquecer de sua vocação celestial. Ele é cidadão de outra pátria, um lugar melhor que o Senhor Jesus já foi preparar (Hb 11.14-16; Jo 14.1-3).

Lembremo-nos constantemente, como plenos seguidores de Cristo Jesus, de que deveremos sempre nos regozijar em meio às agruras de nossa jornada. Precisamente por isso, Deus mandou que os israelitas celebrassem a Festa dos Tabernáculos, porque nesta festa eles rememorariam a cada ano, de que haviam sido estrangeiros e peregrinos na terra do Egito e que na jornada pelo deserto grande e terrível (Dt 8.15,16), o Senhor os havia sustentado e guiado milagrosamente. Por isso, a alegria, o regozijo, o louvor, deverão constituir-se marcas indeléveis de cada cristão nesta muitas vezes penosa jornada.

De fato, poderá o Senhor permitir a fome, ou alguma outra necessidade. Mas, lembremo-nos com fé, com alegria, com esperança renovada de suas promessas de presença constante conosco e de sustento. Leia com fé redobrada o que Moisés testificou aquela geração que estava prestes a entrar em Canaã (Dt 8.1-4). Ele é Pai, Ele precisa nos corrigir, nos castigar muitas vezes, mas continue lendo e anote o que esperava aquele povo na Terra Prometida (8.7-10). Veja a generosidade do Senhor, perceba o Seu zelo e amor por Seu povo, a recompensa de tantos anos de vagueação pelo deserto, logo estaria ali, diante dos olhos deles.

Discípulo de Jesus, lembre-se sempre disto: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2.9).

Vale a pena sermos pacientes em meio ao nosso momentâneo desconforto nesta vida. Deus já tem preparado coisas melhores. Siga firme seu caminho de discipulado cristão, seja cuidadoso e tenha fé no que Deus promete em Sua Palavra, para a glória do Nome precioso de Jesus, Amém!

domingo, 16 de maio de 2010

A mente cativa do discípulo de Cristo


O discípulo de Jesus Cristo é aquele que exercita sua mente nas coisas que são do alto (Cl 3.1,2). É aquele que já deixou de lado os pensamentos fúteis e ofensivos à santidade divina que caracterizavam sua vida de outrora (Ef 2.3). É aquele que renovou sua mente por meio da Palavra de Deus (1 Pe 1.23, 25). Sua mente é a mente de Cristo (1 Co 2.16) e hoje está inteiramente cativa ao que orientam as Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamento.

Tudo o que fizer está baseado nesta gloriosa verdade. Agora, não mais servindo ao mundo e aos prazeres da carne (Ef 2.1-3), procura caminhar crescendo a cada dia no conhecimento e graça de Deus em Cristo (2 Pe 3.18). O autêntico discípulo de Jesus Cristo sabe, por experiência própria, de que se permanecer em contínua renovação de sua mente (Rm 12.2), só terá benefícios espirituais. Colherá muitos frutos em sua decisão de permanecer na dispensação do Espírito Santo, andando n'Ele e sendo guiado por Ele (Rm 8.14, Gl 5.16).

Tudo começa na mente. O apóstolo Paulo deixa bem clara esta questão da importância de uma mente renovada, não só no texto citado de Rm 12.2, mas em Fp 4.8 onde declina sobre o que verdadeiramente deveria ser de ocupação permanente em nossos pensamentos: "Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Em continuidade, aos crentes de Filipos que discipulara, após exortar sobre o que eles haviam aprendido, recebido, ouvido e visto nele, em Paulo, deveriam igualmente fazer "...e o Deus de paz será convosco"(4.9).

O grande diferencial para o seguidor de Cristo está naquilo que se passa em sua mente, em seus pensamentos. Sua consciência dá o selo da aprovação em seus atos porque anda em conformidade com o padrão divino. O crente é imitador de Deus (Ef 5.1). Sua fé é conservada e ele possui sim, uma boa consciência (1 Tm 1.19). É por isso, que após passar a seguir decisivamente a Cristo, ele de fato aborrece, conforme o caso, pai, mãe, mulher, filhos e filhas, irmãos e irmãs e até a si mesmo (Lc 14.26) porque passa a ser servo de Deus, portanto, com a incumbência santa de agradar ao Senhor e nisto podendo afirmar: Eu tenho a mente de Cristo (1 Co 2.16).

Seja, portanto meu amado irmão, zeloso em permanecer na graça de Deus que começou uma transformação radical em sua vida desde o dia em que aceitaste a Jesus Cristo como seu Único Senhor e Salvador (Fp 1.6). Ele continuará esta boa obra em ti e sempre estará a trabalhar nos recônditos de sua mente e coração se você sempre permitir, sempre der lugar ao Espírito Santo. Para ser um discípulo autêntico de Jesus, não menospreze o trabalho d'Ele em seus pensamentos. Procure prudentemente sempre levá-los cativos a Cristo (2 Co 10.5). Rejeite os raciocínios, conselhos e sofismas bem como toda arrogância da mente carnal (2 Co 10.5). Haverá certamente a produção abundante do fruto do Espírito (Gl 5.22) se assim você proceder.

Entre nós, seguidores do bendito Nazareno devem prevalecer o que Paulo recomenda aos crentes de Colossos porque isto encherá de tal forma nossa mente que ela será exercitada a sempre pensar na sublimidade da vida em Deus, uma mente ocupada de fato com as coisas do alto enquanto vive aqui embaixo: "A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (Cl 3.16,17).

Entregue totalmente sua mente a Cristo nesta semana. Honre a Ele com seus pensamentos. Siga-o nessa bendita perspectiva. Glorifique a Deus desta forma, amém.

domingo, 9 de maio de 2010

Fracassos previsíveis na vida de um discípulo (7)


Finalizando esta série, refletiremos sobre a falta de discernimento espiritual. Mas o que significa o vocábulo discernir? Segundo o Dicionário Aurélio, esta palavra é sinônimo de discriminar, separar, distinguir, apreciar, medir, ver claro, ver bem. E o que seria então o discernimento espiritual? Segundo, Barro e Zabatiero, "discernimento espiritual é uma ação crítica do cristão, iluminado pelo Espírito Santo, que busca autenticidade (verdade) para vivenciar a vontade de Deus" (in, Discernimento Espiritual, Abba Press, 1995, p. 10).

Isto posto, fica então a questão se um discípulo de Cristo poderá porventura servír a Deus de forma segura se não exercitar esta fundamental qualidade. Continuaremos a reflexão, baseados nos autores Barro e Zabatiero, posto que possuem insights muito importantes sobre o tema em sua já referida obra.

O que não seria o discernimento espiritual? Ele não é adivinhação; muito menos intuição; e também não é oportunismo. Não poderemos confundir com nenhum destes aspectos, porque, conforme a definição acima, todo o real e genuíno discernimento espiritual é uma ação, uma ação crítica exercida pelo crente iluminado pelo Espírito de Deus.

Não estamos falando aqui do dom espiritual de discernir espíritos que encontramos em 1 Coríntios 12.10. Neste caso, conforme definição da Bíblia de Estudo Pentecostal, o dom de discernimento de espíritos, é uma dotação especial dada pelo Espírito Santo, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não.

No nosso caso em apreço, está sendo abordada a faculdade consciente do discípulo de Cristo, sua ação para ver com clareza, cada situação com que se defronta. Não é um sentimento, nem é um tipo de pensamento apenas, é uma ação do crente como um todo. Envolve pensamento, vontade e emoções. Mas não é também uma ação da pessoa apenas, mas é ação balizada pelo Espírito de Deus. O objetivo principal deste discernimento espiritual é a busca da autenticidade (ou verdade). Exercermos portanto o discernimento para que sejamos discípulos fiéis e verdadeiros do Senhor. É necessário sermos autênticos diante de nós mesmos, das outras pessoas e de Deus. E também para não sermos enganados e também para não nos tornarmos enganadores.

Tendo como finalidade o exercício da vontade plena de Deus, o discernimento espiritual com sua ação crítica/discernidora vai nos conduzindo em uma prática constante da vontade de Deus neste mundo. Como bem colocam Barro e Zabatiero: "Quem discerne não precisa adivinhar, intuir ou tirar proveito. Quem discerne é instrumento do Espírito Santo para si mesmo, para igreja e para o mundo" (op. cit. p. 11).

O discípulo de Cristo precisa estar atento para exercitar plenamente o discernimento espiritual. Não menosprezando de forma alguma a prudência em pesar bem todas as situações que o envolvem em sua vida presente no mundo, porque o discipulado cristão é sempre árduo. Não se trata de algo para pessoas indispostas, mas que sejam constantes sempre, porque como disse o Senhor Jesus, "Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus" (Lc 9.62).

Amado irmão, exerça seu discernimento espiritual doravante, porque como você está trilhando um caminho que é estreito e árduo, armadilhas poderão surgir em sua jornada, laços, sugestões, propostas de nosso Inimigo, o qual não podemos subestimar. Por isso, necessário se faz o discernimento.

A Palavra de Deus diz assim: "Mas o que é espiritual, discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido" (1 Co 2.15). Para o homem do mundo, as coisas de Deus parecem loucura, "e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (v.14). Seja portanto, este seguidor de Cristo que discerne tudo e discerne as coisas de Deus espiritualmente conforme devem ser. Afinal, você está no mundo, mas não é mais do mundo (Jo 17.14-16).

Deus abençoe você nesta semana com toda sorte de bençãos. Confie n'Ele plenamente, amém.

domingo, 2 de maio de 2010

Fracassos previsíveis na vida de um discípulo (6)


Existe uma área bastante delicada na vida de todos nós, discípulos de Cristo, que não pode deixar jamais de ser abordada e é a área financeira. Finanças mal administradas, ou seja, a mordomia errada do dinheiro é uma triste realidade na vida de muitos cristãos. A administração correta deverá ser bem exercitada sob pena de, se assim não ocorrer, inúmeros prejuízos ocorrerão não só materiais, mas igualmente espirituais.

O discipulado do crente, seu aprendizado e crescimento, estará seriamente afetado por causa do descuido em suas finanças. A Bíblia tem ensinamentos sólidos sobre o uso equilibrado do dinheiro. O problema é que estamos em meio a uma sociedade materialista e que faz do consumo o seu deus. Assim, necessário se faz que haja na Igreja uma sólida base bíblico-teológica para que todos nós, discípulos de Jesus Cristo, ofereçamos decidida resistência à tentação do consumismo.

Os fariseus zombaram de Jesus quando Ele disse que é impossível servir a dois senhores (Lc 16.13,14). Ou bem somos servos de Deus, ou das riquezas (no original Mamom, um termo aramaico). A tendência mundana é de angariar, comprar, consumir, num espírito contrário ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo diz em 1Tm 6.10: "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." Amar o dinheiro é colocar nele a sua confiança, as suas prioridades e a razão de ser da própria existência. O fruto deste amor é a avareza e esta era a doença por excelência dos fariseus. Acompanhando a avareza estão o egoísmo, a presunção, a soberba, a blasfêmia, a falsidade, a ingratidão, a desafeição e tantos outros males (2 Tm 3.1-5).

Diariamente, somos assediados pela propaganda. Esta é fortemente persuasiva e invasiva. O crente, mal estruturado, pouco ensinado a respeito, sem discernimento, cai vítima do engodo de satisfazer seus desejos despertados por aquela. Endivida-se, a desarmonia instala-se em seu cotidiano, porque não soube (ou não se deu o trabalho de saber) acerca dos fatos: Havia realmente a necessidade de adquirir aquele produto alardeado pela propaganda? E se havia, a despesa com a compra do mesmo caberia em seu orçamento?

O que Deus deseja é que estejamos revestidos de humildade (Cl 3.12). A humildade gerará em nós a simplicidade, uma realidade em nosso interior que resulta num estilo de vida exterior. Sempre sairá derrotado o discípulo nesta dura peleja contra a avareza, o materialismo, o consumismo se não procurar as orientações de Deus para esta área da vida. O décimo mandamento do Decálogo (Ex. 20.17; Dt 5.21) é justamente contra a cobiça, contra o desejo interior de "ter" que poderá conduzir ao endividamento, ou, em casos extremos, ao roubo e à opressão.

Não viva portanto como um fracassado, porque notória é a derrota nas vidas de todos quantos cortejam viver descontroladamente no trato com o dinheiro. Este pode ser o mais dócil e versátil servo, mas, se não formos previdentes, tornar-se-á o mais despótico e cruel senhor. Hebreus 13.5 assim diz: "Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei" e também o Senhor Jesus em Lucas 12.15: "E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui."

O Deus de Israel e Senhor de todo o universo, possa abençoá-lo nesta semana, amém.

Em seguida: FALTA DE DISCERNIMENTO ESPIRITUAL