domingo, 28 de março de 2010

Fracassos previsíveis na vida de um discípulo (1)


Iniciaremos nesta oportunidade, uma série de mensagens sobre algumas práticas importantes que o discípulo de Cristo deixa de fazer e que contribuem para que tenha uma vida abaixo daquilo que Deus planejou para ele. E de fato, é certo o esmorecimento na vida de fé daqueles que deixam de lado certas coisas básicas, essenciais. Anteriormente, já falamos destas práticas na vida cristã, mas as abordaremos agora sob outro foco.

Começaremos com A AUSÊNCIA DA PRÁTICA DA ORAÇÃO.

Fracassaremos sim, em nossa vida de discípulos de Cristo se não O buscarmos em oração. É tão fundamental para a vida da alma como respirar o é para a vida física. Destarte, o Senhor Jesus viveu em oração, estando assim em plena comunhão com o Pai, e muito falou sobre a importância desta prática. Seu exemplo é essencial para compreendermos esta dimensão em nossas vidas. Quando o crente não ora ou ora muito pouco, a fraqueza, a falta de direção e a vida na carne são destaque em sua conduta. E isto é fracassar. Cortejamos a derrota quando não fazemos da vida de oração algo constante e contínuo em nosso viver.

No Evangelho de Mateus cap. 5.5-13, no Sermão do Monte, Jesus ensina publicamente sobre a oração. Ali encontramos as diretrizes básicas para um efetivo exercício da oração. Não devemos orar para sermos vistos, para que os outros nos admirem pela nossa “espiritualidade”, deveremos nos recolher a um lugar separado; não deveremos usar de vãs repetições; e orando, os cinco elementos essenciais da oração devem estar presentes: Ação de graças, petição, confissão, intercessão e adoração.

Se não orarmos viveremos em hipocrisia. Semelhantes aos sepulcros caiados, como disse Jesus em relação ao fariseus seremos (Mt 23.27,28). Não gozaremos da doce e inefável comunhão com o Senhor Deus, como o próprio Jesus gozava (Jo 8.55). Jesus conhecia o Pai e o Pai O conhecia em virtude desta comunhão cultivada em oração. Deus deseja conhecer-nos também intimamente. E para isso, é fundamental e imprescindível uma vida de oração.

Na escolha dos doze apóstolos, Jesus subiu ao monte e passou a noite em oração ao Pai (Lc 6.12). Aqui aprendemos que aquele que deseja fazer a obra de Deus, deve buscar sempre sua direção em oração. Jesus foi direcionado pelo Espírito Santo de Deus para escolher aqueles que estariam mais intimamente Consigo em Seu ministério. Se o discípulo de Cristo não buscar a Deus em oração, mas mesmo assim deseja fazer Sua obra, estará buscando para si um ministério frustrado e infrutífero.

Enfim, sob todas as formas e maneiras, o fracasso vai acontecer se o crente não orar a Deus. Se não cultivar uma vida devocional diária onde possa buscar ao Senhor, apresentando diante do trono da Majestade divina suas petições, confessando seus pecados, intercendo por seus semelhantes, adorando-O na beleza de Sua santidade e agradecendo-O por tudo.

O apóstolo Paulo, depois do Senhor Jesus, era um exemplo no que tange a ter vida de oração. E ele ensina em Ef 6.18: Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos”, lemos também em 1Ts 5.17: Orai sem cessar.”

A vida de Jesus foi vitoriosa, a vida do apóstolo Paulo e dos demais apóstolos também, em virtude da prática de oração. O discípulo de Jesus deve fazer da oração uma prática de excelência e jamais cortejar a derrota ou fracasso por falta de zelo na oração. E sua derrocada será certa se não buscar de todo o coração ao Senhor: E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor” (Jr 29.1314a).

Na próxima semana: FALTA DE LEITURA BÍBLICA.

Fique na Paz do Senhor.

quarta-feira, 17 de março de 2010

4 atitudes fundamentais para o discípulo de Jesus


A primeira atitude a ser considerada pelo seguidor de Jesus Cristo é que ele deve ser guiado pelo Espírito Santo (Rm 8.14).

Se o crente não é guiado pelo Espírito de Deus, ele caminha sem saber para onde vai. Seus passos sempre estarão resvalando nos perigos do caminho e ele pode até cair. Ser guiado pelo Santo Espírito é fundamental para a vida de todo aquele que nasceu de novo. Em sua vida de outrora, ele caminhava de acordo com seus apetites carnais. Mas agora, tudo se fez novo em sua vida (2 Co 5.21) e ele já não anda de acordo com seus próprios pensamentos mas anda conforme a vontade Deus.

A segunda atitude é que o discípulo de Jesus Cristo sempre se esforçará para trilhar pelo caminho estreito (Mt 7.13,14).

Ele entra pela porta estreita e segue por um caminho apertado. Seguir a Jesus nunca foi fácil. De fato, não seguir a Ele significa verdadeiramente ter passado por uma porta larga e estar seguindo por um caminho largo. É muito mais fácil. É muito mais cômodo. Não há exigências, basta seguir. A opção mais difícil, que é o caminho estreito, poucos há que a palmilham. Mas o crente prossegue para o alvo (Fp 3.13,14) sabendo que o prêmio do Senhor o aguarda.

A terceira atitude do cristão é que seu coração está ligado nas coisas que são do alto (Cl 3.1,2).

Uma mente cristã deve necessariamente estar totalmente voltada para as coisas que são de cima. Isto não significa que ele será um alienado e só pensará no céu enquanto ele, como servo de Cristo, tem uma missão a cumprir na terra. Significa que o fluxo inteiro de seus pensamentos, intenções, motivações, planos, reflexões está naquilo que é agradável a Deus (Fp 4.8). Assim, mesmo vivendo cá embaixo, ele viverá como se estivesse lá em cima.

A quarta atitude é tomar a cruz e seguir a Jesus (Lc 14.26, 27).

Muitos poderão perguntar: O que de fato significa tomar a cruz? A cruz que tomamos é aquela adversidade extra que nos sobrevêm pelo fato de sermos seguidores de Cristo. É a afronta que poderemos sofrer e de fato sofremos de uma forma ou de outra porque ousamos levar a ignomínia, a vergonha, a desonra, o opróbrio, o vitupério que Ele levou (Hb 13.12,13). Nossa identificação com Jesus Cristo de fato implica em levarmos esta cruz. Pode ser que de fato amemos mais a Jesus que a nossos parentes (Lc 14.26), mas não seremos considerados discípulos se não levarmos também a nossa cruz (v. 27).

É preocupante que muitos cristãos hodiernos não estejam enquadrados em uma ou outra atitude que apontamos aqui. Todavia, hoje ainda, o Espírito de Deus quer te guiar, e, ao fazer isto, Ele testemunhará a ti para que permaneças somente no caminho estreito, para que seu coração esteja inteiramente ligado às coisas do alto, para que tomes tua cruz e sigas de fato a Jesus.

Querido e amado discípulo e irmão, esta é minha palavra para sua reflexão nesta semana. Fique na paz do Senhor, Amém!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O discípulo deve ser grato a Deus sempre


No Salmo 116.12, 13 está assim escrito: "Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor." Davi sabiamente reconhece nestas palavras que deveria ser de fato grato a Deus. A gratidão a Deus, muito mais do que simplesmente dizer "obrigado, Senhor", deveria ser para Davi, a oportunidade inigualável de se fazer duas coisas: tomar o cálice da salvação e invocar o nome do Senhor.

Tomar o cálice da salvação para nós cristãos deveria ser algo a levar-nos a uma reflexão profunda sobre os benefícios da obra salvífica de Jesus Cristo a nosso favor. Quantos benefícios nos sobrevieram em virtude da morte expiatória de Cristo. A libertação da escravidão do pecado e dos laços do diabo recebe um grande destaque. Devemos pensar juntamente em nossa regeneração espiritual, nossa justificação, nossa santificação posicional, nossa adoção de filhos, nossa glorificação (em dois aspectos: glorificação pelo fato de agora Deus Pai e Deus Filho habitarem em nós na Pessoa do Espírito Santo e a futura glorificação quando receberemos um novo corpo incorruptível e imortal quando da vinda de Jesus ou por intermédio da ressurreição). Expressamos gratidão genuína a Deus quando meditamos sobre estes fatos de nossa condição agora que somos redimidos e vivemos sob estas verdades que atingiram e transformaram para sempre o curso de nossa vida.

A invocação do nome do Senhor é derivada da reflexão nestas verdades. Quando refletimos quão gloriosa é a nossa salvação, de como ela custou o preço do sangue do Cordeiro de Deus, de como agora estamos sob o favor divino, não pairando mais sobre nós o peso de nossa condenação, temos a natural inclinação para invocar e adorar ao nosso sublime Deus que tudo fez por nós. Davi no início do Salmo 116, narra que estava em apertos e angústias. Tristezas profundas o assaltaram na alma. Mas ele resolutamente clamou: "Ó Senhor, livra a minha alma" (vs 4b). No vs 6b ele diz: "...fui abatido, mas ele me livrou", vs 7: "Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem", vs 8, de forma triunfante: "Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda."

Poderíamos até dizer, olhando esta passagem de outro ângulo, que tomar o cálice da salvação equivaleria ao aspecto teológico de nossa gratidão a Deus, relacionado a nossa salvação em Cristo, e a invocação do nome do Senhor poderia significar o aspecto devocional desta nossa gratidão. Mas, a predominância da parte de Davi recai no aspecto devocional porque no vs 17 ele diz: "Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do Senhor." Está então aqui o rei Davi oferecendo sacrifício de louvor, isto é, não o sacrifício de um bezerro ou de um carneiro a Deus, mas sim, o sacrifício de seus próprios lábios, a glorificação verbal que todos nós deveremos prestar ao Senhor de toda a terra e que nisto o rei Davi foi um grande exemplo. E isto ele fazia com um espírito quebrantado e um coração contrito, conforme o Salmo 51.17.

Todo o discípulo genuíno de Jesus Cristo então, deverá atentar para a "tão grande salvação" (Hb 2.3) atentando nela como diz o contexto desta passagem de Hebreus. E sempre invocar o Senhor que planejou e consumou esta salvação, bendizendo continuamente seu Nome (Ef 1.3, 4).

Certamente, muitas são as bençãos na vida de cada crente. Mas nem todos tem tido o coração disposto como era o coração de Davi, para expressar a gratidão devida ao Rei da Glória.

Que ainda hoje, você possa expressar esta gratidão, como acima exposta porque o Senhor tem cumulado sua vida de inúmeros benefícios e somente Ele é digno de ser magnificado. Amém e Amém!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O discípulo e as pressões da sociedade


Seríamos considerados discípulos autênticos de Jesus Cristo se não fõssemos absolutamente pressionados de alguma forma?

O apóstolo Paulo disse que os querem seguir piamente a Cristo Jesus padeceriam perseguições (2 Tm 3.12). Logo, perseguições, afrontas, desfeitas, zombarias, pressões de toda sorte, são parte integrante da vida do crente em Jesus. Se sou um autêntico cristão, serei de uma forma ou de outra perseguido por causa de minha fé. Os autênticos seguidores de Cristo sempre sofrerão assim porque eles não são deste mundo (Jo 17.14). No momento em que nascem de novo no Reino de Deus, já não são mais contados entre aqueles que servem ao Príncipe deste século. Portanto, tornam-se estrangeiros e inimigos. Libertos foram do império das trevas e transportados para o reino do Filho do Seu amor (Cl 1.13). Sendo assim, com a lealdade mudada, são perseguidos pelo seu antigo e cruel senhor (Ef 2.1-3).

Soa de forma bizarra encontrar tantos cristãos, infelizmente, ainda como que pertencentes ao seu antigo senhor. Cristãos que trilham caminhos desonrosos a Deus e que prestam um desserviço à causa do Evangelho.

Não deve o crente ceder às inúmeras pressões que sofre diariamente para que ceda e desobedeça aos mandamentos do Senhor. São tentações aos quais sistematicamente vai sendo expondo (ou, que voluntariamente se expõe, o que é lamentável) portanto, deve ele apegar-se firmemente aos recursos espirituais: oração e leitura e meditação da Palavra de Deus.

Onde está um discípulo autêntico de Cristo, ali deve brilhar a luz. Mesmo que esteja debaixo do fogo cerrado do Inimigo, o seu testemunho deve ser incólume. Não ceder, não deixar brechas, não abrir mão daquilo que possui em Cristo, deve ser sua firme determinação.

Meus irmãos, todos nós estamos sob o ataque de Satanás. Somos o seu alvo, não nos enganemos nisto. Pedro escreve assim: Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5.9).

Haja um cuidado redobrado em todos nós, crentes. Uma palavra de Paulo ajuda-nos nesta questão: Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra” (2 Tm 2.4). O zelo em cada um de nós em sermos fiéis agrada ao Senhor e também é um forte testemunho. Somos testados de contínuo e devemos perseverar em nosso aprendizado diário aos pés de Jesus em meio a toda espécie de pressão da sociedade que nos rodeia.

Lembremo-nos uma vez mais de Paulo. Sofreu inúmeras pressões em seu ministério e ainda pôde dizer: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).

Eu e você, poderemos dizer o mesmo? Que o Senhor nos guarde em meio à toda pressão e opressão que porventura nos aflija. A graça d’Ele é poderosa e suficiente para isso. Amém!